<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925</id><updated>2012-02-16T04:26:42.666-02:00</updated><category term='Tempo'/><category term='Radicalismo'/><category term='Intelectualidade'/><category term='Humanidade'/><category term='Gênero'/><category term='Crítica'/><category term='Manipulação'/><category term='Sociedade'/><category term='Maturidade'/><category term='Faculdade'/><category term='Necessidades'/><category term='Escolhas'/><category term='Informação'/><category term='Auto-conhecimento'/><category term='Educação'/><category term='Responsabilidade'/><category term='Diversidade'/><category term='Política'/><category term='Conhecimento'/><category term='Inspiração'/><category term='Jornal'/><category term='desenvolvimento'/><category term='Leitura'/><category term='Internacional'/><category term='Ciência'/><category term='Esteriótipos'/><category term='Individualismo'/><category term='Profissão'/><category term='Religião'/><category term='Maldade'/><category term='Objetivos'/><category term='Inteligência'/><category term='Decisões'/><category term='Homossexualidade'/><category term='Pirataria'/><category term='EUA'/><category term='Abertura'/><category term='Geração'/><category term='Compreensão'/><title type='text'>Ego serua vitae sum</title><subtitle type='html'>Reflexões de assuntos não necessariamente cotidianos de uma jovem   q divide sua vida entre um mundo de ideologias, filosofias e elucidações, e o de artes, criatividade desprovida de lógica, sensações e sentimentos, sendo todos eles, vez ou outra, postos em questionamento.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>25</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-6441225349473156851</id><published>2011-04-15T01:15:00.007-03:00</published><updated>2011-04-19T15:36:31.388-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Faculdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Radicalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manipulação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>A USP e suas muitas greves.</title><content type='html'>Este ano é número impar. Logo, haverá greve geral dos setores da USP.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A brincadeira para tratar de forma humorada uma situação crônica na usp guarda vários sentidos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela é feita por quem está envolvido nos movimentos de greve, e por quem não aguenta mais e/ou não entende os motivos da greve.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Primeiro de tudo: há um excesso no mecanismo de greve que a desgasta como forma legítima de reinvidicação, ainda, óbvio, que o seja. Antes de haver greve, é necessário que haja um grande esforço de atos para impedir que ela precise ser usada, porque o tamanho do prejuízo financeiro, pessoal e de vez em quando até moral que ela traz para os estudantes, professores e pessoas ligadas à Universidade não é para brincadeira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os movimentos sociais centrais envolvidos têm um pouco de dificuldade de entender isso. Como greves de muitos anos trouxeram conquistas importantes, creem que ela é o meio mais eficiente. Portanto, os movimentos acabam tendo preguiça de inovar. E, por consequência, preguiça de convencer. Ficam em seus campos fechados, com as convicções dos seus ideais e de suas informações, esquecem que antes de apresentar proposta, reinvidicações e críticas aos sistemas e mecanismos da USP, precisam informar, dialogar de forma pacífica e não simplesmente forçar os outros a aceitarem suas ideias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isolam-se, fazem-se de heróis solitários entre eles, porque muitas das lutas geram conquistas para quem "não está nem aí" pro que está acontecendo. Parte dessas pessoas "nem aí" não é simpática a palavras de ordem impostas e a atitudes que soam apenas agressivas a quem não sabe exatamente o que está acontecendo. Mas não significa que não são sensibilizáveis a causas. Ainda mais na FFLCH, onde estou devidamente introduzida, a abertura para solidariedade e para critica é grande. Porém, quando bem apresentada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes de chegar a greve, deve chegar a mobilização (que às vezes torna a greve desnecessária, em atos e protestos de peso), para chegar à mobilização é preciso convencer, para convencer, é preciso informar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A fórmula é básica e conhecida. Vez ou outra chacoteada, vez ou outra defendida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas existe uma certa complicação de conceito no que diz respeito a "informar". O melhor do informar é professoral. São dados, fatos, evitando juízos, permitindo - sem pressão - o questionamento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É muito comum os movimentos acharem que estão informando quando chegam em salas com os discursos do tipo "a Reitoria, de forma opressora, perseguiu n alunos por conta de tais protestos durante as férias... etc.. mecanismos de opressão... a ditadura da USP... sistema de mercantilização do ensino...". E o que os alunos sabem na sala é que no meio dos tais protesto houveram "atos de vandalismo".  E ficam com isso, ignoram qualquer possível informação apreensível em meio a palavras de ordem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso não é informar. Não é aproximar. É criar um buraco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há um buraco, de ambos os lados, aberto pelas pás do preconceito. Essas pás são geradas por uma trava quando um enxerga o outro e já logo pensa: "iiiih... lá vem". Sem saber do que se tratam aqueles termos, sem se abrir pra ignorância alheia, sem permitir que se entenda o que tem por trás do discurso de cada um.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que se faz na maioria das relações entre os movimentos e as pessoas à parte dele não é informação. É descomunicação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O movimento assusta, não se expressa direito, impõe e radicaliza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As pessoas à parte dificilmente se interessam, são irritadas com a maneira como as coisas funcionam nos mecanismos representativos (muito fechados a "panelas" ideológicas e falta de praticidade),  alienam-se e se tornam passivas aos problemas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É incrível como vez ou outra aparece alguém que entrou no movimento, diz que não se interessava antes porque achava radical, com muito envolvimento partidário e sua politicagem (um fato, que não anula nada de nada nos problemas criticados, só irrita pelo jeito como funcionam), mas depois que entendeu as reinvidicações, acaba agindo da mesma forma que antes a afastava. Fica a sensação de que eles acham mesmo que o problema está só em quem não se envolve. E não é.  Se é o movimento que está querendo convencer, ele deve fazer BEM a sua parte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Repare: não é uma questão de quem carrega a razão, mas de enxergar qual a profilaxia possível para evitar a patologia crônica do buraco comunicativo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Especialmente em relação a Universidade e políticas públicas, os movimentos não inventam coisas das cinzas do cemitério do ultrapassado, apesar de algumas vezes os termos de alguns grupos remeta a isso (E alguns desses grupos tragam pautas aleatórias que causam estranhamento e não têm sentido objetivo e, portanto, não são levadas a sério e dispersam energias mobilizadoras. Aka: apoio à luta Palestina).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não teria força nem entre eles críticas à Universidade e a políticas estaduais sem nenhum tipo de fundamento. Não existem moinhos de vento coletivo, muito menos que surgem para professores conhecidamente sensatos e alunos que por muito tempo não se envolviam com os movimentos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;As greves crônicas são resultado de problemas crônicos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vemos nos debates recentes a fragilidade e os podres do sistema de terceirização de serviços que cerca a USP. A declaração de falência da União, empresa que fazia a limpeza na FFLCH e outras 10 (14, 17?) instituições da USP, é repleta de situações que são constantes nesse sistema. A começar que já houve falência de terceirizadas. E que uma dessas empresas que já faliram é do mesmo dono da União. E que praticamente todas empresas terceirizadas que trabalham na USP, segundo as informações que rondam os debates, estão ligadas a gente com poder na USP - sendo o próprio "poderoso", um conhecido ou parente. Outra: diz que o repasse da USP para empresa era cerca de 2200 por cabeça de funcionário. Os funcionários recebiam um salário mínimo. Trabalhando em péssimas condições, com produtos ruins, sem vale-transporte, tendo de lidar com falta de luvas e outros utensílios, a ponto de às vezes trazerem de casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No caso da União, a Reitoria fez 70% do repasse no mês em que a empresa deveria pagar seus funcionários e não o fez. Essa informação em geral é conhecida e faz com que muita gente não entenda porque o movimento pega no pé da Reitoria. E eis algumas informações circulares que respondem a isso: a União já estava com problemas financeiros e jurídicos quando a Reitoria fez o repasse, e portanto sabia que esse dinheiro ficaria preso na Justiça, e a União não receberia. A Reitoria também pôs em um artigo no contrato de recisão com a União assinado em fevereiro que se comprometia a pagar o último salário dos funcionários. Além disso, a Reitoria, como órgão máximo da USP, é a ponte mais direta entre a mobilização para esses funcionários e uma pressão política no Judiciário.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fora que, inevitavelmente, todo esse caso que ocorre agora, além de já ter acontecido, pode muito bem a voltar a acontecer, devido a forma como funciona a terceirização dentro da Universidade. Isso faz com que o debate sobre a terceirização se revitalize, e saia das cobertas dos milhões de problemas de má administração e privatização que ocorre dentro da USP e outras universidades - mais além, outras instituições - públicas do país.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A terceirização, segundo os métodos atuais, tem um problema crônico de jogos de interesses - é uma forma de roubar dinheiro público usando desculpa de prestação de serviço (precário demais para o dinheiro que se paga e ainda por cima explorador trabalhista). É um serviço que funciona numa lógica mecânica, acabando por desumanizar seus trabalhadores. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E é daí que vem a palavra de ordem de que existe escravidão na USP: gente sem receber, e que estava recebendo muito pouco para o trabalho que faz, além de condições precárias de trabalho e omissão de direitos trabalhista constitucionais. Existe escravidão na USP.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se a terceirização é o que está mais em voga nos debates, isso não apaga nos movimentos sociais de que ele é mais um de muitos problemas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na FFLCH em particular, os prédios estão cheios de problema de infra-estrutura. Há 3 semanas, uma sala na Letras foi interditada por risco de desabamento. É, pois é.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em 2009, o prédio da História e da Geografia tinha um problema grave no teto que fazia com que muitas salas tivessem goteiras. Para não falar na sala que tinha uma verdadeira cachoeira, cujo lago que formou virou competição de barquinho de papel como forma de protesto. Ou mesmo na chuva torrencial que transformou as rampas de acesso em tobogã em 2007. Depois da greve que teve em 2009, o processo para obras se acelerou. Está finalizado. Sem goteiras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje não chove nas salas. Mas isso não resolve o superlotamento de salas, a falta de cursos para as disciplinas (e sala para os cursos) e de professores... Ou o fato de que é frequente faltar sabão nos banheiros, de que as paredes das salas estão feias com reformas mal-feitas e de que os professores não recebem o aumento adequado, ou seja, segundo a inflação há mais de 20 anos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Existem muitas situações (das quais não sou profundamente informada, mas conheço e vejo os efeitos - mesmo porque, eles não estão super escondidos) que apontam para um projeto mercadológico do conhecimento, que acompanham um processo de privatização da USP. Não haverá um leilão, uma ata do governo ou qualquer coisa declarando privatização da USP. Ela é gradual e silenciosa. Feita através de pequenas medidas que inserem empresas privadas no comando econômico e político (entenda por decisório) de certos cursos e que geram um lento abandono (e, portanto, um posterior fechamento) pela perda de excelência por conta do abandono de professores e escassa verba para projetos e grupos de estudo e falta de (ou inferior em relação a outros lugares) condições adequadas para produção em outros cursos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse manejo tem funcionado. As pessoas atribuem a má administração a condição de instituição pública e tomam a privatização como uma forma de salvar. Não se percebe a existência de um sucateamento, no caso de cursos por abandono, que é intencional, porque não tem como não ser intencional - desinteresse e má administração só vem quando não se tem intenção de melhorias, vontade política manda muito em energia produtiva. Toma-se o sucateamento como um fracasso do próprio curso e/ou instituição, ou mesmo culpa-se o estado da conservação em seus usuários. Não negando o lugar-comum que todos devem fazer a sua parte, a precariedade e antiguidade de equipamentos, ferramentas e objetos denunciam sem pudor o abandono administrativo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso porque estou falando daquilo que está mais presente no meu cotidiano e do que sei mais. Existem inúmeras lutas ao longo desses 20 anos que impediram algumas manobras desse processo privatizador. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Sintusp carrega um jornal que tem o seu histórico de lutas. Quinta-feira passada, dia 14 de abril, estavam na rampa da História/Geografia a Prof. Marlene Suano e o funcionário demetido e sindicalista Claudionor Brandão a discutir sobre esses problemas. A prof. Marlene falava das posturas adotadas pelo movimentos em lutas justas e recomendava ao Brandão uma mudança em sua atitude para que ele fosse de fato ouvido, já que ele possuía muita informação sobre os problemas da Universidade e o histórico de lutas do Sintusp ao longo de mais de 20 anos. Enfim, ela falava, com a eloquência e sagacidade que lhe é inerente e conhecimento de causa, de algo que sempre circula entre os corredores, em vozes que não são reacionárias em si, mas tem uma raiva da maneira como se conduz as políticas entre DCE, Sintusp e, mais raramente, na ADUSP (Associação dos docentes), e como isso afastava especialmente alunos. Ela falava com a perspectiva que eu tinha também, mas, óbvio, muito mais articulada, informada e com propriedade. No fim, dizia: era preciso mudar abordagem, porque as lutas são justas e urgentes, mas precisam de gente convencida a se mobilizar. Convencer, lógico, não significa que fará todos estarem lá nas ações, mas sustenta apoios e aumenta a massa de quem se predispõe a agir. Além, claro, de não dar brecha para o menosprezo a essas lutas e não dar armas para os opositores atacarem e conquistarem apoio da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para quem conhece o Brandão, sabe que a Marlene estava falando com a grande fonte geradora das posturas mais agressivas de protestos que são adotadas pelo Sintusp. Barricadas, palavras de ordens aos gritos, naquele estilo sindicalista iniciado na década de 70, quebra-quebra, ateação de fogo em coisas... Coisas desse tipo deram brecha pra demissão do cara. Não foi à toa, independente de haver processos que foram forjados e dessas atitudes se tratarem de ato político. Nessas, ele foi acusado de &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;crimes contra a liberdade individual, ameaça, lesão corporal, injúria, constrangimento ilega&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;l... &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Aconteceram, e deram pretexto para demitir alguém que é incômodo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Minutos depois dessa conversa, o Bran&lt;/span&gt;dão foi falar na plenária convocada para os alunos do vespetino decidirem sobre a paralização de apoio aos funcionários terceirizados sem salário, e ele falou como lhe foi recomendado: informativo, sereno.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As pessoas que o estavam ouvindo ali eram pessoas que ficaram pra plenária e não foram pra casa, portanto, pessoas já em si mais interessadas e pacientes, quando não do movimento, então ele podia ter falado do jeito que quisesse. Mas a postura que ele adotou será útil para a palestra sobre história de lutas na Usp que foi projetada naquela conversa Brandão-Marlene-alunos que os estavam ouvindo. E, talvez, quem sabe, para as formas de luta do Sintusp esse ano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No fundo, é preciso perceber que quem faz greve na USP está muito longe de ser vagabundo ou mero baderneiro. O número de pessoas que estão lá só pra "brincar" acho que nem se conta nos dedos de uma mão, e também não duram muito tempo inseridos no movimento. Muitos dos que quebram coisas etc interpretam essa atitude como forma de chamar atenção. E quando os debates são intensificados depois dessas ações, eles têm pra si de que estão certos em pensar dessa maneira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eles não têm clareza que na verdade eles afastam quem eles gostariam que estivessem junto com eles. Ou se tem, não estão interessados em transformar isso numa mobilização de todos. O que não faz sentido nenhum. Não acho que é o caso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Além disso, quando há paralização, greve etc, nossos calendários são ajustados para reposição. E perdemos as férias de julho. É verdade que tem professor que não repõem, ou repõe porcamente, mas os alunos não contam com isso. Quem vota na greve, está votando pela causa, não para ter o seu cronograma todo desregulado, sem saber se terá férias ou não, correndo o risco de ter seu rendimento comprometido e pagando caro pra comer nos dias de greve.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem fica em casa geralmente não votou na greve. Está aborrecido porque não se sente representado e vai ser prejudicado. Diz que quer estudar e fica fazendo seus trabalhos em casa, sem ir pra mobilização. Que é esvaziada. Afinal, eles não foram convencidos nem das causas da greve, quanto mais se predispor a estar em atos em que se fazem manifestações  das quais eles discordam. E se há alguma pequena parcela que gosta de greve pra fazer nada, geralmente ela nem vai votar, porque não tem paciência de aguentar as mais de 3 horas de assembleia com discursos difusos, pouco práticos ou repetitivos que geralmente precede essa decisão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As greves, portanto, não se tratam de uma várzea.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Elas são fruto de graves problemas da USP que são abafados ou distorcidos, e de falta de habilidade dos movimentos sociais que tomam consciência desses problemas e lutam contra estes em agregar, aproximar, inovar e repensar suas condutas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parece que a simples represália a sua ações é diretamente ligada a um discurso reacionário e/ou um posicionamento ignorante. Em sua maioria, é sim. Mas isso não tira o fato de que não se faz algo por parte deles para fazer ser diferente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto os movimentos não se refazem, com iniciativas mais criativas, discursos mais informativos e mobilização mais original, ele só vai conseguindo reter algumas das ações predatórias contra a Universidade. As greves se banalizam, perdem força de apoio, não são ouvidas em sua essência de causas. Reitoria, governo e empresas privadas vão se esgueirando aos poucos, sufocando os incômodos, desfazendo-os com desculpas, conquistando apoio com lógica mercadológica, desumanizando o conhecimento. E assim estamos indo. Aos poucos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;P.S.: Quando falo aqui em "movimentos", falo dele como um bloco. Tem gente que está lá que não se radicaliza, que não concorda com tudo, que não participa de ações que não apoiam. Mas não são maioria, nem tem força de liderança. Portanto, "movimentos" é o bloco que faz a imagem dos movimentos sociais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui tem um entrevista da semana passada com o Brandão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, é do PCO etc, mas a entrevista está muito informativa e pouco simples pregação:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; line-height: 16px;"&gt;&lt;a href="http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=28206"&gt;http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=28206&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-6441225349473156851?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/6441225349473156851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=6441225349473156851' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/6441225349473156851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/6441225349473156851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2011/04/usp-e-suas-muitas-greves.html' title='A USP e suas muitas greves.'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-5529520466282244770</id><published>2010-05-02T20:45:00.000-03:00</published><updated>2010-05-02T20:46:17.529-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maturidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humanidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Compreensão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diversidade'/><title type='text'>Ensaio sobre o Ser</title><content type='html'>&lt;div id="recover"&gt;Sim, é uma vibe "ser ou não ser". Na verdade, é um pouco mais  específico. É questionar o que significa "ser", antes de se perguntar o  que se é e o que não se é.&lt;br /&gt;O que vocês pensam sobre "ser", o verbo? O   predicativo, não o intransitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala em atribuições,  elas vêm da onde? Quando nós dizemos que alguém "é" alguma coisa,  estamos nos baseando no quê? O que acontece/ o que significa quando quem  "é" deixa de ser o que se espera? Ou melhor, quando nossas expectivas  são quebradas porque alguém não age como você espera que ele seja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah-há!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro  ponto de tudo: humano lidando com humano.&lt;br /&gt;Tudo não passa de  correlações criadas por nós. Para a natureza, nós simplesmente  existimos. Nós seríamos como a grama: cresce quando quer, o quanto quer,  por onde quer, sem rédeas, sem cortador-de-grama. Ser, na natureza, é  simplesmente existir. Seguir o fluxo. Sem noção de tempo-espaço, mas  vivendo só dele.&lt;br /&gt;Mas isso é muita confusão para a racionalidade  humana. Existe uma necessidade humana de classificar, sistematizar,  definir. Nós fazemos isso para não nos confundirmos, não nos perdemos,  não ficarmos loucos. Para "ser", você se baseia naquilo que é mais  frequente na pessoa. Exemplificando: se fulano é estudioso, significa  que ele costuma ter uma disciplina de estudo. Mas não significa que ele  sempre vai a seguir. Não significa que ele não terá preguiça de estudar,  e deixará de estudar alguma vez por causa disso.&lt;br /&gt;Basicamente,  classificar o outro está intrissicamente ligado a frequência com que  esse outro faz ou pensa alguma coisa. Este é o "ser" sob as perspectivas  sociais.&lt;br /&gt;Nós mesmos nos sujeitamos a ela. A gente se define dessa  maneira também. Somos nós mesmos nos vendo como terceiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já  devem ter ouvido falar que nós somos várias pessoas: como cada outro nos  vê, como nós mesmos nos vemos e o que realmente somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso,  estou me atendo a refletir sobre o tal de "o que realmente somos".&lt;br /&gt;A  gente se enxerga de uma maneira e mesmo nós somos incoerentes com o que  pensamos sobre nós mesmos, seja mentalmente, seja agindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazemos  besteiras; nos arrependemos; nem percebemos que o que fizemos é  diferente do que pensamos, ou melhor, incoerente com que pensamos;  magoamos os outros por quebrar suas perspectivas com relação a nós (e  que nós mesmos ajudamos a construir) por algum momento; sentimos coisas  de vez em quando que não costumamos sentir, e, portanto, falamos como se  não sentissemos; pensamos, nem que seja por instantes, coisas que  refutamos com vigor quando racionalizamos de maneira mais trabalhada (e é  essa que nos guiamos e, por consequência, expomos socialmente);   achamos que temos capacidades que de vez em quando falham, mas mesmo  assim a gente diz que tem (e os outros acham que a gente sempre tem, ou  esperam por isso); de vez em quando nos sentimos atingidos por coisas  que normalmente não nos atingiriam; muitas vezes o que pensamos não é  posto em ação por nós mesmos, mas nos entendemos como o que pensamos, e  não o que agimos (afinal, dá-se a justificativa da "oportunidade", ou,  em geral, falta de percepção sobre nossas ações); criticamos e nos  sentimos incomodados com coisas das quais a gente diz que não gosta, mas  faz também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta coisa! A incoerência persegue-nos.  Persegue-nos não simplesmente porque somos "errados". Persegue-nos  porque a gente inventou definições para nos entendermos entre nós, em  sociendade, e não vivermos no nosso próprio mundinho, em que só você  mesmo entende/compreende o que você faz (e olhe lá!).&lt;br /&gt;O problema,  talvez, está em se prender a essas definições. Para entender o outro, e a  você mesmo, não se pode guiar apenas pela trilha dessas definições. Há  varios ramos interligados, como a floresta selvagem que a natureza deixa  fluir. Às vezes, o que os outros entendem por incoerência, não é  incoerência para nós, mas uma sobreposição de contextos, raciocínios,  sensações e prioridades, racionalizadas ou momentâneas. Às vezes a gente  sabe bem o que fez. Alguns não conseguem lidar bem depois, se  arrependem. Outros conseguem se compreender, aceitar o que foi feito e,  dependendo, buscar lidar de outra forma no futuro (uma conquista não tão  fácil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, não é difícil perceber o porquê das pessoas se desentederem  tanto. Se há tanta incoerência e sutileza num ser só, que dirá procurar  algo harmonioso em tantas pessoas juntas. Se um grupo de 5 já são 5  complexidades que de vez em quando se desentendem... MEU DEUS! 6,5  bilhões é uma loucura!!! Dois já são capazes de nervos em ebulição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é uma questão de nos conformamos com as nossas incoerências e as dos  outros. Mas as entender. E, no caso de nós com nós mesmos, procurar  identificá-las e as evitar ou as repensar.&lt;br /&gt;De qualquer maneira, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o ponto central é  ter consciência de que somos o que vivemos&lt;/span&gt;. Se a gente buscar  viver sempre melhor e de maneira mais equilibrada, buscar ser aquilo que  nós entendemos como correto ou/e bom, então entender que ser de uma  maneira classificada é só uma construção humana.&lt;br /&gt;Nada de se auto-destruir ou destruir o outro porque você/ele foi  "diferente" do que se espera. Nós, porque, sabendo/ tendo ciência do que  nos aconteceu, é sempre uma oportunidade para se entender e seguir em  frente. Os outros, porque nós não sabemos tudo que está dentro do  contexto deles - as coisas que aconteceram, suas emoções, que tipo de  raciocínio é priorizado naquele momento -, então o que nos resta é  tentar compreender, e aproveitar para enxergar com mais clareza quem  eles são - o mais próximo do fluxo natural de existência.&lt;br /&gt;Em geral, decepções e irritações acabam se mostrando bem menores do que  realmente são toda vez que se busca a compreensão.&lt;br /&gt;Sempre bom ter clareza de entendimentos cruciais sobre o humano para  poder praticar compreensão com mais facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, nada como um dia de praia sozinha e uma tpm exigindo que você  reveja a maneira como você enxerga algumas coisas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-5529520466282244770?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/5529520466282244770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=5529520466282244770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/5529520466282244770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/5529520466282244770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2010/05/ensaio-sobre-o-ser.html' title='Ensaio sobre o Ser'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-3729854180484877474</id><published>2009-12-26T20:02:00.000-02:00</published><updated>2009-12-26T20:03:58.582-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maturidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Decisões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Responsabilidade'/><title type='text'>A coragem de uma decisão</title><content type='html'>Mandei, por sms, a uma amiga, comparsa-mor de lógicas, numa época recente de caos galáctico batalhando com a frieza da serenidade e do controle de si:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O maior desafio de uma decisão é saber não ter medo das consequências, causem elas arrependimentos ou não. Porque uma decisão bem ponderada sabe o peso dos valores, e isso é o que dá coragem&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A época, que ainda se faz sentir entre nós, as duas passavam por coisas que esta minha reflexão se encaixava perfeitamente. Ela me acompanhava já a um bom tempo, mas essa forma sucinta foi retirada ao final de um mini-surto de frustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frustração básica de pouco tempo para muito o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que desta vez o pouco tempo só era pouco por opções que fiz, conscientes, mas que juntas geraram desorganização. A desorganização foi uma consequência, a pseudo-neura e a frustração também. Elas eram resultado da opção que fiz nesse semestre de dar mais atenção aos amigos e a família e de arcar com todas adversidades que vinham de um projeto comandado por mim.&lt;br /&gt;Eram coisas que tinham um valor para mim, e que geraram frutos, os quais ainda colho (e ainda cultivo a horta).&lt;br /&gt;No momento em que cheguei a essa sentença, vi tudo mais claro. Meu nervosismo passou, e continuei a fazer o que tinha e o que dava para fazer, como sempre fiz nessas situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta ficar olhando para trás, resmungando do que não fez. Ainda mais se o que não foi feito ficou desse jeito porque você fez outra coisa. Não se trata de criar desculpas, mas ter consciência exata do que foi feito. É simplesmente ter agido com reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tomar uma decisão, pensa-se nas possibilidades. No que vai acontecer se se fizer algo, e se não se fizer. Saber o que vai acontecer, e saber o que dará para ser feito. Saber para quê você fará, e se isso é o melhor. Saber o quê, para você, significa "melhor". Saber as medidas de cada peso. Ter certeza dos valores que você dá a elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um jogo complexo. Não é tão simples quanto falar. Mas uma vez que se torna uma decisão, se bem feita, qualquer coisa que bata nela reconcheteará, porque você terá um argumento. Não tem como não ter coragem de tomar uma decisão se você estiver armada de argumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ruim é quando dá preguiça de explicar aos outros tudo o que você pensou. Mas Mahatma Gandhi nos acompanha. Paciência!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à minha amiga, ela está aprendendo ainda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Rio + sol + água + samba*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O que está ouvindo: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Samba-enredo de 2010 da Unidos da Tijuca&lt;/span&gt; ;D&lt;br /&gt;2- Último filme no cinema: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Julie &amp;amp; Julia&lt;/span&gt; - Meryl Streep, uma delícia.&lt;br /&gt;3- Livro que está lendo: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A tragédia do Líbano&lt;/span&gt; - Domingo del Pino&lt;br /&gt;4- O que fará hoje a noite: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ensaio de bateria da Unidos da Tijuca&lt;/span&gt;! Yeah Yeaaaaaah!&lt;br /&gt;5- Reflexão do dia: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Refletir sobre si é uma obra de Igreja"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-3729854180484877474?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/3729854180484877474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=3729854180484877474' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/3729854180484877474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/3729854180484877474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2009/12/coragem-de-uma-decisao.html' title='A coragem de uma decisão'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-8535905553051124235</id><published>2009-07-31T11:18:00.010-03:00</published><updated>2009-07-31T14:00:47.141-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Informação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manipulação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Ligações entre a confusão no Irã e em Honduras</title><content type='html'>Atualizando os que estão em outro mundo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após as eleições presidenciais deste ano no Irã, que teve suspeitas de fraude nas urnas (o argumento mais grave, na minha opinião, é o de que é o resultado foi dado duas horas depois de fecharem as urnas. Detalhe: urnas com votos de papel de todo o país, que tem cerca de 70 mi de pessoas -a votação pra prefeito de São Paulo no ano passado, com urna eletrônica, demorou quase 4 horas para ser contada), milhares de iranianos - jovens e velhos, homens e mulheres - saíram às ruas pedindo que os resultados fossem revistos. Foram duramente repreendidos pela polícia de Mahmoud Ahmadinejad, presidente supostamente reeleito, o que gerou muitos conflitos e mortes de manifestantes, mas não conseguiu acabar com o movimento.&lt;br /&gt;Aliás, o movimento havia dado uma diminuída (pelos menos na cobertura dos jornais) nas últimas semanas, mas ontem teve uma grande passeata em homenagem as vitimas, havendo conflito com a polícia novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Honduras, num imbróglio ainda meio mal explicado, o presidente eleito pela população, Manuel Zelaya, recebeu um golpe por opositores com o apoio do Exército e da Suprema Corte, após ele tentar fazer um consulta nacional sobre a mudança na Constituição. Essa consulta era considerada ilegal segunda a Constituição do país, e Zelaya recebeu uma ação judicial para que não a realizasse. Ele insistiu no assunto, e foi deposto por descumprir ordem judicial.&lt;br /&gt;Ele foi exilado e até agora está tentando entrar no país por meio da fronteira com a Nicarágua. Sinceramente, ele está fazendo o maior show com isso (entrar no país em um caminhão dirigido por ele, com centenas de seguidores e jornalistas junto), e atropelando meios mais adequados de se resolver a questão (como um acordo que os EUA já se disponibilizou a mediar, e que ele aceitou, por sinal).&lt;br /&gt;De uma maneira ou de outra, Zelaya aparentemente tem apoio da maioria da população hondurenha, que se manifesta com o presidente eleito por eles, ou faz suas próprias passeatas na capital Tugucigalpa, e de praticamente toda a comunidade internacional, que não reconhece o governo golpista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é meio óbvio o que há de comum entre os dois.&lt;br /&gt;Populações exercendo e lutando pelo seu direito a democracia, mesmo que estas sejam frágeis nos países em que se encontram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por motivos bastante subjetivos, o que está acontecendo no Irã me emociona mais do que em Honduras.&lt;br /&gt;A população não se calar diante de um governo opressor, em uma cultura que já por si só contem comportamentos considerados ocidentalmente como conservadores e submissos (devido a maioria xiita dos muçulmanos do país), é um indicador de coragem e transformação que pode estar surgindo no Irã.&lt;br /&gt;Ahmadinejah é um cara bem populista, tem sua base eleitoral nos pobres, e é um político de muita lábia. Seu discurso varia segundo a platéia. Para a comunidade internacional, ele faz uso de palavras próprias de vítima injustiçada, especialmente no que diz respeito ao seu programa nuclear. Internamente, ele bate em todos que se opõem as suas idéias, mas isso não costumava ser um grande problema para ele.&lt;br /&gt;Agora que esse bater está afetando muito diretamente a população (de uma maneira bastante ultrajante, afinal a fraude é bem óbvia) e que até o aiotolá (maior autoridade do país, líder religioso instituído pela &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Iraniana"&gt;Revolução Iraniana&lt;/a&gt;), que apoia o presidente, chegou a dizer que talvez fosse melhor rever a contagem da eleição, Ahmadinejah ou aprende a aceitar os apelos da populção, ou no seu próximo escorregão insultante acabará sendo tirado da presidência pela população.&lt;br /&gt;É claro que esta é uma opinião otimista minha. Governos tiranos devem ser retirados com a vontade da população. Sempre há aquela ajuda na surdina (ou na cara dura) de outros países, mas quem faz as coisas acontecerem é a população. É assim que transformações sólidas acontecem, porque se torna algo do qual a população se orgulha, e a lembrança da luta é algo que perdura e se tenta preservar.&lt;br /&gt;Bem diferente da palhaçada que aconteceu no Iraque. Que só foi merda atrás de merda.&lt;br /&gt;Democracias, especialmente no Oriente Médio, tem de ser algo almejado pela a própria população, com pensamentos e modelos vindos dos próprios árabes (claro que, por ser um modelo político bem ocidental, haverá influência. Mas que seja só de idéias, aceitas e bem recebidas pelos árabes). Pode ser muito lento, mas é um processo necessário. Caso contrário, uma intervenção direta de outros países se torna algo que gera ódio e rejeição a essas ideias, sem que elas tenham a oportunidade de serem realmente bem discutidas, sem que elas possam entrar na mente da maioria da população.&lt;br /&gt;O Irã finge que tem democracia. Se diz uma república islâmica. Mas lá, como em todo lugar que a democracia é frágil, manda o poder e as influências. Ainda mais porque essa coisa de aiatolá é uma enganação que faz os muçulmanos se sentirem intimidados a se opor, com medo de estarem desrespeitando a religião.&lt;br /&gt;Mas não é ruim sonhar com um dia em que O Corão receberá a interpretação individual de cada um,  e então governos como Irã não poderão abusar da religião para controlar a população. E essa população não permitirá ser governada sem que se considere de maneira consistente a sua vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre Honduras, confesso, não sei muito de sua história. Mas certamente um lugar em pleno século XXI que tem seu presidente deposto por uma desculpa esfarrapada como a que foi dada pelos golpistas não tem uma democracia forte. A própria ação judicial já é absurda. Que Constituição é essa que não permite a voz da população?&lt;br /&gt;Mas, em termo judiciais, ok o presidente ser repreendido... Mas ser deposto é um exagero oportunista.&lt;br /&gt;Só que esse golpe não vai longe. A não ser que sejam reveladas informações muito sórdidas sobre o Zelaya ou o próprio cometa um grande erro que indigne a comunidade internacional (não acho isso totalmente impossível, a julgar pelas atitudes impulsivas e meio wanna-be-herói que ele vem tendo), os golpistas não conseguirão governar.&lt;br /&gt;Honduras iria receber sanções comerciais e a coisa ia ficar bem difícil (e quem sofre mais é a população - que possivelmente se revoltaria ainda mais). Também existiria a possibilidade de uma intervenção da ONU - e se isto acontecesse, ia virar uma situação caótica (Eu esperaria que fosse MUITO melhor planejada do que o que eles fizeram no Haiti... Mas tenho minhas dúvidas).&lt;br /&gt;Em Honduras, uma intervenção internacional é menos grave do que no Irã, já que não se pode por culpa em culturas ou mentalidades. Não tem como o governo hondurenho contra-atacar com uma campanha de insultos ao ocidente e sua incompreensão com relação a uma religião em específica. É um outro contexto.&lt;br /&gt;Não dá para usar a desculpa que os interpostos comerciais são uma repreensão ideológica, como ocorre no Irã. A população sabe bem que seria uma repreensão a um governo que não foi eleito por eles. É uma situação insustentável para o governo golpista.&lt;br /&gt;Eles vão cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É meio difícil para mim, como brasileira, ficar falando que esses lugares não tem "democracia forte", sabendo que um americano ou um suíço diriam o mesmo sobre o Brasil.&lt;br /&gt;É claro que são níveis diferentes, e o Brasil, mesmo que mancando, está sim avançando em termos de democracia.&lt;br /&gt;Sim, nós temos de conviver com políticos que não ligam para a opinião pública e ver a maioria que se elege não passar de uma corja endinheirada e influente. Mas, de toda a maneira, é a população que elege. Muito mal, mas é ela.&lt;br /&gt;Mas um americano e um suíço achariam engraçado, quando não patético, que a democracia no Brasil se resuma a eleições do executivo e do legislativo, com poucas consultas populacionais. Lá eles elegem até o juiz principal da cidade. A Suiça consulta a população até para saber se eles aceitam que aviões do Exército utilizem certa área do espaço aéreo. Quase a metade dos estados norte-americanos fizeram um plebiscito junto com as eleições do ano passado para saber se a população aceita o casamento gay.&lt;br /&gt;Pena que os brasileiros andam cada vez mais indiferentes, e mesmo que a mídia fique pressionando para que o Congresso Nacional, no mínimo, envergonhe-se das coisas que acontecem por lá, poucos acham mais importante protestar do que ver seu programa na tv aos domingos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tal se inspirar um poucos nos iranianos e nos hondurenhos?&lt;br /&gt;(ressalvas para as gravidades dos problemas, mas por que não se contagiar?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um PS para meus amigos que farão vestibular este ano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estudem a importância geopolítica do Irã e a Revolução Iraniana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vídeos do Irã:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=eqkKh8uh4k4"&gt;Sinta o tamanho das manifestações&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-VAPeuxPQXs&amp;amp;feature=related"&gt;Confusão com os ataques policiais&lt;/a&gt; (note o perfil do iraniano que postou esse vídeo)&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=J6Ni-VZe4FQ&amp;amp;feature=channel_page"&gt;Protesto de ontem no cemitério em que pessoas foram rezar por quem morreu no movimento&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só uma coisa que achei muito curiosa e estava no post de um dos canais desses iranianos protestantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amercian high school teacher's responce on recent events in Iran that has been posted to one of Persian blogs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I teach at a NYC high school, and recently﻿ one student stood up to our very intimidating principal, (something that almost never happens). When he did not get permission for what he intended another student said Lets go Iranian on him. By that he meant organize a protest. And so now they IRAN anything they want to change. So it has become a verb now and to Iran the situation is to stand up to authority, well at least here in this corner of the universe. And it is a huge bonus for me because I cannot usually get them to even pay attention to another part of the world.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Point being, even these students who get very small amounts of news equate Iranian with bravery and I completely agree, and wish I had that kind of intestinal fortitude.&lt;br /&gt;You have our greatest admiration and respect!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;A resposta de uma professora da high school &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;[equivalente ao Ensino Médio&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;] americana diante dos recentes eventos no Irã que foi postada em blog persa &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;[os Iranianos tem decendência persa, para os que faltaram nessa aula de História, e muitas vezes se utilizam dela para se denominar&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;]:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Eu ensino em uma high school de Nova York e recentemente um(a) estudante contra o(a) muito intimidante diretor(a) (algo que quase nunca acontece). Quando ele/a não conseguiu permissão para o que queria, outro (a) estudante disse "Vamos iraniar nele(a)"!. Ele/a quis dizer organizar um protesto. E agora eles "iraniam" coisas que eles querem mudar. Isso virou um verbo agora e iraniar uma situação é levantar-se contra a autoridade, bom, ao menos nesse canto do universo. E é um grande ganho para mim, porque eu não consiguia nem ao menos fazê-los prestar atenção em outra parte do mundo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;[NT: ela/e quis dizer que a situação no Irã fez seus alunos prestarem atenção em outros lugares além daqueles comuns a eles]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;A dado ponto que até alunos veem poucas notícias entendem Iran como sinônimo de bravura e eu concordo completamente, e queria ter esse tipo de persitência intestinal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;[traduzi literalmente essa expressão, mas no Brasil se diria, provavelmente, "ter esse estômago". Mas a americana é mais precisa]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Chocolate quente italiano é pastoso*&lt;br /&gt;1 - O que está ouvindo? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prologue (The book of Secrets) - Loreena Mckennit&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;2- Último filme no cinema? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Inimigos Públicos&lt;/span&gt; - Apesar da crítica boa, vale mais pelo Jonnhy Depp e a Marion Cottilard do que pelo diretor.&lt;br /&gt;3 - Última grande leitura (tirando as de trabalhos universitáios): &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;17 mangás de Fullmetal Alchemist&lt;/span&gt; em uma semana.&lt;br /&gt;4 - Último delírio: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Achar que podia fazer em 6h o que levei 11h para fazer&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;5- Reflexão do Dia: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Influencie pelo exemplo, não pela força&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-8535905553051124235?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/8535905553051124235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=8535905553051124235' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/8535905553051124235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/8535905553051124235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2009/07/ligacoes-entre-confusao-no-ira-e-em.html' title='Ligações entre a confusão no Irã e em Honduras'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-8733897440284898475</id><published>2009-07-24T14:08:00.004-03:00</published><updated>2009-07-24T15:12:42.102-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maturidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Individualismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escolhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Necessidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Responsabilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Objetivos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Entre limite e fraqueza.</title><content type='html'>Eu não vi "Onde os fracos não têm vez" ainda, mas acredito que os "fracos" do filme, têm a fraqueza a que me refiro (ou não, já que é um faroeste. Mas é um bom inicio de post, então vou continuar nessa linha).&lt;br /&gt;Pessoas que deixam de fazer algo sem tentar; pessoas que não suportam as dores de um percurso árduo, mesmo sabendo que o fim terá bons resultados; pessoas que têm medo de seguir por algo que desconhecem e por isso desistem/nem tentam; pessoas que não se mantem firmes em uma posição, por mais que saibam que ela é melhor para todos, porque elas irão se desgastar ou, mesmo pior, irão dar muito de si e possivelmente não receberão algo que considerem equivalente ao esforço.&lt;br /&gt;Esse tipo de fraqueza faz parte do ser humano. Faz parte, talvez, do seu instinto de sobrevivência. O risco e o esforço vão contra um estado natural de "conforto mental".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, pessoas percebem que "conforto mental" não é sinônimo de felicidade, de plenitude, ou de amor a si e aos outros. O conforto mental é cômodo, mas inútil.&lt;br /&gt;Um conforto mental serve para pequenos momentos em que o cérebro precisa de descanso. Viver neste estado o tempo todo, sinceramente, é declarar sua própria morte. Que utilidade tem um humano que não se preocupa, que não tenta melhorar, que não tenta alcançar algo?&lt;br /&gt;Simplesmente viver não nos diferencia dos outros animais. Nos tornam muito menores do que eles, dependendo do caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se superar e tentar superar os outros devia estar encrustrado em nossas mentes como algo óbvio a se fazer, por mais que ás vezes a vontade impulsiva seja contra, por achar difícil/complicado demais. Não que realmente vamos alcançar essa superação, nem que realmente precisemos de tudo isso,  mas a simples tentativa traz lições e novas perspectivas. Focar naquilo que é o melhor, e não naquilo que você se acha capaz de ser sempre acaba levando para outras fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a passar por poucas e boas por um objetivo...&lt;br /&gt;Esse talvez seja o quesito mais difícil. É a sensação que me fica quando me vejo oscilar muito e vejo amigos/colegas jogarem a toalha. Não me recordo de algo que eu tenha oscilado e jogado a toalha, ainda que tenha oscilado intensamente e que os meus projetos mais ambiciosos ainda estejam em andamento. Me orgulho, sim, e não tem porque não. Mas por me encontrar numa situação desse tipo, não consigo aceitar muito que as pessoas joguem a toalha quando estão numa situação muito mais fácil que a minha. Tendo consciência que não sou mais do que ninguém, fico tentando achar os porquês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de criação? Tem a ver com a trajetória de vida, com certeza. Admirar pessoas que são muito severas com você e/ou com elas mesmas certamente contribui. É uma admiração que veio com a percepção ou é biológica?&lt;br /&gt;É uma questão de maturidade? Tenho minhas dúvidas. Antes de tudo, o que é maturidade? Não é a maioria dos adultos que são adeptos do esforço e do risco para alcançar algo. Ainda que todos tenham passado por situações que necessitaram disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá para saber.&lt;br /&gt;E eu vou me questionando se o tipo de dedicação que eu dou para as coisas que quero é o certo a se fazer ou se é uma completa ignorância dos meus limites que no futuro eu sentirei.&lt;br /&gt;E me respondo, cheia de contrapontos, que os limites são quando nada mais pode ser feito e ultrapassam as leis da física (tipo precisar de mais de 24h por dia). Só que o uma resposta dessas, até hoje, pouquíssimas vezes me impediu de continuar com certos planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que eu sou muito criativa ou esses meus conhecidos é que estão precisando de uma injeção de perseverança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, a perseverança... Leva para lugares que a preguiça não pode nem imaginar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*"Pq eu estudei em colégio de freira"*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O que está ouvindo? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Iron Swallow - Jonny Greenwood &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;2- Último filme no cinema? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Harry Potter e o Enigma do Príncipe&lt;/span&gt;. Falem o que quiser, aprendi a gostar das adaptações, e, ainda que não seja perfeito, esse é o melhor filme da série!&lt;br /&gt;3- Último filme na tv? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O matador&lt;/span&gt;, de Pedro Almodovar. Rio muito com Almodovar... xD e... OMG! Antonio Bandeiras mto novo! o.o&lt;br /&gt;4- Último filme no pc? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Encruzilhada&lt;/span&gt;, para estudos de Blues. WTH aquela "luta" de guitarras?! Fiquei em choque!&lt;br /&gt;5- Reflexão do dia: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ninguém cresce sem se enfiar em dores e dar um pouco de si&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-8733897440284898475?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/8733897440284898475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=8733897440284898475' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/8733897440284898475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/8733897440284898475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2009/07/entre-limite-e-fraqueza.html' title='Entre limite e fraqueza.'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-1120197526742463811</id><published>2009-06-29T13:01:00.002-03:00</published><updated>2009-06-29T13:50:55.384-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maturidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esteriótipos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Responsabilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Que diferença faz a maioridade?</title><content type='html'>Tudo bem que eu já abordei esse assunto indiretamente em vários posts, mas eu estou com vontade de escrever, e esse foi o primeiro assunto que me veio na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta, a de sempre no meu mundo da relativização, é que depende de quem você é. Depende dos seus pais, depende dos seus amigos, depende do seu país, depende do que te aconteceu antes dos 18 (ou 21, ou 16...).&lt;br /&gt;No meu caso, 18 anos foi só uma carteirinha entre os adultos para que eles dissessem certas coisas. Meus dois primeiros dias de 18 anos foram uma comédia pastelão. Imagine: Eu faço aniversário no natal, e geralmente a ceia é aqui em casa (naquele ano, foi). Portanto, muitos dos meus familiares vem para cá comemorar conosco. Imagine todos esses familiares falando frases clichês "Agora já pode beber!"(1), "Cuidado para não ir presa!"(2), "Agora é adulta!"(3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- É, isso aí! Vou tomar todas! Já que me mantive em total e completo recato como todos os adolescentes...&lt;br /&gt;2 - Poxa! Agora sim posso cometer um infração! Yupi!&lt;br /&gt;3- É, sou mesmo... Pago minhas contas, tenho minha casa, não devo dar satisfação para ninguém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha irmã e suas amigas foram as piores. Falaram não só essas coisas, como também abriram recomendações sobre sexo, como eu devo lhe dar com as drogas na faculdade etc...&lt;br /&gt;Brinquei com os meus amigos nessa época que minha família criou o "mundo mágico dos 18 anos".&lt;br /&gt;Mas ela criou. Porque ele, na real, não existe. Ao menos para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 anos é como os quinze, os dezesseis... Provavelmente os vinte também. Tem coisas interessantes, é verdade: você compra bebida sem vergonha, você - se tiver condições - pode aprender a dirigir... você... ham... acho que só isso. Ah, você é obrigado a votar, se não fez isso por livre e espontanea vontade aos 16 como eu. E você passa na faculdade, se você fez as coisas direito.&lt;br /&gt;Poucos resistem até os 18 para tocar os lábios no álcool. Eu na cadeia só por um azar ou uma perseguição política (?). FATO. Acho (e todos sempre souberam disso) drogas patético e dá dinheiro para o tráfico, portanto... NEVER.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adulta? O que é... adulta? *Lagarta da Alice no país das maravilhas*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subjetividade, para começo de conversa.&lt;br /&gt;Adulto para mim paga as suas contas. Adulto para mim tem seu próprio teto (alugado ou não). Adulto só diz aonde vai quando quer. Adulto (deveria ter) tem senso crítico, mas não rígido (e chato/blasé, diga-se de passagem). Adulto (deveria) controla emoção.&lt;br /&gt;Mas adulto pode (deve) gostar de Disney. Adulto pode pular jogando video game. Adulto tem direito de gostar de animação. Adulto tem todo o direito de fazer piadas patéticas. Adulto pode achar legal festa a fantasia. Adulto pode gostar de Kinder Ovo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que diferença faz a maioridade?&lt;br /&gt;Muito pouca. Não é sinônimo de ser adulto, com certeza. Ser adulto é bem, bem mais lento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Às vezes eu creio que a maioria das coisas que escrevo são para pessoas mais novas que eu. Será mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Reptar - Yes, Rugrets*&lt;br /&gt;1 - O que está ouvindo? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Beat it&lt;/span&gt; - Michael Jackson&lt;br /&gt;2- Ultimo filme em dvd? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aladdin&lt;/span&gt; - ziguilhonésima vez, para fazer roteiro de peça infantil -&gt; NAC nas creches da Ação Social.&lt;br /&gt;3 - Último filme na tv? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Harry Potter e a Ordem da Fênix&lt;/span&gt; - rs... adooooro...&lt;br /&gt;4 - Última maluquice? - Atrazar todos os trabalhos em prol do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Bodas de Sangue"&lt;/span&gt; do NAC.&lt;br /&gt;5 - Reflexão do Dia - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Saiba o que é, antes de querer ser&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-1120197526742463811?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/1120197526742463811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=1120197526742463811' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/1120197526742463811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/1120197526742463811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2009/06/que-diferenca-faz-maioridade.html' title='Que diferença faz a maioridade?'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-2135234782343725353</id><published>2009-06-12T23:35:00.006-03:00</published><updated>2009-06-14T23:22:34.230-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Faculdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Informação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>A greve na USP em 2009</title><content type='html'>Como aluna da USP, eu tenho duas coisas a comentar nesse blog:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Sinto por não ter postado durante meses, eu tenho até um post incompleto aqui nos rascunhos, mas me faltou tempo. Ou melhor, fui incomodada pelo o velho pensamento dos cdfs "enquanto eu estou 'perdendo' tempo neste post, eu poderia estar escrevendo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aquele&lt;/span&gt; trabalho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Quem não está viajando na lua, está a par da greve na USP, ao menos depois do confronto da última terça-feira. É quase meu dever, pelo o papel que eu estabeleci  para esse blog e por ser aluna do departamento mais mobilizado da greve, comentar sobre ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vamos desenvolver o segundo comentário hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de greve está circulando desde abril entre os funcionários. Eles foram adiando as votações por conta dos feriados daquele mês, mas parecia meio inevitável. Por quê?&lt;br /&gt;Na pauta dos funcionários, há uma revolta pela demissão de um dos líderes sindicais, um tal de Claudinor Brandão . Há uma confusão também porque o estado fez um concurso há uns dois, três anos atrás que não foi regularizado. Os funcionários (nas 3 universidades estaduais) que foram contratados nesse concurso iam ser demitidos, ao invés de serem regularizados. São entre 2 e 5 mil pessoas, não me lembro direito. E há a velha luta que, entra greve, sai greve, nunca se resolve: o salário nunca está de acordo com o que deveria. Esses eram os principais pontos naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessas pautas, eu acho completamente duvidosa a primeira. O Brandão, até onde me foi informado, já nem estava mais trabalhando como funcionário propriamente dito, ele estava só ativo no sindicato. Ele estava sendo pago pelo governo para ficar gritando (minha opinião tendenciosa). Os funcionários acham que o motivo da demissão dele foi puramente político, uma vez que ele foi um dos lideres dos funcionários na greve de 2007 e outros tipos de incômodos "políticos".&lt;br /&gt;Porém, há uma lado negro do Brandão nessa história: ele está sendo acusado de assédio sexual em uns 4 processos judiciais, vindos de meninas diferentes, que são estudantes da USP. Além disso (e por isso - e mais algumas coisas que naõ são discutidas e, portanto, eu não sei), como funcionário publico, ele sofreu um processo administrativo e burocrático que não passa só pela opinião da "autoritária" reitoria, mas por uma comissão formada por professores, funcionários e alunos, segundo uma professora me disse.&lt;br /&gt;Logo, ao meu ver, defender o Brandão não é "defender as lideranças sindicais" de uma "perseguição política", como disse uma colega num debate do meu departamento, mas um ato emocional e, como de praxe, cego. Ele, acredito eu, não é flor que se cheire. E independe de haver um pedaço de "alívio político" da reitoria nessa decisão, ela não foi tomada sozinha e nem sem outros (bons) argumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, nossos caros funcionários - por idealismo e, quase como consequência, por uma falta de visão pragmática - declararam greve no dia 5 de maio, uma terça-feira, fazendo os serviços que aliviam muito mais os alunos mais carentes do que qualquer outro pararem de funcionar: bandejão (restaurante universitário que custa quase 2 reias um prato muito nutritivo), ônibus circular (de graça), biblioteca, pró-aluno (sala de computador que não paga nada)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha humilde opinião, greve é um instrumento de reinvidicação que deve ser usado absolutamente em última instância. Greve é a resolução tomada quando todas as outras alternativas já foram praticadas. Ela afeta a vida das pessoas de uma maneira enorme: atrapalham planos, atrasam os estudos, deixam as pesquisas mais capengas (sem biblioteca), altera a dieta de quem precisa do bandejão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentar uma reunião com a reitoria eles fizeram, fazer manifestações dentro da USP também. Mas eu não vi passeata fora da USP, não vi uma divulgação, escrita por eles, dos problemas que eles estavam tendo em nenhum pedaço midiático, não vi nenhum tipo de insistência nem mesmo dentro da USP. Eles não fizeram grandes tentativas de mobilização. Gritaram às portas da FFLCH e afins, como se isso, em pleno século XXI e 20 anos após a queda do Muro de Berlim, fizesse realmente uma grande diferença na opinião dos outros. Não rolou nem panfleto (apartidário)! Foi no boca-boca e na convocação para comparecer a debates.&lt;br /&gt;Quanta ingenuidade! Meus míseros 19 anos de vida foram o suficiente para eu sacar que, definitivamente, não se deve esperar que "Maomé vá a montanha, mas que a montanha vá a Maomé". É quase patético ouvir que 700 funcionários, dos cerca de 60000, estavam na assembleia. E esses 700 declararam greve.&lt;br /&gt;Ao invés de conquistar e mobilizar antes da greve, eles tentam depois, quando todos já estão com raiva dos "politicamente ativos" e, pior, sob piquetes (ou em casa assistindo Datena). Claro, não se pode esperar mais do que a metade se mobilizando. Nos EUA, onde o voto é facultativo, o normal (quando não há "Obamas" concorrendo) é uns 44% da população que pode votar comparecer às urnas. Mas 700??? Há algo errado! E o mais fácil identificar é: falha de mobilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pessoal "politicamente ativo" costuma dizer que os outros que não comparecem são "individualistas", "alienados" e/ou até "reaças" (reacionários - "direitões"). Dizem que é um reflexo dos nossos tempos. Será que o problema está mesmo no envolvimento político das pessoas?&lt;br /&gt;Mesmo que parte da culpa seja isso, e eu não nego (ainda que eu ache que não é um nível tão abaixo do que o de outros tempos), está lhes faltando perceber que os tons das mobilizações políticas líderes já não estão mais afinados com os da maioria. Não há "inimigo comum", como nos tempos da ditadura. Por conta disso, não há só uma voz nesse coreto. Mas uma voz é meio que imposta.&lt;br /&gt;Essa voz imposta incomoda e, em muitos casos (e não adianta eles negarem, eu já vi, vi muitas vezes e não sou a única), ela é intolerante. Ela vaia quem fala diferente e interrompe os argumentos dos ideias diversas com gracinhas ou mesmo com discursos. Esse tipo de coisa afasta quem faz um esforcinho para acompanhar os debates políticos. Outro problema é o dos discursos partidários. Tem muita gente lá envolvida com partido e essas pessoas são, em geral, vozes muito ativas. E chatas, extremamente chatas. E eles quase sempre levam um debate que supostamente deveria discutir os problemas internos da usp para discussões governamentais duvidosas. Para adicionar à lista, há algo que está intrísseco aos dois itens anteriores, e, creio, é o mais problemático: na hora de convocar/convencer os outros de que se precisa ir aos debates, os "mobilizadores" não trazem só os problemas, mas as suas opiniões sobre os problemas. À exemplo: ao invés de dizer "estamos tentando há semanas um diálogo com a reitora, mas ela está adiando e não dá resposta", eles dizem "ela não conversa com a gente, numa posição claramente autoritária e opressora... blablabla".&lt;br /&gt;Será que essa é a melhor abordagem? Essas falas soam ultrapassadas para a imensa maioria das pessoas. Elas ouvem uma coisa dessas e acionam o botãozinho no cérebro para "discurso esquerdista iludido e quixotesco". Não estou defedendo que isso é o certo a se fazer, eu acho que não se pode ignorar o que os outros têm a nos dizer (mesmo que seja de uma maneira muito chata. As vezes dá para extrair algo interessante), mas, se são eles que querem atrair os outros, se são eles que querem "abrir os olhos" dos outros, então são eles que têm de mudar primeiro, dar o primeiro passo.&lt;br /&gt;Eu tenho certeza que se um lado se abre para mudanças, o outro também, nesse caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente que essa questão dos "politicamente ativos" e das mobilizações não é única dos funcionários. No movimento estudantil e na associação dos professores também acontecem coisas parecidas. Mas até o dia 1 de junho, eles não estavam tendo muito acordo entre si sobre a pertinência de uma greve.&lt;br /&gt;Para os estudantes, apoiar as reinvidicações do funcionários já era uma pauta. Havia já também a questão da Univesp ( o programa de ensino a distância), a reforma na estatuinte (há uma enorme polêmica porque os professores têm 75% das cadeiras no Conselho Universitário, contra 15% dos funcionários e 10% dos alunos - é assim há anos, mas isso não é normal em grandes universidades. E para quem não sabe, o Conselho Univeristário é grupo que toma as decisões administrativas e políticas da USP. Pense em "vereadores". Além disso, quer-se que a eleição para reitor seja feita diretamente, e não pela escolha do Conselho) e, no caso do depto. da História, os problemas crônicos de infra-estrutura (muito aluno, poucos cursos disponíveis - queriam mais salas e mais professores - ainda que uma professora minha sugira que se discuta melhor isso, porque a solução pode estar num rigor maior para que os professores -que também são pesquisadores e tem uns direitos aí de não dar aula por não-sei-quanto tempo - não deixem de dar aula e também na abertura das salas pela manhã).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os professores, por sua vez, tiveram seu plano de carreira alterado sem consulta, sem debate. O plano de carreira define pisos salariais e categoriza os professores entre eles. O novo plano de carreira pulverizava mais ainda a categoria e dificultava absurdamente o professor a conquistar méritos (o "topo" da categoria, nós fizemos as contas com uma professora, só poderia ser alcançado quando o prefessor tivesse, em média, 62 anos: ou seja, quando estivesse prestes a se aposentar). Além disso, o seu salário devia acompanhar os aumentos na arrecadação do ICMS, isso não acontece há 4 anos, como se não bastasse a redução de 40% no poder de compra deles com relação a 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, a partir do momento que a reitora usou uma ação judicial para chamar a polícia, as coisas esquentaram. O argumento da louca é que ela está defendendo o patrimônio público e que uma das funções dela é prezar pela ordem na universidade. Não sem razão ela diz isso, porque no dia 25 de maio, durante uma manifestação na frente da reitoria, alunos e funcionários invadiram a reitoria por algumas horas, quebrando portas e persianas. Além disso, piquete que impede os outros de irem aonde bem entendem, ainda mais um espaço publico, como as bibiliotecas, é contra a lei (e eu acho que tem de continuar a ser contra lei).&lt;br /&gt;Eu imagino que por traz desses "bons" argumentos, está também uma vontade de não ter que ficar ouvindo as reinvidicações dos manifestantes. Não por maldade, uma teoria maléfica de que ela quer oprimir, mas por falta de paciência mesmo, por uma inabilidade política de extrair de discursos inflamados opiniões a se pensar, ideias a se questionar e soluções a se debater.&lt;br /&gt;Inegável, porém, é perceber o quanto essa mulher não pode ser chamada de sábia. O que ela tinha na cabeça ao achar que PM no meio de uma discussão política é uma boa ideia? Por que ela não abriu mão da sua impaciência de ouvir as reinvidicações, já que ela preza pelo patrimônio publico e quer manter a ordem? Não vai haver quebra-quebra se não houver "motivo" para isso. Enfim, por que não dialogar ao invés de chamar a polícia? Por que não abrir o debate?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos (mobilizados) da História se irritaram com a presença da polícia e foram os primeiros a declarar greve, junto com os da Educação. Logo depois, a FFLCH já estava em greve. E, na quinta-feira, dia 4, os professores fizeram uma assembleia e declararam greve também.&lt;br /&gt;Temos um problema aqui: desde quando é motivo para greve a presença da polícia?&lt;br /&gt;Eles dizem: a polícia não entrava na USP desde de 69. E fazem comparações de conjucturas, intencionando uma volta da repressão aos movimentos sociais.&lt;br /&gt;Eu digo: isso é motivo o suficiente para uma grande passeata, para muito barulho, mas não para uma greve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pauta mais forte da greve, e a que mais mobiliza por enquanto, é a que pede a retirada da polícia. E quando isso acontecer? O que será do movimento? Será que o resto é forte o suficiente para que uma greve mobilize?&lt;br /&gt;Até a Politécnica fez uma assembleia que declarou repúdio a ação da polícia na terça-feira, dia 9. Não se sabe que lado incendiou o conflito entre os estudantes e a PM. Mas, independente disso, houve uma prova de um dos maiores porquês (e o que mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;me&lt;/span&gt; preocupava) a polícia não podia estar ali no campus: a polícia é absolutamente despreparada (no sentido que ela não é bem treinada para esse tipo de ação)  para lidar com manifestações políticas, é, em sua natureza, ao menos a brasileira, truculenta e formada, em geral, por homens de pouca educação. Um gesto agressivo, uma ofensa, uma brincadeira imbecil vinda de um manifestante é já se poderia prever que a polícia reagiria de maneira desproporcional.&lt;br /&gt;E assim foi: estudantes xingando, batendo com livros, atirando pedras e flores (tem gente que achou legal, tem gente que achou retrô essa coisa das flores. De qualquer maneira, era obviamente inofensivo), enquanto os policiais atiravam tresloucadamente balas de borracha e bombas de efeito moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tão desproporcional que, ao fechar o cerco dos estudantes no prédio da História e da Geografia, os policiais continuaram atirando balas e bombas, sem querer saber quem era manifestante, quem era professor, quem só estava passando por ali... Continuaram atirando até quando os professores pediam para conversar, mesmo na chefe do meu departamento, a professora Marina de Mello e Souza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dói ver aquele idiota do Datena mandando os estudantes estudarem, chamando-os de vagabundos e afins. Ainda mais aqueles que estavam na mobilização. Eles podem ser uns chatos, movidos pela emoção e caras com certa dificuldade de tolerarem quem pensa diferente deles; mas eles (ou a imensa maioria deles) acreditam que estão fazendo aquilo por uma USP melhor, mais democrática, mais correta, e, movidos pelo sentimento de perseguição política, mais livre.&lt;br /&gt;Talvez alguns dos que estão adorando ficar em casa sem ter aula e nem querem saber da mobilização e de política, pudessem ser chamados de "vagabundos", mas mesmo assim há de se questionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que piquete é a maior idiotice, ele só ajuda a afastar as pessoas e as deixar com raiva. Impedir que os outros tenham aula é ridículo, além de ser uma violência. O convecimento vem das conversas, e as possibilidades de estabalecer uma conversa têm de ser exploradas a mil e não só esperar o comparecimento às assembleias. A própria ideia de greve no final do semestre é absurda.&lt;br /&gt;Muitos dizem, agora, que greve mobiliza sim, porque com ela muitas pessoas que não iam nas assembleias e debates estão indo. Completa ilusão. Quantos a mais será que eles teriam conquistado se tivessem feito mais atos, mais passeatas, enviado mais e-mails, parado as pessoas nos corredores?&lt;br /&gt;Estão indo aqueles que por si só estão interessados na política da univerisdade (e que querem defender suas ideias, inclusive as que são contrárias a greve e certas pautas). Muitos outros poderiam ter sido convencidos. È mais fácil convencer (de que há problemas na universidade que devem ser discutidos) do que se pensa, porque os problemas da USP são feitos, em sua maioria, pelos erros da reitoria e do governo. Basta apresentar esses erros, nem precisa dar sua opinião sobre eles, que eles já atraíriam e indignariam muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incomoda-me frases do tipo "a usp está em greve de novo?", "são sempre os alunos das ciências humanas...", ditas com um certo desprezo. Se a ideia de greve está certa ou não é uma coisa, mas se há greve e se são alunos das ciências humanas (ainda que não seja a maioria dos alunos que se mobilizam/ concordam) os que mais apoiam, tem seus motivos. Se há greve, a usp está com problemas. Se são os alunos de ciências humanas, é porque eles são os que mais se interessam em discutir esses problemas.&lt;br /&gt;A FFLCH é a faculdade com maior número de alunos de toda a USP, uns 12 mil, entre 65 mil alunos, quase um quinto. Em compensação, seu orçamento não leva nem 5% do total da USP. Sim, os nossos cursos, em termos de custos, são mais baratos do que um curso de engenharia mecânica ou medicina, por exemplo. Mas por ser uma faculdade com gente demais (embora não só por isso), a nossa biblioteca devia ter os padrões de uma biblioteca americana: livros em várias línguas, vários exemplares... é triste saber que uma biblioteca tão defasada quanto a nossa é considera a melhor biblioteca de ciências humanas do Brasil. Além disso, todos, TODOS os prédios precisam de reforma. Tem tanta coisa... Vou deixar essa discussão para outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante é entender que, sendo correta ou não essa greve, tendo o apoio ou não da maioria, ela expõe problemas (que podiam ser expostos de outras maneiras)...&lt;br /&gt;Ela tem motivos para ter sido declarada. Alguns nobres, outros nem tanto. Outros que despertam discussões e dividem muito os manifestantes e, portanto, não devem ser entendidos como um bloco único, muito menos devem ser distorcidos.&lt;br /&gt;Jamais, pelo amor de Deus, acreditem quando alguém disser que os alunos são contra o curso a distância da Univesp porque o tal do curso possibilita que mais gente tenha acesso a universidade, como fez o editorial da Folha no sábado passado. É um absurdo, uma distorção grotesca, uma ofensa a quem costuma fazer parte dos movimentos sociais.&lt;br /&gt;Nós não temos infra-estrutura para suportar os cursos a distância, e eles não foram discutidos com a "comunidade uspiana". Particularmente, eu não sou totalmente contra a Univesp, mas eu acho que algumas coisas precisam ser resolvidas antes e, principalmente, a univesp não pode ser entendida como solução para a falta de vagas, como o governo está fazendo, mas como uma alternativa para quem precisa desse tipo de curso, porém, não pode/quer pagar por ele. E mais: precisam ser discutidos os tipos de cursos que podem ser dados à distância, as possibilidades e soluções para não deixar a formação defasada. Será, que neste momento, o governo deveria criar a Univesp que, para ser feita de um jeito decente, exige muita grana? Será que não é melhor, por enquanto, se focar nos problemas de infra-estrutura que já existem, como o Crusp, que não suporta todos os alunos de baixa renda que precisam de moradia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, as entranhas das USP são bem caóticas. Os números de 1º lugar no ranking de universidades brasileiras e maior número de publicações científicas podem enganar, mas enquanto houver problemas crônicos como ela tem e essa falta de esperteza e sabedoria política, ela jamais poderá sonhar em ficar perto de Harvard, Yale ou Cambridge...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ficar mais a par da greve sem ficar se baseando nos jornais/noticiários (ainda que aqui tenha coisas que eu discordo veemente... Ao menos dá um outro lado):&lt;br /&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;- Blog da greve&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Café e bolo de fubá*&lt;br /&gt;1- O que está ouvindo? Ball and Chain - versão Etta James&lt;br /&gt;2- Último filme no cinema? Anjos e Demônios.&lt;br /&gt;3- Ultimo filme em dvd? O Falcão Maltês (sim, daquela coleção da Folha)&lt;br /&gt;4- Maior novidadede aleatória desde a ultima postagem: estou fazendo o musical Into the Woods na Cultura Inglesa e eu sou a madrasta da Cinderela. =D&lt;br /&gt;5- Reflexão do dia: "Parece que não há tolerância nas discussões políticas. Se falta tolerância, o diálogo é uma farsa democrática. Um impasse nunca se resolve, pois não se está realmente disposto a um consenso". (uma adaptação do que eu disse em e-mail numa discussão com a minha profª de Antiga I)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-2135234782343725353?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/2135234782343725353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=2135234782343725353' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/2135234782343725353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/2135234782343725353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2009/06/greve-na-usp-em-2009.html' title='A greve na USP em 2009'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-5698482969217984704</id><published>2009-02-11T20:19:00.006-02:00</published><updated>2009-02-12T18:14:10.743-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maturidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Decisões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Responsabilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Objetivos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Profissão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diversidade'/><title type='text'>Dúvidas e imprecisões</title><content type='html'>Um dos maiores sinais de amadurecimento quando se é adolescente é o momento em que descobrimos que nem tudo pode ser respondido e que, para certas coisas, você nunca vai saber qual  é ou deveria ser o caminho certo. Às vezes, dúvida é uma questão de personalidade. No resto, é uma unanimidade. Bom, é verdade, às vezes é os dois, pois sempre há aqueles que tem dificuldades de se definir até no que soa óbvio para os outros.&lt;br /&gt;A questão da dúvida e da imprecisão tem batido a minha porta com certa frequência ultimamente, por mais que eu já tenha criado uma pseudo-formula pessoal para lidar com ela. Não só pelo filme "Dúvida", que tem em uma de suas morais algo que até para pessoas "crescidinhas" é intragável - na vida as vezes a gente fica na dúvida para sempre e não haverá resposta -, mas porque também andei discutindo fé com amigos, além de andar brigando comigo mesma sobre o que pretendo da minha vida.&lt;br /&gt;É engraçado quando você pensa em dúvida como um geral. Porque soa óbvio. Seja lá o que você estiver em dúvida, você terá que tomar uma decisão. E decisão em certos momentos é algo muito dífícil até para pessoas consideradas "decididas". Veja, tem gente que me encaixa nesse grupo. Acho que nem precisa dizer, mas geralmente é porque sei o que quero e sempre tenho opinião sobre algo. Também porque em momentos de dúvidas, vamos dizer, "materiais" (do tipo "vou levar este ou este?"), costumo ser rápida.&lt;br /&gt;Em termos de personalidade, para mim é fácil medir opções, prós e contras, e escolher o que acho melhor. Complica, geralmente, quando nada soa melhor (no sentido de que as duas opções são ruins), ou quando a decisão afeta outras pessoas de maneira incisiva, em que uma é terrível para uma pessoa e boa para outra,  e vice-versa.&lt;br /&gt;Mas tomar uma decisão e saber mais ou menos o que vai acontecer é certamente melhor e mais fácil do que aquelas em que você não faz idéia do que acontecerá. Assim como é uma crença ou uma opinião totalmente subjetiva, em que a imprecisão reina imperadora.&lt;br /&gt;O que me faz retornar a conversa com os meus amigos. Falávamos sobre energia e a validade do pensamento positivo, e acabamos caindo sobre as questões de fé. Deus existe? Como se pode afirmar? Como se pode negar? Quem disse que as razões para tal opinião são realmente provas? De onde viemos? De onde Deus veio?Existe fim para origem?&lt;br /&gt;Os clichês dos questionadores e frustrados, que não sabem e ficam especulando até o fim da vida. Não sabe, nem saberá. Não conto com ETs vindo dizer qual é a verdade, nem messias. Também não perco mais meu tempo pensando nisso. Não vou chegar a lugar algum. Há dúvidas em que você pode se posicionar, ter uma opinião, mas nunca a ver como verdade, porque ela nunca será provada, nem respondida.&lt;br /&gt;Aqui, nós entramos naquele terceiro grupo que falei inicialmente. Para mim, esse tipo de questão nunca terá prova. É uma pseudo-unanimidade da modernidade. Mas para os muito religiosos, sua fé traz a verdade. É um jeito perigoso de se tratar a dúvida. A dúvida que não é dúvida, apesar de várias opções e da falta de sinais realmente concretos (sendo que o termo "concreto" é deturpado para uma noção subjetiva), geralmente vem acompanhada de discussão acaloradas, ou pior, violentas. Política e religião costumam ser as maiores responsáveis por isso.&lt;br /&gt;Ainda faço uma tese, mas para mim, "civilização" e "civilidade" deviam ser palavras classificadas através de respeito e pacifismo. No melhor estilo Corcunda de Notre Dame (da Disney, não do Victor Hugo), isso questionaria, na época das navegações, quem é o selvagem, e o civilizado, quem é?&lt;br /&gt;As vezes, até animais são mais civilizados que nós, humanidade. É claro que quando nós é que somos pacíficos e respeitosos, por trás há uma carga de inteligência, sabedoria e sofisticação. Um "valor agregado" mais alto, de certa forma. Dá um gosto maior de orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... A dúvida e a imprecisão são as geradoras da divergência. Ou melhor, são a terra, onde o homem planta sua semente e a rega, cada com sua jardinagem, criando um matagal incontrolável e selvagem, cujas plantas invandem o espaço um do outro, as vezes sufocando, às vezes complementando e embelezando.&lt;br /&gt;Dúvida faz parte do nosso caos humano, que o torna interessante e o torna odiável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dúvida acompanhada de imprecisão também é uma das nossas carrascas pessoais. Se na adolescência elas giram em torno do próprio umbigo, a passagem entre adolescência e vida adulta carrega seu arsenal de dúvidas em coisas que podem definir uma vida inteira, ou, menos fatalista, decisões que tomarão um pedaço do seu psicológico e dos anos mais energéticos da sua existência.&lt;br /&gt;A velha escolha da faculdade; o modo como você vai morar, caso não seja na sua cidade; a maneira como você vai administrar estudo e emprego; os vários momentos em suas ações abrem o medo de escorregar e surgir com um filho para causar todos os planos e a adiantar obrigações; para onde, quando e como você fará um intercâmbio; o que você vai fazer depois da faculdade; que tipo de coisas você fará para que seu currículo seja atraente; o que o seu emprego de traz e o que ele leva; qual a perspectiva ao fazer algo, para que ele serve; se a maneira como você vê as coisas é sensata e útil...&lt;br /&gt;Há perguntas também que nos acompanham até serem respondidas (num tempo indeterminado, SE respondidas), e que trazem a sombra do temor de levar uma vida inteira. Do tipo: para quê estou fazendo isso? Até que ponto isso é um traço de personalidade a ser contornado? quando sei que devo superá-lo? (é um pilar que sustenta o meu ser e algumas das coisas que gosto nele, ou é uma praga que não me faz bem?) Vale a pena dar um pedaço de mim por algo que é lento e depende de muita gente? Por que pessimismo tem mais valor que otimismo para quem é "realista"? Devo me importar com o que os outros pensam sobre mim? Existe um jeito de descobrir como não emitir julgamentos dúbios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez que você se depara com a dúvida, e quanto mais ela fica complexa, mais você percebe que a máxima de "a vida é feita de escolhas" se trata de algo muito maior do que a simples figura da escolha. Ela abrange 6 bilhões de visões de vida e mundo, n possibilidades, n respostas sobre o certo e o errado e uma inumerável gama de acontecimentos possíveis. Além disso, você percebe que as escolhas na sua vida não são só suas e o que acontece nela não depende exclusivamente de você, mas espera que você encontre alternativas.&lt;br /&gt;Se traçamos algo para nós, se trata de uma perspectiva que nos mantem espiritualmente mais estáveis. As dúvidas e as imprecisões estão lá, mas lutar para vencer as adversidades, buscando a tal luz no fim do túnel que foi definida é algo digno de um ser mais sólido. E quando essa luz do fim do túnel é apagada ou ofuscada, deve-se abrir um buraco naquele seu túnel construído, criando outro túnel, com outra luz. E outras dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Would you like a cup of tea?*&lt;br /&gt;1- O que está ouvindo? Meu cd &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Musiques des mille et une nuit - Music from Arabian Nights"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;2- Último filme em DVD? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não estou lá&lt;/span&gt;. Uma viagem muito louca sobre 6 facetas do Bob Dylan, com 6 atores diferentes. (DVD acompanhado de uma epopéia "dvdezística" de filmes que estava louca para ver, como o último de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Piratas do Caribe,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Elizabeth - A era de ouro&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Laranja Mecânica)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;3- Último filme no cinema? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dúvida&lt;/span&gt; - pagando devidamente pelas magistrais atuações da rainha Meryl Streep e Philip Hoffman, que já havia visto e não me importei nem um pouco em ver de novo.&lt;br /&gt;4- Última notícia feliz? 2 anos e meio depois do que devia ter acontecido, passei no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;First Certificate of English&lt;/span&gt;  de Cambridge =)&lt;br /&gt;5- Reflexão do Dia: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não sente para esperar a resposta da dúvida.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ela não existe. O que existe é o que VOCÊ acha melhor.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-5698482969217984704?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/5698482969217984704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=5698482969217984704' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/5698482969217984704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/5698482969217984704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2009/02/duvidas-e-imprecisoes.html' title='Dúvidas e imprecisões'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-1275533747038187474</id><published>2009-01-29T11:18:00.007-02:00</published><updated>2009-01-29T13:15:07.253-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Informação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Responsabilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pirataria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Pirataria e consciência</title><content type='html'>O tema pirataria (digital/midiática) é uma das maiores polêmicas que vieram com a modernidade da tecnologia. Fato. Para além de demagogias ou chavões, ela guarda algo muito maior do que os pseudo-intimidadores vídeos que costumam passar na tv e, especialmente, antes dos trailers no cinema.&lt;br /&gt;Eu sou do tipo contrário a qualquer repressão quanto a atitividades rebeldes, que extravazam o senso comum, e apontam para um caminho de liberdade.&lt;br /&gt;Só que uma definação dessas sobre uma posição é tão polêmica quanto a própria posição.&lt;br /&gt;Basicamente, eu entendo que ela pode ser vista de um jeito muito ruim, um estímulo ao crime. E é, dependendo do que se considera "crime".&lt;br /&gt;A pirataria é um sinal de liberdade, mas também é um sinal de prejuízo a quem produz.&lt;br /&gt;Como uma vez li numa entrevista da Superinteressante com um cara muito conhecido no meio dessa discussão, a pirataria é incontrolável e é uma tendência que a população segue. Mesmo que ela esteja quase levando a indústria fonográfica à falência, ela traz cultura a quem teve muito pouco, ou nunca, acesso a uma variedade de filmes e músicas.&lt;br /&gt;Particularmente, eu não enxergo bem a pirataria que é vendida. É gente ganhando dinheiro em cima do trabalho de outrem, muitas vezes por qualidade baixa e muita canastrice. Mas para quem nem tem computador, afinal, a pirataria lucrativa é uma porta única e fluída (fluída perdeu o acento? Não, né? Não é ditongo) à cultura. É um pouco difícil julgar quem compra, e muitas vezes quem vende. Especialmente em países como o Brasil, em que o mercado informal é uma bolha que não pára de crescer. Dinheiro fácil, trabalho relativamente leve e nunhuma exigência educacional são muito atrativos para quem passa necessidade.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Quanto a "pirataria" na anárquica internet, sinto muito, mas não vejo nada que possa ser feito a respeito que não viole os direitos humanos (mais especificamente, o artigo 19 é evidente: "&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este       direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de       procurar, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;receber e transmitir&lt;/span&gt; informações e idéias por quaisquer       meios, independentemente de fronteiras")&lt;span style="font-size:85%;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;mesmo que, no assunto, se contradigam&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;( o parágrafo do II do artigo 27 diz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;: "&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Todo o homem tem direito&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; à proteção dos interesses&lt;/span&gt; morais e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;      materiais &lt;/span&gt;decorrentes de qualquer produção científica, literária ou       artística da qual seja autor"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; ). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A revolução da informação já foi feita, e tentar brecar essa facilidade com que todos se acostumaram é uma afronta.&lt;br /&gt;Baixar seriados, música, desenhos, filmes é uma prática comum de quem tem um computador. Impedir isso sem consequências é como tirar o doce de uma criança e esperar que ela não chore.&lt;br /&gt;Pessoas ainda vão ao cinema e ainda compram CD ou DVDs. O original ainda tem um gosto especial. Tem gente que não liga, tem gente que liga.&lt;br /&gt;A solução das empresas é se adaptar, tornar o produto mais interessante e mais barato, para que ele realmente seja desejável numa escala maior.&lt;br /&gt;Vão ter aqueles que ainda assim não vão dar a mínima, mas a proporção seria BEM, BEM menor. Haveria um provável "lucro sustentável".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa opinião pessoal, a pratica de baixar músicas me permitiu conhecer muito mais bandas/cantores que eu jamais imaginaria. Teria muito menos gente na minha lista para prestigiar seu trabalho. Meus cantores favoritos (cantoras, em geral, na verdade) tem praticamente meu nome garantido na lista de seus fãs que iriam assistir seus shows. Infelizmente, eu gosto mais de comprar DVDs, mesmo de turnês, do que CDs. Compraria se tivesse dinheiro para os dois. hehehe.&lt;br /&gt;Seriados e desenhos são um pouco mais recentes na minha história, mas esses são os menos afetados, porque não dependem de um pagamento direto do espectador, que tem o livre e gratuito acesso aos episódios, ainda que não na forma deliberada como é na internet, mas que carrega uma legião de fãs que gostam de ver - se podem - sua estréia na fonte de origem, a televisão. Essa reação é uma das coisas que me faz acreditar que, talvez, se o acesso aos produtos originais fosse mais fácil e atrativo como numa televisão, as pessoas em geral se voltariam para eles.&lt;br /&gt;E, por fim, os filmes, minha mais nova inserção. Eu não troco um cinema por um filme baixado, sou amante do cinema demais para isso, mas a influência de amigos e a vontade de ver filmes que perdi e também de ver os filmes que concorrem ao Oscar antes da premiação me empurraram para um mundo de praticidade muito tentador, que eu sei que pode virar uma ameaça quando todos o descobrirem e tiveram computadores bons o suficiente para não tornar o download de um filme numa odisséia.&lt;br /&gt;Ei vi "Wall-e", "Sete Vidas", 'Vicky Cristina Barcelona" e "A troca" porque os perdi quando passaram no cinema (não por falta de vontade ou desatenção , mas por uma patética solidariedade de esperar os meus amigos que diziam que queriam ver também terem dinheiro ou oportunidade para ir). Vi "Dúvida", "Milk", "Apenas um sonho" e "Quem quer ser um milionário?" porque são indicados e não sei quando vão sair por aqui e tenho medo de não ver antes da entrega dos prêmios. "O misterioso caso de Benjamin Button" fiz questão de ver no cinema, porque está passando, e, como disse, filme baixado não substitui um bom cinema.&lt;br /&gt;Além disso, algo que eu não confio a todos, mas que eu enxergo como um fator importante para um número relevante de pessoas, assim como é para mim: se eu gosto de filmes, eu tenho que estimular a produção deles. Logo , pagar por eles, nem que seja de vez em quando, é mais que justo.&lt;br /&gt;Bom, eu vou um pouco além, embora não espere que todos façam. Todos os filmes que citei me agradaram muito, e os que estão para vir ao cinema eu pretendo pagar o ingresso, ao menos de boa parte, mesmo que eu não veja na sala de cinema.  É um tanto "maluco", e reconheço, mas me sinto melhor assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Só lembrar que eu também conheço o mundo dos livros zipados/ "blogados", mas esse em raros momentos cedi, porque odeio ler textos longos demais numa tela. De fato, a única exceção foi o último livro de Harry Potter, que, como fã, eu queria saber logo o final e não queria ler  justo o último da série em inglês . Além de fugir dos spoilers. Aliás, um agradecimento à equipe da Armada Tradutora que foi muito eficiente e competente  E, também como fã, fiz questão de comprar o livro assim que saiu por aqui).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas podem não sustentar a indústria através da consciência, mas o desejo de qualidade é um algarismo constante na equação do consumidor. Qualidade acessível diminui pirataria.&lt;br /&gt;Pirataria não é para ser reprimida, é para ser desconstruída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Palmas ao fim de Guantánamo*&lt;br /&gt;1- O que está ouvindo? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;My time flies - Enya&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;2- Último filme visto? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Apenas um Sonho&lt;/span&gt; - Kate Winslet e Leonardo DiCaprio se encontram novamente em um filme de gente pertubada, com os dois em plena forma.&lt;br /&gt;3- Último filme no cinema? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Curioso Caso de Benjamin Button&lt;/span&gt; - ainda não vi "O Leitor" e "Frost/Nixon", mas mesmo q tenha achado "Quem quer ser um milionário?" (aposta dos jornais) muito bom, Benjamin Button é excepcional e por enquanto faço votos para que ele ganhe.&lt;br /&gt;4- Último seriado visto? 3º episódio de&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Lost&lt;/span&gt;, em sua quinta temporada, cada vez mais excitante e instigante.&lt;br /&gt;5- Reflexão do Dia: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Adaptar-se a uma ideia da maioria da população, que tem como base liberdade e informação, é muito mais sensato do que tentar reprimir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-1275533747038187474?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/1275533747038187474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=1275533747038187474' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/1275533747038187474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/1275533747038187474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2009/01/pirataria-e-consciencia.html' title='Pirataria e consciência'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-322095360808646480</id><published>2008-12-29T11:47:00.009-02:00</published><updated>2008-12-29T15:25:40.919-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maldade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manipulação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leitura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Compreensão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Intelectualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diversidade'/><title type='text'>Conhecimento é poder</title><content type='html'>Esse post é uma homenagem a um primo, à "turma das Exatas", aos preguiçosos, aos ignorantes na forma da  ingenuidade e da injustiça, aos que se acham burros só por não saber certas coisas, aos aversos a intelectualidade, aos simples.&lt;br /&gt;Quando eu era pequena, estudar e saber parecia uma coisa óbvia a se fazer. Talvez se você me perguntasse naquela idade, eu não soubesse clarificar o porquê, embora soubesse que era importante. Já no meio da minha adolescência, - e não faz tanto tempo assim - eu comecei a questionar a razão de seguir regras ao pé da letra, ensinamentos ao pé da letra, fazer o que se espera fazer na escola ao pé da letra (prestar atenção nas aulas, fazer as lições e amigos, claro)... Acabei me flexibilizando um pouco, mas também compreendi (ou inventei?) que, a medida que eu sabia mais, aprendia mais, eu podia enxergar cada coisa de várias maneiras, entender melhor o mundo, pensar sem copiar, interpretar além do óbvio, questionar com mais sofisticação, raciocinar de várias formas.&lt;br /&gt;Ler, saber e observar mais nos permite fugir de armadilhas da dúvida e da ignorância,  nos torna diferentes e produtivos, apura nossos sentidos, expande nossa cabeça. As vantagens do saber são tão grandes que o que é ruim nisso acaba sendo uma consequência que se tem de lidar.&lt;br /&gt;Afinal, a partir do momento que você vê mais , você vê mais coisas ruins, você vê mais dissimulação, mais horror, mais injustiça , mais ganância, enfim, mais maldade. Você também &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pode &lt;/span&gt;encontrar o seu lugar abaixo do ideal, encontrar uma auto-compreensão que machuca, se frustra com mais facilidade, se enterra num buraco sufocante  em que o seu saber, pouco  conhecido e pouco utilizado, mora em silêncio.&lt;br /&gt;Bom, isso para os que utilizam do conhecimento como algo tanto seu quanto do mundo. Pior aqueles que se aproveitam da sabedoria acumulada para se auto-promover, para entender os outros e lhes passar a perna, os que se perdem dentro do que  sabem esquecem que nunca saberão tudo... Como todo poder, o conhecimento precisa de sanidade, escrúpulos e humildade.&lt;br /&gt;Mas o conhecimento não é um cara tão fácil de adquirir, e, com o passar dos anos, ainda mais dentro de um contexto desacostumado a estudar , vai ficando mais difícil dar seu tempo a ele. Uma rotina, o acesso fácil a fontes de conhecimento, o costume de ler , de observar, de ir a lugares para aprender mais (cinema, museu, biblioteca, exposições, palestras...)... Para os preguiçosos , se não há habito, tudo parece demais e impossível de dar uma constância. E é verdade. Sem hábito, tudo isso fica chato de se esforçar, e terrível de se acostumar.&lt;br /&gt;Porém, hoje em dia fontes de conhecimento estão muito, muito além do velho trio livros-escola-museu. Mesmo porque, o próprio conhecimento está muito além de um conceito erudito.&lt;br /&gt;Conhecimento não é só historia da humanidade, pensadores e conceitos científicos. É tão além e tão mais diversificado do que isso que chegar a ser uma afronta a produção humana restringí-la à penelinha acadêmica.&lt;br /&gt;Eu percebi o tamanho da palavra conhecimento por volta dos meus 15, dentro da própria escola. Eu nunca fui muito boa em exatas, mas, mesmo que não tivesse dificuldades sérias, era o suficiente para não curtir muito. Só que, a essa idade, eu entendi que saber pelo menos o básico e o conceitual dessas matérias amplificavam minha maneira de falar e de entender certas coisas, muitas vezes nada a ver com essas matérias. E isso se reforçou nos meus 16 (e para frente), com as minhas amizades e maluquices, nada a ver com coisas eruditas, mas tão úteis como conhecimento quanto.&lt;br /&gt;A banda que toca de certa maneira, a letra de não-sei-o-quê, a maneira como não-sei-quem fala ou age, o filme em que acontece não-sei-o-que, o jogo de video game que tem um barato esquisito, a palavra no rpg que não entendi e fui procurar no dicionário, a própria história e referências mitológicas de um rpg, o vídeo comédia no youtube que vira jargão, os personagens de um desenho animado... Tecnologia e informação em massa. Conhecimento leve, altamente utilizado e que nem se percebe que se aprende.&lt;br /&gt;É verdade que essas coisas  aumentam nossa capacidade de se comunicar e entender certos problemas, ações e situações, além de trazer afinidades e um pouco de aprendizado. Mas é verdade também que essas coisas não tornam ninguém seres altamente pensantes, assim como nenhum tipo de conhecimento faz. O hábito é um pedaço que amplia conhecimento, e um ampliado conhecimento permite sim compreensões diferentes. As pessoas tornam-se capazes de boas análises e críticas, mesmo não sendo umas devoradoras de livros e jornal (embora seja meio difícil fazer um bom julgamento de uma situação atual sem jornal... LEIA JORNAL! rs...).&lt;br /&gt;A vontade de ficar filosofando o dia inteiro (olha o exagero), mais do que ensinamento de infância, eu vejo uma considerável parte da genética. Não acho que todo mundo precisa ficar pensando o dia todo... Inclusive, acho que seria um tédio, uma praga.  Mas uma imaginação saudável e um razoável poder de análise é um direito e dever de todos.&lt;br /&gt;O humano é muito inconstante, complexo, difícil de padronizar, difícil de formular. Graças aos Céus!  Os caros amigos que tem o que eu chamo de "cabeça de exatas" destestam isso, porque têm dificuldade de entender e lidar com isso, e têm um natural ódio do que não é... exato. Eu mesma às vezes fico com raiva, porque seria mais fácil. Mas o mais fácil vem acompanhado do restrito, da mesmice, da tédio.&lt;br /&gt;É por isso que quanto mais a gente sabe, menos a gente sabe. E por isso que tentar saber de coisas diversas pode te tornar interessante e aberto.&lt;br /&gt;A regra número um do conhecimento é curiosidade . E a número dois atenção. Pratique. Rs...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Rio maravilha...*&lt;br /&gt;1 - O que está ouvindo? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Logh - The invitation&lt;/span&gt; (Rádio Lastfm - Sigur Rós - palmas ao Kuramito pelo gosto musical)&lt;br /&gt;2 - Último filme no cinema? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rebobine, por favor&lt;/span&gt;. MUITO BOM!   Comédia, ótimo roteiro, você sai com vontade de copiá-los.&lt;br /&gt;3- Último filme em DVD? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E o Vento levou&lt;/span&gt;. Sim, nunca tinha visto. É enorme e cheio de clichês românticos, mas belo e surpreendente.&lt;br /&gt;4 - Última burrada? Dar a volta na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lagoa Rodrigo de Freitas&lt;/span&gt; das 11h  às 13h &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sem protetor solar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;5 - Reflexão do Dia: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quanto mais você sabe, menos você é feito de trouxa&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Sei que este não é um blog abandonado, pois volta-e-meia vem algum amigo ou uma pessoa no orkut dizer que o leu. Meu objetivo de escrever nele também não é ficar fazendo coleção de comentários como um album de figurinhas. Mas, para quem generosamente puder, dê uma espécie de retorno dos posts  nos comentários, pelo menos pensando em duas razões: uma, que os comentários pode incitar discussões/conversas, e eu gosto. Dois, e mais importante, porque um blog com comentários atrai quem está fazendo uma passagem rápida por ele a realmente lê-lo, o que, dentro dos meus objetivos, é algo muito desejável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-322095360808646480?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/322095360808646480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=322095360808646480' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/322095360808646480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/322095360808646480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2008/12/conhecimento-poder.html' title='Conhecimento é poder'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-3279834868692864324</id><published>2008-12-23T03:41:00.005-02:00</published><updated>2008-12-28T11:00:12.749-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Individualismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maldade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escolhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humanidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Compreensão'/><title type='text'>O sabor do mal</title><content type='html'>Esse ano, aproveitando o clima de final, algumas percepções sobre o jeito como as pessoas agem e como elas pensam atravessaram a minha pele como uma espada que acabou de sair do ferreiro (nossa, essa foi péssima). Em vários momentos, senti o quanto eu era/sou ingênua e - por que não reconhecer isso? - boazinha.&lt;br /&gt;A maneira como trato os outros, a maneira como enxergo as coisas, a maneiro como lido com situações difíceis, a maneira como olho para os outros (embora essa, depois de tanta decepção, tenha ficado um pouco mais... "madura" - ou pessimista, como prefiro entender), a maneira como considero as possibilidades e a maneira como evito certos assuntos, às vezes são tão diferentes do jeito que a maioria das pessoas trata que fico confusa, sem saber se estou sendo estúpida, puritana e trouxa, ou se estou um passo a frente como ser humano. Pode ser os dois (?), pode ser um ou outro, dependendo de uma situação.... E isso que é o pior, porque fica muito complicado saber quando é quando, e não tem ninguém para ajudar, nenhuma resposta divina, nem uma luz de sabedoria para elucidar. Aí, a coisa fica mais torturante: porque a tarefa de decidir é minha, e ao mesmo tempo que tenho medo de parecer idiota, tenho medo de me tornar (leia como parecer) medíocre e vulgar.&lt;br /&gt;Mas... Como os pottermaníacos adoram citar a frase de Dumbledore: "São as nossas escolhas que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades". Acho genial. E, óbvio, também acredito nisso.&lt;br /&gt;Às vezes bate aquele terror de ficar para trás, de soar conservadora, e acabo fazendo besteira. Porém, geralmente me atenho ao que acho mais elegante e correto. Pena que isso sou eu, e cada vez que eu vejo o quanto o humano pode ser abaixo da crítica, tenho a triste sensação de que transformação é um tesouro de baixo do arco-íris. Sorte que a sensação é momentânea, porque sem "sonhadores" nós estaríamos na Idade Média ainda. É difícil cobrir o emocional com o racional, mas uma cabeça fresca ajuda muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos adeptos das atitudes "malvadas" - e nem digo aquele mal da violência, da injustiça e do prazer psicopata, mas o cotidiano, do passar a perna, do não ligar para os sentimentos dos outros, do egoísmo, do divertimento às custas dos outros, do trair, do cheirar sem ligar se está dando dinheiro ao tráfico, do falar merdas ofensivas quando se está bêbado, do se aproveitar da bondade dos outros, do parasitismo, da exploração, da preguiça de se fazer algo pelos outros, das opções financeiras acima do bem-estar alheio, da discriminação por aparências e gostos, do rude, da desonestidade, da falta de educação, do dissimulação, do cinismo, do desprezo... -, a vida só pode ser vivida bem com algumas delas. O deleite do "se dar bem", do "saber viver" é tamanho que corrompe boa parte das pessoas.&lt;br /&gt;A vontade de estar bem e feliz é muito maior do que fazer alguns sacríficios para que todos estejam bem e felizes, talvez sem tanta intensidade. Não é bem assim que se pensa. A parte dos outros, na verdade, é ignorada, não é lembrada. O que é lembrado é o sacrifício de se deixar de fazer algo para que não ocorra (ou ocorra menos) coisas ruins aos outros.&lt;br /&gt;Esse vilanismo é impregnado até (de fato, correntemente) em quem é generalizadamente bom. É muito difícil deixar de olhar para o próprio umbigo quando se age ou pensa. A balança gosta de priorizar e considerar com mais efervescência as vantagens e danos do próprio dono. Entenda, não é sempre, não para todas as situações, não é para todos os tipos de mal, dependendo de cada pessoa. Mas é muito seguro afirmar que para certos momentos, 95% das pessoas não consegue ver uma situação muito além de seu próprio mundo.&lt;br /&gt;Para minha infelecidade, inclusive, eu me encaixo nesse "certos momentos", como a pouco tempo fui acordada para ver. Não é simplesmente porque você não está interessado, mas porque você não está acostumado a enxergar. A ignorância é amiga da maldade. Um bom tratamento de choque e um bom ciclo social ajudam a perceber os outros. Às vezes você até percebe os outros, mas não TODOS os outros, se é que me entendem. No meu caso, disseram-me que eu vejo meus amigos, mas não vejo minha família. Eu considerava que via, mas descobri que pelo jeito não era da maneira que devia. (isso foi meio off)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maldade dos "bons" é facilmente perdoada por outrem, porque o bom em quantidade considerável remedia escorregões e algumas maldades crônicas.&lt;br /&gt;Apesar disso, eu ando tão sensível a comportamentos e o tipo de sinais que eles transmitem, que mesmo essas "maldades bobinhas/desculpáveis" me deixam muito desanimada. Sinto como se disposições tivessem limite, como se todos fossem fáceis de corromper, como se instinto de sobrevivência fosse maior que decência, como se as pessoas fossem incapazes de entender dor sem sentí-la.&lt;br /&gt;O sabor da maldade parece doce: todos se sentem tolos de não experimentar e tentados a repetir a dose, embora saibam que não faz bem. Às vezes pode até viciar. Tem gente que acha que só pisoteando a vida tem graça. Prefiro achar que graça tem o infame, o deboche próprio e o inusitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Plim*&lt;br /&gt;1 - O que está ouvindo? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Visions of Atlantis - Lemuria&lt;/span&gt; (Lastfm - rádio Nightwish -&gt; To adorando essa coisa da rádio)&lt;br /&gt;2- Ultimo filme em DVD?&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Retratos da Vida&lt;/span&gt; (Les uns et Les autres). Looooooooooooongo, porém comovente.&lt;br /&gt;3- Último milagre? Fiz uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;geral na minha estante de livros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;4- Último azar? Perder, em alguma falcatrua no Sedex, um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;memory card de GameCube&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;5- Reflexão do dia: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manequeísmos só em Hollywood, mas bem que eu queria algumas bondades plenas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-3279834868692864324?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/3279834868692864324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=3279834868692864324' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/3279834868692864324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/3279834868692864324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2008/12/o-sabor-do-mal.html' title='O sabor do mal'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-1312725644646059595</id><published>2008-12-21T23:01:00.001-02:00</published><updated>2008-12-28T11:01:25.933-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maturidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Decisões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Necessidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Responsabilidade'/><title type='text'>Ah, tempo, tempo....</title><content type='html'>Meu amigo e inimigo tempo é o assunto de hoje, já que ele andou de brincadeira comigo essas últimas semanas, enquanto também tive boas constatações de que, sem ele, o mundo seria muito mais sem graça e primitivo.&lt;br /&gt;Não usemos, por favor, de maneira sólida a idéia do tempo científico. Aquele colega metódico que não passa de rotações da terra, com determinados números que o codificam, usado simplesmente para catalogar a história do universo, do mundo e da humanidade.&lt;br /&gt;Não, o tempo também é instrumento filosófico. É o parceiro e complicador de todos nós. Sem ele, não tem velhice, não tem prazo, não tem renovação, não tem desenvolvimento. O tempo é mestre e vilão. O tempo é correnteza e barreira. O tempo é espetáculo e tédio.&lt;br /&gt;O antítico e ambíguo tempo é aquele cara que você corre contra quando precisar ler milhões de coisas num curto espaço que ele dá. Mas é o mesmo que ameniza emoções amargas, que resolve sensações desagradáveis e encontra soluções porque lhe deu experiência ou cabeça fresca. É o camarada que lhe deu sugestões, que lhe engrandeceu com os alto e baixos.&lt;br /&gt;Gosto muito do tempo, apesar de detestá-lo quando ele se mostra tão pequeno perto do que se precisa fazer: acordar, se exercitar, ler jornal, ler feito uma condenada, viajar até São Paulo, assistir aulas, voltar de São Paulo, ler, ler, ler, arranjar espaço para diversão e descontração, dormir, fazer cursos de línguas, estudar música, escrever no blog, se entreter na internet, querer fazer mais aulas e não poder... O tempo te obriga a fazer opções. Não tem vidas em forma de cogumelos verdes, nem relógios que param o mundo, nem viratempos. É tudo na raça, e o que foi, não volta.&lt;br /&gt;Eu sempre gostei de quem me força a ir acima dos meus atuais limites, ou me mostra o quão despreparada e sem talento eu sou e que, portanto, tenho muito o que aprender e nunca alcançarei uma plenitude. Pode soar desanimador, mas como alguém que naturalmente gosta de desafios pessoais, eu não paro, choro e ignoro, nem me posiciono confortavelmente na simples admissão da minha falta de certas características que considero melhores. Eu vou atrás, por mais que algumas coisas eu saiba que nunca serão bem concretas, muito menos perfeitas. Para essas pessoas, que eu posso contar nos dedos, tive momentos de admiração total e outras de pura raiva, pela forma severa como geralmente me tratam/tratavam. Mas, no fim, é essa forma severa que me estimula(va), em tom de desafio. O tempo não é uma pessoa, mas a maneira como o vejo é a mesma maneira como vejo essas pessoas.&lt;br /&gt;Ele está ali me forçando a ir mais além do que eu imagino que posso, e às vezes até consigo, entrando num deleite de superação pessoal. Há os momentos em que não consigo e, por mais que num instante eu pense que foi, nunca será em vão. Pode não vir em forma de uma leve superação fracassada, mas na forma de uma maneira para não se repetir, ou mesmo de uma que deve ser aplicada de outra forma... entre tantos outros ensinamentos.&lt;br /&gt;O tempo existe para ensinar. O castigo e o sucesso são instrumentos de aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo reclama do tempo. E todo mundo se impressiona com o tempo. No final de ano, é sempre a mesma coisa: "Como esse ano passou rápido!".&lt;br /&gt;Além de professor e médico, pai e mãe, juiz e promotor, o tempo também é astro. Ainda mais  hoje em dia (que, na verdade, para mim, membro da geração do computador, trata-se do sempre), em que a gente faz tanta coisa, tem tanta coisa para ver, ouvir e aprender, bem como várias coisas para não fazer nada (leia-se: não usar os neurônios, o que às vezes é muito bem-vindo), parece que o tempo está curto, ou que só atrapalha...&lt;br /&gt;As pessoas estão sempre com o olho no relógio e no calendário, contando horas, dias  ou meses para algum acontecimento, ou para entregar algo a tempo. Tudo muito rodeado de unhas ruídas, cabelos brancos, culpas, ataques e colapsos. Esse tipo de associação o tempo não pediu, embora receba como consequência de suas restrições.&lt;br /&gt;O pobre tempo simplesmente existe. Está ali, não pode mudar, não pode flexibilizar, não pode se comover com os seus anseios, não pode durar mais um pouquinho pela sua felicidade. Ele é aquilo e pronto. A não ser que se confirme a relação entre tempo e universos paralelos, acho muito difícil que nós consigamos interferir no tempo, como tanto sonham o misticismo e a ciência.&lt;br /&gt;Sobra para nós, mortais e transformadores, nos adaptarmos ao tempo e seus limites. Quando o tempo pede disciplina, devemos buscar disciplina; quando pede pelo gozo de um momento, devemos saber aproveitar.&lt;br /&gt;É tão fácil dizer uma coisa dessas diante dos obstáculos de se encontrar esse tipo de equilíbrio, que estou até tomando água de coco na cadeira de praia para ver se a ação alcança as palavras. Serve para quem nunca encontrou essa reflexão de psicólogo: não culpe o tempo, culpe você mesmo e se resolva, ou ao menos tente ( E não se sinta tão frustrado se não conseguir. Muito mais corajoso e digno tentar).&lt;br /&gt;Eu ando na corda bamba nessa história. Vou muito cuidadosamente, às vezes faço grandes avanços, às vezes caio na rede lindamente. Quando caio na rede xingo o tempo, mas sei bem que a culpa é minha e me amaldiçoou por alguns erros tão repetidos.&lt;br /&gt;Bom, pelo menos eu fico satisfeita quando faço bom uso do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Stick &amp;amp; Sweet*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - O que está ouvindo?&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Ashanti - Don't let them&lt;/span&gt; (ouvindo a rádio do lastfm e descobrindo novas cantoras, que segundo o lastfm, seriam parecidas com a Christina Aguilera. Até gostei dessa Ashanti, apesar de que até hoje para mim esse nome era uma etnia africana - deve ter origem)&lt;br /&gt;2 - Último filme na tv? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Uma questão de bolas"&lt;/span&gt;... Comédia besteirol com dodgeball e Ben Stiller... Acho que eu estava de muito bom humor hoje, porque consegui achar graça. Bom, melhor que as comédias adolescentes estritamente sexistas americanas.&lt;br /&gt;3 - Primeiro presente de aniversário deste ano? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Super Smash Bros Brawl&lt;/span&gt;, pro wii, já com muitas horas de jogatina.&lt;br /&gt;4 - Último show que foi? Qual? Qual? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Madonna, Stick &amp;amp; Sweet Tour&lt;/span&gt;, no dia 18. High tech, lindo, fantástico, Madonna poderosa e enérgica, supreendentemente simpática e comunicativa.&lt;br /&gt;5 - Reflexão do dia: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Você é que se adapta às dificuldades, não elas a você.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-1312725644646059595?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/1312725644646059595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=1312725644646059595' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/1312725644646059595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/1312725644646059595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2008/12/ah-tempo-tempo.html' title='Ah, tempo, tempo....'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-6807256932056444678</id><published>2008-11-12T03:17:00.001-02:00</published><updated>2008-11-12T03:22:43.723-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humanidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Compreensão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diversidade'/><title type='text'>Sobre Intolerância Religiosa</title><content type='html'>Se tem um assunto que me instiga, me deixa em cima do muro e, muita vezes, extremamente irritada com as opiniões de todos os lados da questão, é religião.&lt;br /&gt;Não vou ficar falando aqui do que é certo e errado em cada religião, nem estou a altura - e mesmo nem creio que alguém esteja - de poder falar isso. Mas, como observadora da mistura amarga dessa massa plural, um ímpeto de expressar os problemas que enxergo em todas elas exala dos meus dedos (rs...).&lt;br /&gt;Particularmente, eu não tenho religião, embora acredite num ser maior que nós. Ele não precisa ter forma, nem consciência como a conhecemos, mas esse "ser" mantém as engrenagens desse nosso caos. Já vi ateu dizendo que esse tipo de argumenção é típico de gente que não quer admitir que não existe Deus, ou ser supremo, como for. Eu acho que o ateu que diz isso é daqueles limitados que não consegue tentar enxergar a visão do outro. Crer numa força acima de nós é porque se reflete que seria impossível a falta de algo no meio da nossa bagunça- que, por enquanto, se sustenta - e que as coisas que existem não vieram do nada. É uma visão muito abstrata, que reconhece que o humano - se já por si só não consegue ver a si mesmo - não pode se reconhecer de maneira soberana como humanidade e ser pertencente do universo. Para mim, é quase uma avalanche de prepotência negar convictamente a possibilidade dessa "força superior". Você pode fingir ou achar que não existe, mas negar é um passo tortuoso, e você pode quebrar a perna.&lt;br /&gt;Independente de acreditar ou não, o respeito aos que acreditam é essencial. Em meios acadêmicos e comunidades políticas ou de "papos sérios", é comum ver gente que se acha muito inteligente menosprezando quem acredita. Muitos dos que são ateus creêm que estão "a frente de sua época" nesse quesito, são "desiludios", racionais e científicos e não precisam de religião para agir de maneira decente.&lt;br /&gt;Como pessoa que já pensou que talvez fosse atéia, a superação de pedaço desse pensamento que eu também tinha, especialmente a coisa do "racional", permite-me uma avaliação mais aprofundada.&lt;br /&gt;Primeiro que a idéia de "a frente da época" nunca se confirmará, porque a maneira como a ciência é feita nunca poderá provar, nem negar, conceitos abstratos como esse. Essa idéia de "só acredito no que os meus olhos vêem" é uma limitação dos racionalistas. Delimita visões, criatividade e esperança, coisas que, se não existissem, matariam a humanidade numa estagnação decrepta. O próprio Einstein alega isso.&lt;br /&gt;Além disso, se o ateu acha que tem comportamento decente, ele deve isso a religião. Porque, queria ou não, a moralidade que estrutura as sociedades vem da religião. Certos pensamentos que parecem óbvios, só são óbvios porque foram enraizados nas sociedades através das crenças.&lt;br /&gt;Eu, como filha de família católica, sei muito bem que muitos dos meus valores vêm da religião, por mais que eu não me considere crente dela.&lt;br /&gt;As religiões tiveram papel fundamental para a sustentação da humanidade como população que se organiza em comunidade, e, mais à frente, sociedade. Quando você olha para a História da Humanidade, os humanos podiam ter cedido aos instintos mais selvagens até o fim da espécie, se não fosse a religião. Se você já acha as atrocidades dos conflitos violentos ou mesmo no próprio trato social de um humano para o outro algo bestial e calamitoso, imagine suas atitudes sem as rédeas das religiões.&lt;br /&gt;É verdade que muitas vezes (e, no mundo contemporâneo, acho que pode ser considerado o maior fator), o conflito de crenças é que causam guerras e geram horrores. Mas graças a elas, não se vai até o fim que se poderia ir. Nós desconhecemos a verdadeira falta de limites, algo assustador de se imaginar, talvez impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religiões também são responsáveis por visões estreitas. Os limites imposto por escritos seculares, ou ensinamentos proféticos/messiâncos, ou até interpretações distorcidas daquilo que não tem objetivo definido são grandes entraves em discussões de moralidade e ética tanto na política quanto na ciência. Aborto, casamento gay e células-troncos são as mais evidentes, mas coisas como regeneração do meio ambiente, doação de órgãos, direito feminino, o trato dado a quem "não é da terra", a noção de fronteira, de nacionalidade, de fatalidade, auto-superação de um problema, definição de caráter, a idéia da essência humana, a psicologia por de trás do conceito de gênese divina... Tudo isso permite e pode gerar atitudes e pensamentos arrogantes, individuais, recheados de uma noção de "Deus julgará depois da morte"- que delibera uma expectativa de quando a coisa ficar preta, Deus virá com sua mão divina nos salvar- e também uma noção de legitimidade, direitos e naturalidade que ninguém realmente disse.&lt;br /&gt;Pessoas religiosas guiam suas vidas, ou a maneira como vêem suas vidas, pelo seu dogma. E essa moeda tem duas faces. A boa é que, preferivelmente, ela tentará um controle sobre si mesma em nome do que a religião prega e também que conseguirá com mais facilidade uma felicidade, uma boa relação consigo mesma e o mundo.&lt;br /&gt;Minha professora de canto adora isso em evangélicos. Ela dá aula para alunos pobres, e os mais comportados, disciplinados e bem-educados, ela constata, são evangélicos. Ela diz que as igrejas evangélicas, pode-se falar o que quiser, salva essas crianças e dá uma perspectiva melhor no meio da violência e do crime organizado.&lt;br /&gt;A ruim é que, estando ligadas ao que sua religião prega, as pessoas -em geral, que isso esteja claro- deixam de abrir espaço para atitudes preventivas, para a criação do que pode salvar vidas, para a liberdade de se seguir o que se acredita, para se assumir suas próprias atitudes, para se reconhecer uma unidade global - uma sociedade não de brasileiros, franceses, quenianos, indianos, americanos, mas de humanos -, para permitir a todos a mesma oportunidade, para que não se espere a previdência dar um rumo a sua vida, e, sim, você mesmo, através das suas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditar numa religião está ligada ao meio social de cada um, e também a certos contextos da sua vida, em que a fé pode ser despertada por algum acontecimento. Como ser sem-religião, eu vejo um quê de ultrapassado na pregação religiosa. Uma religião já existente, provavelmente milenar ou com origem em ensinamentos milenares, sofre com os limites de sua idade e de suas visões. Além do mais,a sua fundamentação espiritual é tão atropelada pela material, não só nessa época, mas sempre, que tudo parece uma grande hipocrisia.&lt;br /&gt;Apesar disso, sei que não é hora de "dar fim" - se isso fosse possível - às religiões. A falta da religião gera incerteza, e nem todos estão preparados para definir por si mesmos o que pode e o que não pode, ou viver sem uma perspectiva de recompensa divina ou sem amparo espiritual sólido (?). Sem religião, alguns podem criar a idéia de tudo-pode, e grande parte das pessoas entrariam numa depressão coletiva, uma tristeza típica dos ateus e dos incertos, por não saber o que é certo ou que se faz aqui nesse mundo, se algum tipo de missão ou se estamos aqui só para compor mais "poeira no universo".&lt;br /&gt;Pedaçinhos das religiões compoem um pouco do que penso, embora minha moralidade esteja muito mais ligada a ideais filtrados na concepção humanista (que tem uma certa origem cristã). Todo mundo tem direito de falar e pode agir livremente desde que não prejudique ninguém (algo que não é tão simples de definir, embora para mim as nuances tenham resposta clara, afinal 'ofensas verbais', por exemplo, podem ser entendidas como muitas coisas); o Estado deve ser totalmente laico e, portanto, decide-se quando começa (e termina, no caso da eutanásia) a vida de acordo com a concepção da família, assim, não se pode proibir divergências; diferenças devem ser respeitadas e decisões importantes não podem ser tomadas sem diálogo entre idéias diferentes; sentimentos ruins tem de ser racionalizados e superados, não podem atingir outrem; a infelicidade do inocente importa e deve ser combatida; o bem comum está acima dos próprios interesses... E assim vai. Não quero ficar listando.&lt;br /&gt;No plano espirtual, é difícil dizer quando algo realmente acontece e quando algo não passa de uma peça da imaginação e da inconsciência; ou quando é um desenvolvimento cerebral ou um poder especial; ou se algo estava programado para acontecer, ou se é (in)fortúnio da vida; se algo é uma vontade divina ou uma dificuldade a ser superada; se energias dão o tom de um ambiente, ou se as sensações são reações cerebrais; se depois da morte há uma uma outra vida, ou se tudo acabou para a pessoa em si... Sob o meu princípio de não negar as possibilidades, em certos momentos posso ficar muito incerta. Mas, numa necessidade de escolha, costumo optar pelo que responsabiliza o meu próprio ser, o que poderia ser chamado de "lado racional", embora para mim seja menos pelo racional do que pela idéia de contra-reação a passividade. Prefiro me sentir cética do que inativa e "fantasiosa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vi religião perfeita. E não existe, porque idéias de certo ou errado são muito variadas, variam com a cultura, com a região, com o entendimento que cada um tem de mundo... Nunca se entrará num consenso.&lt;br /&gt;Não tem resposta além de diálogo e tempo. Diálogo para as pessoas restringirem a religião a elas mesmas, porque religião devia ser algo pessoal, e tentar encontrar acordo quando os círculos pessoais se sobrepoem. E tempo para que, gradativamente, a reflexão própria tenha mais força do que o que terceiros dizem, e para a tolerância se sobressair como única solução para diferenças. Mudanças dentro das religiões só vem através de uma consciência interna, não adianta forçar a barra de ninguém atacando o que é insano, o que é mal-formulado, o que é agressivo... Essa percepção vem com um próprio balanceamento do que há e do que se faz. Bastam exemplos. Tentar convencer tende a causar uma reação contrária, pela pura negação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religiões e sua capacidade de mover e comover os outros me despertam muito interesse. Eu gosto de ver como várias religiões tratam certos assunstos. Gosto mais ainda das poligâmicas, que são ricas em histórias e ritos.&lt;br /&gt;Fui atiçada a falar desse assunto por causa de um tópico numa comunidade do Obama no Orkut, onde alguém soltou uma teoria de ele ser o anti-cristo e, para meu espanto, a baboseira rendeu e transformou-se num dos tópicos mais comentados da comunidade, com mais de 200 posts. Só que no meio disso, a discussão tinha se transformado, já não falava mais tanto sobre a teoria e sim sobre a validade das religiões, e vi gente muito ignorante falando horrores sobre as religiões.&lt;br /&gt;Além disso, a falta de respeito e o visível desinteresse em entender o outro quando se fala de religião sempre me deixa aborrecida. Como membro da "sociedade judaico-cristã ocidental", sempre ouçou desaforos aos muçulmanos. E como eu gosto de ficar do lado das minorias, ou de entendê-las, eu adoro ler o "lado bom" dos muçulmanos, como contra-ponto ao que se ouve, para formar minha própria opinião. O fascínio cresceu tanto que um dos meus candidatos mais fortes para assunto de pós-graduação é o Oriente Médio.&lt;br /&gt;Para suplementar o caldo de razões que me fazem falar dessa questão, também tem minhas aulas de História da África, que me deram um acesso maior as concepções religiosas africanas, que são ricas e têm muito a nos ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me faz lembrar... Para os que também são adeptos do, como diria o Orkut, "lado espiritual independente de religiões", leituras e estudos sobre essas religiões menores são ótimos. Sua sopa amálgama ficará muito nutritiva! Bom, para quem gosta de cultura também serve...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Triunfo Eucarístico (-q?)*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O que está ouvindo? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;At last - Etta James&lt;/span&gt;. Na nova fase de estudos musicais, agora com o Blues.&lt;br /&gt;2- Último vídeo? &lt;a href="http://charges.uol.com.br/2008/11/11/mundo-mi-casa-su-casa/"&gt;Mi casa, sua casa&lt;/a&gt;. Charge sobre a visita do Obama à Casa Branca.&lt;br /&gt;3 - Último filme no cinema? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jogos Mortais V&lt;/span&gt;, no Halloween... Hum... Terror não é nem de longe meu gênero favorito, mas eu gosto do suspense e do roteiro inteligente.&lt;br /&gt;4- Última coisa que comeu? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sucrilhos Snow Flakes&lt;/span&gt;, a mais de 4 horas atrás XDDDD&lt;br /&gt;5- Reflexão do dia: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Diálogo e auto-controle é resposta para tudo, mas não é fácil.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-6807256932056444678?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/6807256932056444678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=6807256932056444678' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/6807256932056444678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/6807256932056444678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2008/11/sobre-intolerncia-religiosa_12.html' title='Sobre Intolerância Religiosa'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-8844287989674192480</id><published>2008-11-05T04:45:00.020-02:00</published><updated>2008-11-07T03:41:54.319-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Informação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inspiração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EUA'/><title type='text'>Yes, We can</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.hurriyet.com.tr/_np/0335/6760335.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 404px; height: 303px;" src="http://www.hurriyet.com.tr/_np/0335/6760335.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se viu terça/quarta na política americana provavelmente fará parte do conteúdo de História que darei daqui uns 15, 20 anos.&lt;br /&gt;Um cara que a dezenove meses atrás era uma zebra inexpreesiva no Partido Democrata, tornou-se presidente dos Estados Unidos da América. Alguém que foi impulsionado por pequenos apoios via internet de forma inédita, alguém que só tem um mandato como senador, alguém que combateu e venceu um nome de peso como Hillary Clinton, alguém cujo pai era um imigrante queniano que foi embora deixando sua a mãe, uma branca do centro-oeste sulista americano, para criá-lo sozinha, sem seu apoio, alguém que, por sinal, é negro (ou mestiço, em termos brasileiros. Mas, para o americano, cutis escura é negro).&lt;br /&gt;Barack Hussein Obama, analisam os cientistas políticos, ganhou, pragmaticamente, pelo fracasso da Era Bush e pela crise econômica. Mas, como os especialistas reconhecem também, elevou-se por sua habilidade retórica, sua inteligência e bagagem intelectual e suas idéias.&lt;br /&gt;Política nos EUA se faz no gogó ( e no dinheiro). Vota-se mesmo por propostas, ideais e uma boa retórica, não por camiseta, boné e populismo.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_sHsddR6SHE0/SRPL5mlNjQI/AAAAAAAAAB0/fwYfEj31FOs/s1600-h/Convens%C3%A3o+Dmocrata.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 294px; height: 189px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_sHsddR6SHE0/SRPL5mlNjQI/AAAAAAAAAB0/fwYfEj31FOs/s320/Convens%C3%A3o+Dmocrata.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265776579795848450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Obama é uma voz (linda, por sinal... rs) que há tempos os EUA precisavam. Alguém que defendesse minorias, paz, diplomacia, igualdade, integração, ecologia e ponderação. Infelizmente, o que no mundo daria em torno de 85%, nos EUA deu cerca de 53% na escolha de Obama como presidente. Reflexo dos assustadores "red-neckers" (aquele americano tido como típico, de pouca escolaridade, que trabalha no campo e acha que a arma é sua melhor amiga), militares belicistas e ultra-conservadores e do medo que se cultivou durante a Era Bush quanto ao terrorismo.&lt;br /&gt;Foram 8 anos de Bush com ode ao velho "direito de se defender" tendo escopetas em casa, com o ódio ao árabe, com a crença quase que ingênua de que deixar o mercado se regular é um bom negócio, com a rejeição à culpa humana sobre aquecimento global, com a rejeição à cienticamente comprovada evolução das espécies de Darwin.&lt;br /&gt;Obama não vai fazer magia. E a política, infelizmente, força você a falar coisas que você sabe que não serão bem assim, porque o povo gosta de se iludir. Obama sabe que a crise econômica vai exigir sacrifícos, mas só usou essa palavra em seu discurso de vitória. Se tivesse dito antes, as pessoas não iam gostar, e podia lhe ameaçar votos. Mas a redução de impostos para 95% da população no meio de uma crise, mesmo que ele tenha a intenção de fazer durante o seu mandato, não será rápida. Bush deixou-lhe com um belo buraco nas contas públicas, e ele vai ter que manejar isso, conter a crise e garantir um crescimento pelo menos no final de seu mandato.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_sHsddR6SHE0/SRPMErrV2jI/AAAAAAAAAB8/71zAvxqd5XM/s1600-h/Obama+Philadelphia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 235px; height: 166px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_sHsddR6SHE0/SRPMErrV2jI/AAAAAAAAAB8/71zAvxqd5XM/s320/Obama+Philadelphia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265776770142296626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Barack usou muito da internet, e acho que ele continuará fazendo isso na presidência. Uma transparência sobre o que ele faz e o que está tentando fazer. Algo inédito, renderá maior aproximação da população com o presidente. Um recurso útil, popular e moderno, devia ser copiado por todos os chefes de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empolgação com o Obama pela mundo tem origem clara: o multilateralismo garantido. Um item que esteve sempe presente nas atitudes e palavras dele, que acompanhou sua história de garoto metiço criado por brancos, que viveu boa parte de infância e adolescência na Indonésia e no Havaí, que tem família no Quênia, que estudou duas faculdades, uma delas Direito em Harvard... O currículo de Obama é "inusitado".&lt;br /&gt;Seus ideais progressistas de diálogo e igualdade são um verdadeiro contraste com a Doutrina Bush, arrogante, de olhos apenas em seu umbigo, ignorando opiniões mundiais e a ciência.&lt;br /&gt;Não importa o que Obama faça, não será pior que Bush, e isso é um alivio.&lt;br /&gt;Mas isso até o McCain. Não é nada difícil ser melhor que o Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que não haja desilusão. Não creio nisso. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_sHsddR6SHE0/SRPNEOEaMHI/AAAAAAAAACU/D6xHmKq7GFk/s1600-h/Obama+Fredericksburg.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 269px; height: 176px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_sHsddR6SHE0/SRPNEOEaMHI/AAAAAAAAACU/D6xHmKq7GFk/s320/Obama+Fredericksburg.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265777861706002546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estou depositando tanta confiança em atitudes decentes do Obama que entraria em depressão se ele fizesse algo horroroso e incompreensível, um quadro quase inimaginável.&lt;br /&gt;Porém, não se pode esquecer: Obama é o presidente americano, não do mundo. E ele tem de - e deve - se focar nos interesses americanos internos, que não atropelam outros países, mas que talvez afaste-o de se comprometer com assuntos dos outros. Não espero que ele melhore comércio com o Brasil, compre etanol ou coisas desse tipo. Não estou interessada se ele tem planos para o Brasil,desde que não sejam ruins (e duvido que haveria). Estou interessada na mensagem que ele dá ao mundo. Me basta.&lt;br /&gt;Ele tem que resolver os abacaxis (uma quitanda) da crise e das guerras no Oriente Médio. No meio disso, saúde, educação e energia limpa. Todos problemas enormes, e que vão atrapalhar as intenções dele.&lt;br /&gt;Ele provavelmente não vai conseguir tirar as tropas do Iraque em 16 meses com segurança e "honra". Será mais lento. E uma estrutura de formação de segurança nacional própria iraquiana é uma obrigação dos EUA. Isso leva tempo para ser sólido. E só é essa solidez daria uma "vitória", sugerida pelo McCain (dentro dos padrões de uma guerra sem razão e altamente destrutiva).&lt;br /&gt;Ele não resolverá a crise de uma hora para a outra, e ela será sua maior pedra no sapato para qualquer ação social ampla que ele planejasse. Ele vai ter, para horror de quem esperava mesmo que ele fosse um socialista (ele é americano e sensato, mesmo que algumas idéias o agradem, ele sabe que não dá para algo radical atualmente), que estimular o mercado e dar impulso para ele acima de tudo, embora ele também deva tentar sustentar um certo consumo pela população, para que a economia gire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sHsddR6SHE0/SRPNZrPeS8I/AAAAAAAAACc/yV48rhr7Seo/s1600-h/Obama+Abington+school.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 240px; height: 145px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sHsddR6SHE0/SRPNZrPeS8I/AAAAAAAAACc/yV48rhr7Seo/s320/Obama+Abington+school.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265778230314290114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Como disseram uns especialistas, os primeiros 100 dias de Obama devem ser pautados por medidas simbólicas e que ele pode fazer a curto prazo. Como assinar o protocolo de Kyoto, conversar com Cuba e talvez acabar com o embargo, fazer algum discurso de cumplicidade com a ONU (ignorada por Bush na invasão ao Iraque e mantida afastada como orgão influente nas atitudes americanas), iniciar incentivos para projetos de energia limpa (algo que pode ser uma das suas armas contra crise, já que gerará empregos e tem retorno garantido financeiramente para empresas)... Qualquer que coisa que mostre o quão ele é diferente de Bush, que mostre mudança, como ele se vendeu em sua campanha, garantirá um ânimo da população em torno dele enquanto ele tenta dar conta dos processos lentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta-nos sentar e esperar. Bom, menos os economistas e acionários, que estão loucos para saber quem comporá a equipe econômica, que já atuará antes de Obama ter a posse, dada a gravidade. E o Bush, decrepto, finaliza seu mandato sumido, apagado, rejeitado e sem expressão. Ele, o atual presidente da (ainda) maior potência do mundo. Volte a inspirar esperança, Estados Unidos, é melhor do que esse lixo conservador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"É a resposta de jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, índios, gays, heterossexuais, deficie&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ntes e não-deficientes. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo de que nós nunca fomos somente uma coleção de indivíduos ou uma coleção de Estados vermelhos e azuis. Nós somos, e sempre seremos, os Estados Unidos da América."&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E a todos aqueles que nos assistem nesta noite, além das nossas fronteiras, de Parlamentos e palácios, àqueles que se reúnem ao redor de rádios, nas esquinas esquecidas do mundo, as nossas histórias são únicas, mas o nosso destino é partilhado, e uma nova aurora na liderança americana irá surgir"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;"Esse é nosso momento de devolver as pessoas ao trabalho e abrir port&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;as de oportunidade para nossas crianças; de restaurar a prosperidade e promover a paz; de retomar o sonho americano e reafirmar a verdade fundamental de que, entre tantos, nós somos um; que, enquanto respirarmos, nós temos esperança. E onde estamos vai de encontro ao cinismo, às dúvidas e àqueles que dizem que não podemos. Nós responderemos com o brado atemporal que resume o espírito de um povo: Sim, nós po&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;demos. "&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barack Hussein Obama Jr., Grant Park, Chicago, Illinois, 4 de novembro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://media.charlotteobserver.com/smedia/2008/11/05/00/361-Obama_2008.sff.embedded.prod_affiliate.138.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 316px; height: 249px;" src="http://media.charlotteobserver.com/smedia/2008/11/05/00/361-Obama_2008.sff.embedded.prod_affiliate.138.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;*Of course we can*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Música que está ouvindo? Hurt- Christina Aguilera&lt;br /&gt;2- Último video? Repetidamente, apesar de ter visto ao vivo, o discurso de Obama. &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=lmUOeWlXIQ0"&gt;Parte I&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=qpM7VbOTOJc"&gt;Parte II.&lt;/a&gt; (transcrição em português &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u464299.shtml"&gt;aqui&lt;/a&gt; - não é a mesma coisa sem a voz, as pausas e os gritos, mas...)&lt;br /&gt;3- Livro que está lendo? Visões do Paraíso - Sérgio Buarque de Hollanda. Faculdade consumindo meu divertimento intelectual.&lt;br /&gt;4 - O que devia estar fazendo agora? Dormindo, ou ao menos minha redação de inglês que vai se atrasar.&lt;br /&gt;5 - Reflexão do Dia: Estou cansada de pieguices nacionalistas. O que acontece nos EUA e sua política fazem toda a diferença no mundo. Na verde, em todos os países, mas nos EUA a gente sente com mais força, expansão e mais diretamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-8844287989674192480?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/8844287989674192480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=8844287989674192480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/8844287989674192480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/8844287989674192480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2008/11/yes-we-can.html' title='Yes, We can'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sHsddR6SHE0/SRPL5mlNjQI/AAAAAAAAAB0/fwYfEj31FOs/s72-c/Convens%C3%A3o+Dmocrata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-6652394805955116236</id><published>2008-10-27T11:32:00.006-02:00</published><updated>2008-10-28T00:26:10.277-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Responsabilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>A hora de votar</title><content type='html'>Ontem ocorreram as eleições de segundo turno, que nem houve aqui em Santos, e, ao invés de me dedicar a um trabalho que precisa ser urgentemente feito, fiquei acompanhando as notícias e as análises políticas na Globo News. Como ser que se envolve apartidariamente em política desde as eleições presidenciais de 1998, - obviamente não com o mesmo rigor e senso crítico próprio, afinal uma criança de 8 anos é claramente guiada pelo pais - tive duas sensações. Uma de que não é muito difícil ser cientista político para fazer análises, salvo raras exceções, e outra de que ainda não dá para destinguir, na turva água da diferença entre o que se diz e a realidade, a verdade quando se comenta que o povo brasileiro está se engajando mais no processo político.&lt;br /&gt;Particularmente, por mais que tenha interesse na força e importância da política sobre as nossas vidas, ardor real na defesa de candidatos brasileiros (porque tive outros dois mundo a fora, o já percebido entusiamo pelo Obama e a torcida, de alguém que estava de olho no seu intercâmbio à França, pela Ségoléne Royal, que perdeu do Sarkozy) eu só tive em 3 momentos, sendo que dois eu não podia me expressar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O primeiro, muito influenciada pela família, foi a eleição de Lula em 2002, quando o PT e ele ainda significavam mudança e o histórico de lutas sociais contava para alguma coisa, uma ética (rs...). Mas eu só tinha 12 anos, então não precisei chorar as magoas do mensalão, ainda que muito decepcionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O segundo, que é o que mais me orgulho e pude fazer algo, foram nas eleições presidenciais passadas, em 2006, ano que fiz meu título com 16 anos para ajudar a decidir o destino do país. Votei no Cristóvão Buarque, que tinha a plataforma dos sonhos de qualquer um que enxerga a Educação como o grande instrumento de mudança social no Brasil. Por mais que a porcentagem dele não tenha chegado nem aos 3%, e eu sabia que isso aconteceria, eu votei no que acredito, com muita convicção do correto, e não tem coisa mais deliciosa na política do que um momento como esse. Não importam pesquisas, não importa expressividade política. Quando se vota, a gente tem que pensar no que condiz com a nossa ética, nossas ideologias, no que acreditamos que é melhor, seja lá o que você considera melhor. É o que dá a real diversidade, e o que realmente expressa os desejos do povo. Votar por votar dá no que dá: gente incompetente, gente de olho na bufunfa que político ganha, não na importância de seu papel na sociedade, gente mal-caráter, gente perdida que fica criando Dia do não-sei-o-quê só para dizer que fez algo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o outro foi nessas eleições. Mas não foi aqui na minha cidade, onde a reeleição de um prefeito que foi razoável era evidente, e eu mesma acabei votando nele por falta de opções decentes. Afinal, a criatura que tinha o melhor projeto para educação, saúde e cultura, que são minhas prioridades na hora de analisar, e que estava num dos poucos partidos que realmente simpatizo, que é o PSB, tinha um vice-prefeito que mais atrapalhava do que ajudava politicamente. Bom, pelo menos a situação de Santos era melhor do que a pobre São Paulo, que teve que escolher entre DEM ou PT, com duas figuronas de torcer o rosto. Não, o meu terceiro ardor vinha do Rio de Janeiro. Cheguei a brincar que mudaria meu título de eleitor (algo que não dá, para os desinformados) só para votar no Gabeira. Alguém como o Gabeira é um tipo de político que as pessoas almejam no Brasil: ético, transparente, culto, progressista, com trajetória de coerência invejável. Mesmo nas eleições de 2006, eu queria ter alguém como o Gabeira para votar em deputado federal. Votei na sigla do PV, que é um partido pequeno nacionalmente e, de acordo com as emendas de um protótipo de reforma política, podia ter sido cortado da limpa que estavam tentando fazer nas câmaras.&lt;br /&gt;Apesar da vitória apertada do Paes, o simple fato é um índicio que não há maturidade política no Brasil ainda. Um cara que fez o que fez, ainda mais diante de alguém como o Gabeira, ganhar é quase um ultraje a própria população.&lt;br /&gt;Atacou sujamente, usou da máquina governamental para se promover, trocou de partidos com gritantes diferenças ideológicas inúmeras vezes, fez propostas grandiloquentes sem ponderação, boa parte delas imediatista e dificil realização concreta, cabos eleitorais seus praticamente compraram votos... Enquanto o Gabeira manteve sua oposição ao governo (coisa que o Paes energeticamente foi há não muito tempo atrás), não por birra partidária, mas por ideologia, restringiu sua campanha em nome de algo que ele acredita, que é a preservação do meio ambiente, a chamada pelos analistas 'campanha limpa', estudou projetos de outros países para tentar aplicá-los na cidade de acordo com sua realidade, deixou clara as limitações de seu poder - entre o que se quer e o que se pode fazer-, tudo muito moderado, e de foco social. Política como tem que ser no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as pessoas ainda votam por carisma, por ilusões, pelo imediato, pela vantagem individual, pelo temor da dúvida envenenada por palavras sujas (sem nem ao menos tentar descobrir se é verdade mesmo, algo que a mídia, ao menos isso, costuma esclarecer), pelo que mais tem seu rosto exposto...&lt;br /&gt;Não sei da onde esses cientistas políticos e o TSE tiram que o eleitor está mais ativo. Eles falam de entusiasmo, mas o entusiasmo que eu vejo não é muito diferente do de antes. E a seletividade do eleitor também, os resultados provam, continua a mesma. Talvez a única coisa que realmente esteja evoluindo é um senso de importância no ato do voto. A atenção que é dada a essa importância é questionável, mas ainda assim a idéia de importância parecer estar mais concreta. O brasileiro sabe que seu voto é um poder, com mais clareza do antigamente, por mais que ainda não honre esse poder.&lt;br /&gt;A diferença da consciência política entre as classes mais baixas e os "mais esclarecidos" diminuiu, não como devia, nem como poderia, mas diminuiu, é fato. E isso é ruim. Não porque o pobre entende melhor, essa é a parte boa. Mas porque mesmo entre a camada e que devia ser "mais esclarecida", a atenção dada ao poder de votar é fraca. Basta ver a abstenção do Rio, mais de 20%. As pessoas preferiram viajar, no lugar de votar (nem especulo teorias da conspiração quanto a intenção do governador de provocar isso). Eu estou do lado de quem acredita que elas poderiam ter mudado o cenário político carioca, afinal, grande parte dos viajantes é da camada que tendia para Gabeira (em números: mais de 900 mil abstenções, sendo que foi por volta de 50 mil a diferença entre Paes e Gabeira). Três dias de sol valem 4 anos na mão de alguém com caráter duvidoso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a atenção não for devida, eu defendo o voto obrigatório. Voto livre é para países em que sua população sabe e sente de verdade o valor de seu voto, pelo menos a sua maioria expressiva. E aqui poderiam até dizer que é uma incoerência minha, afinal, a parte que mais deixaria de votar seriam os pobres, ou seja, aqueles cuja maioria não tem senso crítico, "não sabem votar". Mas meu problema não é nem de longe com o pobre, é até um insulto me dizer isso. Livrar-se do "fardo" do voto despreparado do pobre é elitizar a democracia, deixando-a na posição confortável de ser considerada como tal, por ser para todos, mas essencialmente oligarquica, porque os insatisfeitos com as decisões ignorantes não precisam mais se preocupar em educar o pobre a votar, o que criaria um ciclo vicioso de pobre que ignora seu voto e governo que não está interessado em melhorar sua ignorância.&lt;br /&gt;O crescimento da noção de importância do voto certamente é um ótimo passo. Para um desenvolvimento efetivo, falta a boa e velha Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo para quem não é pobre, a senso crítico é raquítico. A configuração da Educação no Brasil, voltada para o Vestibular, não exige mais do que um senso crítico suficiente para escrever uma dissertação meia-boca. Aos que já passaram da idade de serem educados formalmente, ou melhor, que já têm seu diploma como tal, um conselho: auto-eduque-se. Leia e veja jornal, acompanhe as coisas, anote acertos e erros dos políticos que vão aparecendo, caso você tenha uma certa dificuldade com a memória. Tudo em nome de um voto decente. Porque um voto não é só a escolha de um(a) carinha,  de um partido, de números. Você já está cansado de ouvir isso nas propagandas do governo: ele decide a sua vida prática e de toda uma população nos próximos 4 anos. Ele decide como as crianças na sua cidade serão estimuladas a estudar, como serão as condições dos postos de saúde, como estarão as ruas, como será seu poder de renda...&lt;br /&gt;Os que vão compor a câmara são seus melhores representantes. O poder legislativo tem que ter a mesma atenção que se dá ao executivo. Se você quer uma melhoria específica, é com ele que você falará. É ele também que permite ou não se o executivo fará seus projetos. Se você votar em alguém que segue uma linha lógica e ideológica semelhante a sua, ele de fato será sua voz.&lt;br /&gt;Chega de abafamento, de silêncio, de desafinadade entre política e interesse público. Não fique reclamando da política, o problema dela são os políticos que são eleitos. E sempre tem alguém decente no meio de cobras, mas tem que se dar o trabalho de querer identificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*"Que é pro mundo ficar Odara"*&lt;br /&gt;1- O que está ouvindo? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Odara- Caetano Veloso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;2- O último filme em DVD? - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Deu a louca no Mundo&lt;/span&gt;, Stanley Kramer, 1963. Pastelão over, mas me prendeu XD&lt;br /&gt;3- Último filme na TV? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lado a Lado&lt;/span&gt;, com Julia Roberts e Susan Saradon. Tão bonito! Sou meio suspeita, gosto de personagens maternos. Susan arrasando.&lt;br /&gt;4- O último vídeo? &lt;a href="http://charges.uol.com.br/2006/08/25/cotidiano-cirque-du-sou-eu/"&gt;Cirque du sou eu&lt;/a&gt; - Charge antiguinha que achei entre uma linha de charges relacionadas às atuais. Ótima e até combina com o tema de hoje.&lt;br /&gt;5 - Reflexão do Dia: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os problemas da política são seus políticos e seu povo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-6652394805955116236?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/6652394805955116236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=6652394805955116236' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/6652394805955116236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/6652394805955116236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2008/10/hora-de-votar.html' title='A hora de votar'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-7520319277066901244</id><published>2008-10-24T15:40:00.006-02:00</published><updated>2008-10-24T15:48:12.332-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esteriótipos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homossexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diversidade'/><title type='text'>Fugindo das padronizações</title><content type='html'>Teminha cabeludo. Minhas atuais influências para falar sobre isso foram uma entrevista com transgêneros na Oprah, eventuais comentários de alguns amigos homossexuais e uma observação que fiz sobre a retratação da personagem feminina de um filme dos anos 60 (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O sétimo mandamento&lt;/span&gt;, do George Marshall, se quiser saber). E, claro, velhos clichês sociais que me irritam profundamente.&lt;br /&gt;Primeiramente, vou expor algumas indagações compartilhadas com a minha mãe enquanto viamos a Oprah. Como alguém percebe que está no corpo errado? Como se sabe o que é "uma mente de homem" e uma "de mulher"? Qual é o limite entre gente diferente e gente que faz parte de um padrão, ainda que "deslocado"?&lt;br /&gt;É extremamente delicado dizer o que vou dizer, como ignorante da sensação real de um transgênero ou de um homossexual, já que não sou, mas não consigo ver muita diferença entre um transgênero e um homossexual que age e gosta de se aparentar como uma pessoa do outro sexo. Coragem, talvez. E dinheiro. Mais perseverança e vontade do que dinheiro, quem sabe. O fato é que, essencialmente, soa-me a mesma coisa. Não estar satisfeito com seu corpo, não ter "a mente" do seu sexo biológico, o desejo por pessoas do mesmo sexo...&lt;br /&gt;Porém, o mais complicado nessa história toda é: "como saber?"&lt;br /&gt;Existem homossexuais que estão satisfeitos com seu corpo. Como um amigo me disse: "Não me importo de ser um homem que gosta de homens". Ele se sente homem, mas gosta de homens. No termo do gay-world, ele não é uma bicha. Se veste como homem, age, num geral, como homem...&lt;br /&gt;É verdade que quando homossexuais se reconhecem como tal, eles enxergam gostos e atitudes , além do desejo por pessoas do mesmo sexo, que são tidos como típicos do gênero oposto, e entendem como sinais.&lt;br /&gt;Geralmente, pelo que minhas observações puderam constatar, o reconhecimento dos "sinais" vem antes do reconhecimento do desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vem minha grande questão de hoje: o que é esse sinal? E quando o "sinal" não é um sinal? O que transforma algo num sinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É cientificamente comprovado (não que realmente precisasse de uma pesquisa para constatar isso) que homens e mulheres são diferentes.&lt;br /&gt;O problema é que essas diferenças não são tão simples, são tendências, e não compartilhar dessas tendências nem de longe significa que há algo de "errado" com você.&lt;br /&gt;Vamos a alguns esteriótipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem - gostar de coisas violentas, ser frio, brincadeiras físicas, reações energéticas, pulso firme, pouco sentimental, inflexível, estrategista, objetivo...&lt;br /&gt;Mulher - delicada, sensível, adora um choro, gosta de falar de relacionamentos, branda, precisa ser protegida, mais frívola, entende melhor a mente de terceiros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças aos céus, não se exige mais ter todas essas "qualidades". Mas, se você reparar, pelos menos uma delas tem que ter, se não as pessoas, e você mesmo, passa a se estranhar. E você não está totalmente livre, mesmo que tenha alguma, porque outras formas, ramos, de algumas dessas atitudes são exigidas. É aceitável que você seja uma mulher "independente", mas, uma hora ou outra, você ter uma "recaída", sentindo-se frágil e precisando de alguém, faz você mais mulher, como se ter essa recaída fosse algo de mulheres (não é, bem sabemos).&lt;br /&gt;Não gostar de Barbie e brincar de carrinhos ou bonecos de ação é uma sina para a pobre menina. Não interessa os motivos, a lógica desse gosto, é uma "coisa de menino", portanto, é estranho. Familiares cochicham, pais se preocupam, e crianças fazem seus cruéis comentários impensados.&lt;br /&gt;Mas será que isso é mesmo um índicio de homossexualidade? Ou só uma quebra de expectativa?&lt;br /&gt;Será que fazer coisas ou pensar coisas que se supõe típicas do outro sexo significa o mesmo que homossexualidade?&lt;br /&gt;Como saber um limite? Existe um limite?&lt;br /&gt;E quando a confusão se consolida num sentimento? Quando não se sabe o que se sente ou o se pensa sobre isso? Qual é a influência dos conceitos da sociedade na consolidação? Como saber quando é uma construção da mente e quando é uma naturalidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, eu vejo um jogo psicológico enorme nisso. E como bem lhe caracteriza, complexo. Não faço a mínima idéia se existe uma solução formulária para isso. E creio que não, dada minha aversão a fórmulas e suas limitações.&lt;br /&gt;O fato é que às vezes eu entendo essas confusões muito mais como uma contrução da sociedade do que algo fortemente individual. Você se questiona porque está fora de padrões, e quem dá os padrões é a sociedade.&lt;br /&gt;O grande jogo, que dificilmente uma criança pensará, é se perguntar sobre desejo antes de se perguntar sobre os seus hábitos. E saber diferenciar desejo de afeição.&lt;br /&gt;Mas imagine sentimentos que muitas vezes nem adultos conseguem definir sendo (ou tentando ser) identificados por crianças...  Qual é a garantia disso?&lt;br /&gt;Espero que esteja claro que quando falo 'criança', é uma referência de que a dúvida começa na infância, mas se sinta à vontade para considerar os adolescentes, com o mesmo potencial de dicernimento e que se perguntam só nessa faixa etária, sem antes, em sua inocência ou mesmo uma ignorância, ter se questionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado que acabei falando de homossexualidade, e não era minha intenção falar só disso. Eu queria falar de rótulos dados aos gêneros. Como no filme citado, em que a mulher desiste de sua briga histérica com seu amante porque este lhe propõe casamento, ela fica toda submissa e idiota, enquanto o cara fica na boa pinta, com seu intelecto malandro e charme dominador, algo muito frequente nos roteiros de filmes antigos (nota número 1: os roteiros dos clássicos são o que mais me atrai para eles, são inteligentes e sagazes, mas esse é um pequeno podre que dependendo do filme é irrelevante; Nota número 2: um dos motivos pelo qual gosto muito de Hitchcock, com seus roteiros geniais e suas inversões durante as tramas da personagem "altamente feminina" para uma "heróina admirável").&lt;br /&gt;A questão é que se vende uma imagem para os sexos, e destoar muito dela é motivo de estranhamento.&lt;br /&gt;No DVD do filme do Tim Burton sobre o Ed Wood, tem meio que uma reportagem sobre homens que gostam de se travestir. E, como Ed Wood, existem homens travestis que são heterossexuais. É muito bizarro pensar nisso num conceito social, porque o gostar de vestidos, maquiagens e roupas femininas é uma ligação direta que se faz com a homossexualidade. Quem se sente muito confuso com a lógica do pensamento de um travesti heterossexual ataca: deve ser gay enrustido.&lt;br /&gt;Ou seja, não se pode gostar de roupas femininas e ser homem ao mesmo tempo. Por quê? Quem disse?&lt;br /&gt;Cai-se numa rede louca de ponderações sobre gostos. Quem gosta de cemitérios é gótico. Quem usa tudo rosa é patricinha. Quem quer "dividir riquezas" é comunista (está acompanhando as acusações do McCain ao Obama para entender essa?)... É?&lt;br /&gt;Se alguém te diz que achou interessante ver, segundo por segundo, uma velhinha desmaiar, o que você pensa? Cruel? Negligente? Assustador? E se você conhecer direito o racicínio de quem te disse isso? Saber que essa pessoa estava num ônibus e não podia fazer nada, saber que essa pessoa tem fascínio por momentos únicos, saber que ela não estava tendo um deleite com o fato de ser uma velhinha desmaiando, e sim com a chance, poderíamos dizer, plástica, de ver alguém num momento de desmaio? Muda de figura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sabem meus amigos que eu tenho horror a esteriótipos, mesmo porque, como os bons psicólogos que frequentam este blog devem ter presumido, já fui muito vítima deles e ainda sou. Sou vítima até mesmo dos esteriótipos que as pessoas poderíam considerar "bons", tais como a garota que volte-e-meia fala algo inteligente e vira gênio, ou a que sabe de um ou outro filme clássico e um pouquinho de história do cinema e vira perito em cinema. E, claro, os ruins, como a que hora ou outra defende atitudes severas (não importam as razões nem os fins) e vira uma extremista, uma radical, ou a que em certas situações é tímida e acaba virando uma tímida de carteirinha para todos os momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nó que se tem no julgamento dos gostos, não só no campo dos gêneros, como nos bilhões de tipos sociais é um grande problema. As pessoas falam sem saber, julgam sem medir, condenam os outros a fardos que às vezes eles nem têm.&lt;br /&gt;Não se pode simplemente ser sem que alguém te encaixe em algum padrão. Não se pode bater muito próximo de certos padrões sem que se seja configurado neles.&lt;br /&gt;Não quero me estender na importância de padrões, não a nego. Porém me enraivece a aplicação do padrão, algo genuinamente científico, nas relações do dia-a-dia e no entendimento que a sociedade faz do indivíduo. Se mesmo em termos científicos o padrão não é definido, está sujeito a tranformações e erros, o que dirá a definição de um indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*"Açúcar, tempero e tudo que há de bom"*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O que está ouvindo? O ventilador do computador.&lt;br /&gt;2- O que está lendo? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Frankestein&lt;/span&gt;, de Mary Shalley, em sua língua original, no meio das trilhões de leitura para trabalhos universitários.&lt;br /&gt;3- Último filme em DVD? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O franco atirador&lt;/span&gt;, com o Robert de Niro e a Meryl Streep, que teve a primeira de suas 14 indicações ao oscar por ele.  Faz parte da mesopotâmica jornada ensaiada por um amigo e eu de assistir todos os filmes que a Meryl foi indicada até o final do ano.&lt;br /&gt;4- Último filme na tv? Tá que eu não vi inteiro porque estava muito tarde, mas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os pássaros&lt;/span&gt; de Hitchcock no TCM.&lt;br /&gt;5- Reflexão do Dia: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cuidado com o que é, pois pode não ser&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ObS: Fiz esse post em dias diferentes, e creio que a mudança de tom é perceptível. Gostaria de lembrar que eu não ligo para o que pode parecer contradições, e que o teor livre e espontâneo é, portanto, algo pessoal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-7520319277066901244?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/7520319277066901244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=7520319277066901244' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/7520319277066901244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/7520319277066901244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2008/10/fugindo-das-padronizaes.html' title='Fugindo das padronizações'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-8921421623007206881</id><published>2008-10-08T12:43:00.003-03:00</published><updated>2008-10-08T22:40:50.272-03:00</updated><title type='text'>Quando as coisas viram retrô</title><content type='html'>Na minha aula de inglês passada, a discussão proposta era sobre objetos tecnológicos que no início de suas criações foram rejeitas por gente importante. O dono da Warner Bros, em 1927, comentando que as pessoas não queriam ouvir os atores falando, em referência ao cinema falado. O gerente da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/IBM"&gt;IBM&lt;/a&gt;, em 1943, ironizando que no mercado só haveria espaço para talvez 5 computadores. Algum jornalista do New York Times, em 1939, falando que a televisão não substituiria o rádio, porque ela exigia que as pessoas mantivessem seus olhos na tela...&lt;br /&gt;A discussão foi divertida, se você me perguntar, e depois evoluiu para a história do cinema, e de Hollywood. Mas para este blog (porque ela também me rendeu outra idéia que talvez eu aplique no Camaleão de Armário) vou me reter a um pensamento que eu tive, e que foi alimentado por aquele vídeo do McCain que comentei, uma reportagem na Superinteressante sobre a neo-&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ku_Klux_Klan"&gt;Ku-klux-klan&lt;/a&gt; e um artigo sobre um livro com cartas em que  &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_de_Alencar"&gt;José de Alencar&lt;/a&gt; mostra apoio a escravidão, além do debate de ontem entre os presidenciáveis americanos e uma pequena parte de um filme que vi recentemente (Invasores, com a Nicole Kidman e o Daniel Craig, na cena do jantar, se você está interessado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retrô do título é muito menos sobre modas, e mais sobre pensamentos, embora eles estejam ligados,e , portanto, sim, modas estão dentro da discussão.&lt;br /&gt;Para ser mais clara, permita-me usar um exemplo clichê: a mulherada vai gradativamente se rebelando sobre sua posiçaõ na sociedade, e à medida que ela queria igualdade em direitos, ela foi criando liberdade para se vestir de maneira mais prática, ou como homens, se preferir. Além disso, como moda não é só roupa, o crescimento desse pensamento libertário&lt;span style="font-style: italic;"&gt; tornou a idéia  popular&lt;/span&gt;, algo que consolidou o movimento como uma tendência, como uma coisa revolucionária, e que a situação não seria mais como antes. Se um pensamento se populariza, ele ganha expressão, que dificilmente se reverterá. O máximo que acontecerá é que as idéias velhas permaneçam, mas dificilmente serão a maioria novament&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;e.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como é para vocês, mas eu sinto uma frustaração quando algo que em parece muito óbvio se torna centro de uma discussão que gasta várias palavras, mas acaba ficando na mesma, e essa mesma significa que as pessoas que pensavam coisas que eu considero absurdo continuam crendo em seus absurdos.&lt;br /&gt;Algo que com certeza aconteceria se eu encontrasse um desses neo-Ku-Klunx-Klan. Eles querem tirar mulheres de cargos importantes e aplicar restrições aos negros em pleno século XXI. Eles têm um partido independente nos EUA (sim, o sistema lá não impede outros partidos, mas, como você pode presumir, não têm expressão nenhuma) para defender suas idéias. Imagino como seria se eles tivessem um presidenciável, e ele fosse convidado para um debate. Se eu já fico horrorizada com o McCain falando que precisa perfurar o oeste americano para resolver o problema energético deles, imagina se me sobraria cabelos ouvindo um cara desses falar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme que vi, a personagem da Nicole Kidman está discutindo com um russo sobre a natureza humana, e o russo é bem pessimista. Ela fala sobre a evolução de consciência, e que os humanos  não são os mesmo de cinco séculos atrás, que estão melhores, e que ela acredita que a tendência seja o aperfeiçoamento, num processo lento. Ela basicamente falou o que penso. Não somos os mesmos, e isso é bom. Não é um desprezo ao passado, sem ele não seriamos o que somos hoje, para bem ou para o mal. No caso do assunto de hoje, julgo que é para o bem.&lt;br /&gt;Agora, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tende-se&lt;/span&gt; a pensar duas vezes antes de fazer uma guerra. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Legalmente&lt;/span&gt;, todo humano é igual. Genocídios são condenados no senso popular. Temos uma organização mundial, que não é perfeita, mas que une os países para discussões e ajudas.&lt;br /&gt;Nada disso funciona 100%, mas só de tentar, só de haver regras, só de ter quem reprima, só de ser um senso da maioria, é uma evolução. Isso tudo é muito gradativo. Claro que há recaídas, e eles costumam ser medonhas, como o EUA que atacou o Iraque sem permissão da ONU. Mas eu acredito que eles terão troco. Na verdade, eu já vejo o troco. Suas políticias externas são impopulares, poucos confiam neles, o Iraque é um caos e eles não têm controle total, as suas desculpas foram desmascaradas e só alguém muito iludido para não associar o petróleo a coisa toda... E pode haver coisas piores, que não quero imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quero dizer é que eu vejo desenvolvimento, mas desenvolvimento não significa ruptura com pensamentos antigos. Eles resistem, eles ainda agem, ainda fazem estragos, ainda cativam pessoas. Mas eu sonho com um dia, que talvez eu não veja, em que certas coisas nunca mais serão ditas.&lt;br /&gt;O problema é mesmo para quem concorda com o que nós poderíamos chamar de pensamentos "desenvolvidos", há linhas tênues de diferença. Lembrando dos ditos da Revolução Francesa: Liberdade, o que é? Igualdade, o que é? Fraternidade, o que é?&lt;br /&gt;Aí também se instauram diferenças que podem ser graves. Liberdade é deixar todo mundo fazer o que quiser? Igualdade é tratar todo mundo do mesmo jeito? Até que ponto isso é bom? Fraternidade é pensamento coletivo? Quem está de acordo?&lt;br /&gt;Interpretações bizarras sobre isso causaram cortes de cabeça, queima de livros, festa no mercado especulativo com dinheiro do contribuinte...&lt;br /&gt;Não vou me estender nas&lt;span style="font-style: italic;"&gt; minhas&lt;/span&gt; definições sobre cada um, mas espero que você tenha captado meu ponto. O que parece bonito pode ser na prática algo grotesco, ou ineficiente, ou repressivo, ou estúpido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, visualizando isso tudo, fica uma pergunta: como saber o que é "retrô"?&lt;br /&gt;Eu vejo como algo que é inferior a uma idéia melhor, mais condizente com valores atuais. O problema para mim está em dizer o que significa "idéia melhor" e "valores atuais" com essa pluralidade de pensamentos. Está tudo relacionado com minhas visões de mundo, como sempre.&lt;br /&gt;Para mim, é retrô falar em diferença de "raças". É todo mundo homo sapiens sapiens, e o que talvez diferencie são circunstâncias do meios e algumas variedade genéticas que não estão restritas a "raças".&lt;br /&gt;Para mim, é retrô falar em serviço de gêneros. Homens e mulheres de fato não são iguais, mas não existe tarefa que um deles não possa fazer. Tendencialmente, existe um jeito diferente de executá-las para cada um, mas não significa que isso os impede de fazer.&lt;br /&gt;Para mim, é retrô falar em repressão aos homossexuais. Eles não escolheram, sua condição não os diminui como seres humanos, eles têm direito de amar quem quiserem. A simples repressão do amor é uma agressão. Anti-natural é impedir os sentimentos homossexuais, não a homossexualidade. E não me venha com Biblia, primeiro porque os estados ocidentais são laicos, segundo, não está escritos explicitamente algo contra homossexuais, logo, mil interpretações podem ser ditas, terceiro, ela defende o amor, reprimir amor é anti-cristão.&lt;br /&gt;Para mim, é retrô falar de crescimento industrial sem se preocupar com o meio ambiente. Emissão de CO2 adoidado, lixo nos rios, queimadas em nome do progesso, duvidar que o efeito estufa tenha como principal culpado o humano... Tudo isso é ridículo. Já temos provas empíricas demais para continuar não se importando com os danos à natureza. É o governador do Mato Grosso defendendo que a produção de soja é mais importante do que a "mata" (Amazônia), é a Dilma Roussef criticando a Marina Silva porque as restrições aos agricultores "impediam o progresso", é a chapa McCain/Palin defendo mais queima de fósseis como fonte de energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ter uma hora em que o óbvio (meu óbvio) será maioria, espero. Hoje estou mais ousada. Não estou tomando cuidado para não parecer arrogante ou prepotente. Esse assunto me cansa, me entristece, me deixa frustrada. Estou pouco me importando se alguém concorda ou não. Retrô é o que condiciona os outros aos dogmas de um outro grupo, sendo que teoricamente a vida desses "outros" deveria depender apenas deles, como os homossexuais ou as grávidas que querem abortar. Retrô é cair na agressividade sem a devida reflexão e a discussão elegante. Retrô é sustentar julgamentos por aparência. Retrô é reprimir o que não pode ser reprimido. Retrô é fazer predições que ignoram capacidade de transformação. Retrô é tentar impor algo a alguém sem as devidas razões. Retrô é associar identidade com insígnias materiais. Retrô é tudo ignora a força do livre-arbítrio.&lt;br /&gt;Todas as coisas que se encaixam nisso irão cair algum dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que esse post talvez tenha sido a coisa mais inútil de todo blog. Possivelmente,  não diz nada se você não concorda. E mesmo quem concorda diz "Tá. E...?". Essencialmente, minha intenção é que se reflita, em todas as idéias de cada um que lê ou do mundo ao redor de quem lê, sobre o potencial de alguma opinião ser perecível, o tipo de influência que ela tem, o que dentro de seu contexto a leva a ser daquele jeito, e como e porquê ela poderia ser diferente. Analisar se ela pode ser retrô, ou tem chances de ser. Foi o que nós fizemos na aula de inglês, mas é muito mais fácil falar de tecnologia do que ideologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Entusiamo programado*&lt;br /&gt;1. Música? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;El Paso - Marty Robbins&lt;/span&gt;. Country dos bons.&lt;br /&gt;2. Último DVD? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A espiã&lt;/span&gt;, filme alemão/holandês, durante a segunda guerra. Visão pessimista da humanidade, mas não é manequeísta.&lt;br /&gt;3. Ultimo filme na Tv? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paradise Now&lt;/span&gt;, acho que pauistanês. Homem-bomba que tem seus planos frustrados. Olhar interessante. Concorreu ao Oscar, se não me engano.&lt;br /&gt;4. Onde deveria ter ido? À faculdade, mas estou enjoada, com dor de cabeça, mal-humor, está chovendo e minha professora é meio canastrona...&lt;br /&gt;5. Reflexão do dia: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não espera para repensar a vida quando fizer besteira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps:  Eu provavelmente me arrependerei deste post, já que eu não tomei os devidos cuidados com as construções de frase e não quis me estender para esclarecer melhor. Considere apenas o último parágrafo e esqueça o resto, já que seus buracos podem causar terrível mal entendido. Ele só está aqui porque quis me expressar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-8921421623007206881?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/8921421623007206881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=8921421623007206881' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/8921421623007206881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/8921421623007206881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2008/10/quando-as-coisas-viram-retr.html' title='Quando as coisas viram retrô'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-6418786818750620885</id><published>2008-10-03T23:00:00.006-03:00</published><updated>2008-10-04T16:36:01.970-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Informação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Necessidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manipulação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leitura'/><title type='text'>Como ler um jornal</title><content type='html'>Mais um post presunçoso para a coleção.&lt;br /&gt;Quem sou eu para falar em "Como ler um jornal"?&lt;br /&gt;Bom, aos que leram "a farsa da intelectualidade" e me acharam muito... sei lá... hipócrita, limitada... Qualquer coisa dessas... Nem leia esse. E devo dizer que não discordo tanto dessa opinião... Talvez dissesse com outras palavras.&lt;br /&gt;"Hipócrita" eu chamaria de "relapsa" por não ressaltar momentos em que se acha que a intelectualização vem implicita, ou seja, quando algo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aparentemente&lt;/span&gt; pede-se por uma reflexão numa obra, como &lt;a href="http://filipaqueiroz.files.wordpress.com/2008/06/guernica.jpg"&gt;Guernica&lt;/a&gt;, por exemplo, ou quando o popular é grudento, mal-feito e brega não-intencionalmente, e por isso causa aversão, ou seja, quando o popular não tem nenhum mérito ( e fica a pergunta no ar sobre gostos e méritos).&lt;br /&gt;"Limitada" eu chamaria de... Limitada. De fato. Eu não devo ter visto nem um terço do que se pode ver e ouvir de um intelectual blasé. Mas como já estão se repetindo experiências, ao menos um pouco de visão eu tenho. E, sinceramente...? De besteiras a internet está cheia. Minha inexperiência é reconhecida, e eu não espero que ninguém leia nada aqui como a verdade absoluta. Portanto, me sinto livre para falar o que quiser. O filtro fica por sua conta. Aliás, isso tem a ver com o assunto de hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho muitos amigos que não têm o hábito de ler jornal. Por n motivos. Seja porque os pais não assinam, ou porque não criaram o hábito, ou porque não gostam mesmo.&lt;br /&gt;Eu não tenho nenhuma fórmula mágica para eles. Adoraria ter, porque hoje em dia é tão importante... Mas creio que depende apenas de uma vontade própria. E não é uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vontadizinha&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;Vontadizinhas não criam disciplina. É uma verdadeira percepção da necessidade. E a necessidade, o que é?&lt;br /&gt;Algumas coisas sobre necessidade são muito pessoais minhas ( e de muita gente). Eu tenho necessidade de não parecer fora do mundo. Se eu não sei o que se passa no meu presente ao redor do mundo ou do país, eu me sinto envergonhada. Particularmente, tenho horror a parecer ignorante (embora seja em MUITA coisa). Além do mais, saber as notícias do presente são uma forma de deixar as conversas do dia-a-dia atualizadas. É melhor do que falar da vida dos outros, ou estancar no papo de escola/faculdade/trabalho.&lt;br /&gt;Eu também gosto de ser fonte de informação. Às vezes alguém não está entendendo muito o que está acontecendo e só sabe por cima, e é muito gostoso explicar, ainda mais porque leio diariamente, e acompanhei a evolução da coisa.&lt;br /&gt;Uma necessidade que não é pessoal e é importantíssima é que a leitura diária permite você acompanhar o tom das coisas, ou pescar informações que não serão lembradas e fazem toda diferença na sua compreensão sobre aquilo. Um bom exemplo recente disso foi a invasão russa á Ossétia do Sul. No dia seguinte à invasão, a Folha explicou um pouco do que aconteceu. Menos de uma semana da invasão a Russia e a Geórgia tinham feito um acordo sobre a segurança os cidadãos russos que estão na Ossétia. E logo depois a Geórgia invadiu militarmente o território ossetiano, contrariando o acordo. Mas o  Mikhail Saakashvili, presidente georgiano, não estava contando com a força russa preparada, que contra-atacou muito mais rápido e agressivamente do que o imbecil jamais imaginaria.&lt;br /&gt;Não estou defendendo a Russia, que assustadoramente desrespeitosa ignorou os acordos que ela fez com a ONU e a União Européia para retirada. Mas poucas vezes depois vi alguém falando que a guerra começara pela Georgia. Os americanos articularam e jogaram toda culpa na Russia, e pelo jeito os jornais Ocidentais compraram o pensamento. Fiquei feliz quando o Obama, o candidato democrata, falou de uma repreensão aos dois. Ele não ignorou que a Geórgia começou. Mas a mídia caiu em cima, porque inimigo para os EUA é só país que não está aos seus serviços, e ele acabou se voltando para críticas à Russia.&lt;br /&gt;Não prestar atenção te faz uma grande marionete da mídia.&lt;br /&gt;Ainda sobre necessidades, jornal permite que o acúmulo de informação se torne uma arma de crédito e qualidade para sua argumentação em muitos assuntos, não necessariamente ligados a reportagem direta do jornal. Citar algo do presente traz familiarização. Falar do acelerador de particulas para falar de coisas assustadoras que a ciência faz, ou dos Nardoni na hora de falar em limites da exposição de crianças a assuntos cabeludos que saem na mídia, fica muito mais interessante.&lt;br /&gt;Tem muitas vantagens, estou com preguiça de inumerar todas porque não era essa a intenção do post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que ler jornal é importante, deve-se tomar muito cuidado com o que se lê.&lt;br /&gt;Jornal foi feito por gente que tem sua própria mente, e quando não está sob sua mente, está sob a mente dos dirigentes do jornal.&lt;br /&gt;Cada palavra escolhida tem uma intenção, cada construção de frase pretende te passar algo. E nem sempre (quase nunca) busca-se uma imparcialidade no que é dito.&lt;br /&gt;Eu nem de longe sou partidária da Marta Suplicy, mas outro dia, na capa da Folha, eles colocaram uma machete parecida com essa: "Metrô deixa de ser promessa para Marta". E depois, na página onde tinha a noticia inteira, eles explicam melhor: A extensão do metrô não é algo garantido porque depende do governo do estado. Para quem não sabe, isso é óbvio. O metrô está sobre controle do estado de São Paulo, o máximo que o prefeito da capital pode fazer é pressão para que seus projetos sejam aceitos. O jornal se aproveitou que ela esclareceu isso e fez com que a declaração dela parecesse uma incompetência. Sujo? Muito sujo.&lt;br /&gt;Mas quem é um bom leitor da Folha sabe que eles não gostam nem um pouquinho do PT, e não medem parcialidade para falar deles. Você percebe pelos destaques a algumas coisas e até mesmo o tom com que são escritas as reportagens. Eles têm todos os motivos para não gostar do PT, mas, como jornal respeitado, a Folha é um meio de comunicação que deveria prezar pelo justo. Tem sujeira, pode, DEVE falar. Mas fale de TODAS as sujeitas.&lt;br /&gt;Quem lê só a capa fica com uma impressão errada do que está acontecendo. E esse ao menos é um meio fácil de encontrar manipulação, pior quando sua única fonte de informação sobre o assunto é o jornal. É muito difícil saber o que é verdade e o que está distorcido. Às vezes você só pode contar com a sua memória (ou com a dos seus familiares e amigos, se for algo que você não sabe). Ou a partir para informações adicionais na internet, que é a coisa mais anárquica e livre que já se pôde inventar. Você encontra mídia independente (geralmente são todas de esquerda e inexpressivas, muito alternativas, mas ao menos são outros pontos de vistas que você pode fundir com o que você leu na mídia de massa e encontrar uma média própria sobre o assunto), blogs (oi!), vídeos, sites sobre o assunto...&lt;br /&gt;Dificilmente você encontrará algo imparcial, mas ver os vários lados permite que você tenha sua própria opinião. E permite que você seja bem mais informado.&lt;br /&gt;Eu sei bem que é muito dificil você se interessar tanto por um assunto a ponto de ler muito a mais sobre ele.&lt;br /&gt;Mas a grande recomendação é que seja lá o que você ler, não tome como verdade, desconfie. Até mesmo o que parece tão certo pode ter uma informação escondida que muda todo o ponto de vista sobre o assunto.&lt;br /&gt;Tome cuidado não só com os textos, mas com as fotos. A Folha adora fazer isso. As fotos querem passar uma mensagem. Às vezes são engraçadinhas, artísticas, assustadoras. Outras vezes são puramente manipuladoras. Políticos fazendo cara de safados, cansados de um discurso que devia ser importante, rindo numa noticia que deveria ser triste... Esse tipo de coisa. Para não me ater só à política, muçulmanos com caras furiosas segurando armas. Sempre. A não ser quando é para falar de morte, quando as fotos entristecedoras. Mães jogadas, chorando a morte de seus filhos. Crianças ensanguentadas, sem braço, perdidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição a uma noção repetida, uma informação, ou várias informações que contem uma mesma noção, é o melhor jeito de cair na rede mídia. O que você pensa sobre o Oriente Médio? Ou da Russia? Ou do nosso governo?&lt;br /&gt;O quanto isso tem a ver com o que você lê? O quanto isso tem a ver com a verdade?&lt;br /&gt;É muito difícil escapar da rede. E nem sempre a rede está errada. Mas eu aposto minha perna que ela nunca estará 100% certa. Ela está sempre cheia de interesses. Alguns apenas do jornal, outras de governos, ou de empresas. Resta-nos a difícil tarefa de filtrar. Não acredite em tudo o que lê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*EEEEEEE*&lt;br /&gt;1. Último filme no cinema? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ao entardecer&lt;/span&gt;, com a Meryl Streep e sua filha no elenco. Lindo filme. Drama feminino, talvez, apesar de o tema principal ser razões da vida. No mesmo dia eu vi o documentário &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mistérios do Samba&lt;/span&gt;, conduzido pela Marisa Monte, sobre a velha guarda da Portela. Cativante, para quem gosta de samba de raiz.&lt;br /&gt;2. Último filme em DvD? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Orgulho e Preconceito&lt;/span&gt;, com a Keira Knightly. Outro lindo filme (palmas para a trilha sonora! E o elenco masculino também... XD), mais drama feminino ainda, porque esse é puro amor. Não que homens não possam gostar, mas é uma tendência...&lt;br /&gt;3. Que livro está lendo? Milhares para trabalhos trabalhosos, mas um em particular apenas para aprofundamento: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Manilha e o Libambo&lt;/span&gt; - Alberto Costa e Silva, africanista.&lt;br /&gt;4. Último vídeo no Youtube? O &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=02xwPESiMmE"&gt;McCain na Ellen&lt;/a&gt;, falando sobre casamento gay. Admiro a coerência e coragem dele de manter suas posições num ambiente que é hostil a elas, mas que são posições ultrapassadas, isso são. Acabei vendo esse porque vi a entrevista do &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=RsWpvkLCvu4"&gt;Obama com ela&lt;/a&gt; (esse é um pedaço dela, não acho inteira em um vídeo só), muito mais divertida, de fato.&lt;br /&gt;5. Reflexão do Dia: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estamos todo dia sujeitos às opiniões dos outros. Ouça, leia e faça a sua própria. É um favor a você mesmo. Tenha em mente que nada é simples.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-6418786818750620885?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/6418786818750620885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=6418786818750620885' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/6418786818750620885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/6418786818750620885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2008/10/como-ler-um-jornal.html' title='Como ler um jornal'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-1831496993030577921</id><published>2008-09-27T15:19:00.007-03:00</published><updated>2008-09-30T09:41:07.245-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Faculdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inteligência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leitura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Intelectualidade'/><title type='text'>A farsa da intelectualidade</title><content type='html'>Vamos deixar algumas coisas clara:&lt;br /&gt;A minha mãe foi uma criança muito nerd e relativamente solitária. Não que ela não tivesse amigos, mas ela gostava de passar o tempo sozinha lendo. De preferência, coisas que criança não lê, como mitologia grega, História (sim, por conta própria) e Shakespeare, embora tivesse os Monteiro Lobatos da vida (que hoje também já não é muito usual... O que o diga os livros ilustrados da Disney - Nada contra, eu amava!).&lt;br /&gt;Não bastasse isso, toda a família dela, irmãos e mãe, tinha engajamento político e acompanhava as coisas que aconteciam com o país e com o mundo, numa época, como os que não a viram sabem pelas aulas de História (supõe-se), muito dura, ainda mais para os encantados com as esperanças do mundo do socialismo.&lt;br /&gt;A associação, espero, já é óbvia. Não querendo me aproveitar de teorias deterministas, devo dizer que a influência da minha mãe sobre a carga cultural que minha irmã e eu possuímos é evidente. Talvez tenhamos tido sorte na probabilidade genética, ou algumas coisas na nossa vida ajudaram a gente acabar absorvendo um pouco do que a nossa mãe tentou nos educar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse ponto de vista, passo então a contar minha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mini&lt;/span&gt; historinha, que logo vocês entenderão que não passa de uma auto-defesa ( e fortalecimento) para o que tenho a dizer hoje.&lt;br /&gt;Como toda mãe que anseia para que seu filho leia e tem informação dos procedimentos pedagógicos, minha mãe tinha o hábito de ler na nossa frente, comprar livrinhos coloridos para nós e, ao menos para mim (acabo de perceber que nunca perguntei isso para minha irmã, já que ela é mais velha), ela teve algumas oportunidade de ler os contos dos Grimms (leu mais coisas, mas os Grimms são marcantes na minha infância) quando eu era pequena.&lt;br /&gt;A estratégia funcionou,e a partir dos meus oito anos, eu tentava ler coisas com menos figuras. Com 10, minha mãe viu que eu me empolguei muito com O mágico de Oz que peguei no colégio, que não tinha nenhuma figura, e resolveu me dar um livro que havia saído a um pouco mais de um mês no país e o cara na livraria disse que fazia sucesso na Inglaterra e que, apesar de infanto-juvenil, ele leu e gostou. O meu primeiro livro sem figuras dado pela minha mãe foi um tal de Harry Potter e a Pedra Filosofal, em 2000. Para quem estava começando a se acostumar com livros de 200 páginas sem figura, quatro dias de leitura foi bem rápido (créditos à J.K. Rowling).&lt;br /&gt;Minha relação com a leitura, que já estava crescendo, ficou meio doentia. Não sei quantos livros li aos meus dez anos, mas passaram de 10 com certeza. Quando eu tinha 13, então, que estava passando por uma fase difícil, a leitura foi válvula de escape. Sei lá eu quantos foram.&lt;br /&gt;Ok. Entendeu que li bastante. E nessa tal "fase difícil" eu cacei clássicos, tipo A Megera Domada, A Utopia e Viagem ao centro da Terra. Eu tinha na cabeça uma coisa idiota alimentada pela sociedade que clássicos significam coisa inteligente, ou algo parecido com isso. Sinônimo de qualidade. O problema não está em crer nisso, o problema está na hiper valorização disso.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Segura esse ponto que eu volto a ele depois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto da minha criação relevante para o tema de hoje também tem a ver com leitura. Mas de jornal. Meus pais liam/leêm jornal com muita vontade, e nós assinamos a Folha de São Paulo há mais de uma década. Com meus oito aninhos, eu lia os quadrinhos e o caderno das crianças que saía aos sábados. Mas era um passo para se interessar por jornal. Aliás, algo curioso: eu sabia do tal Harry Potter antes da minha mãe me dar porque a Folhinha tinha feito uma reportagem um mês antes falando do lançamento. Assim como meus interesses foram se 'sofisticando', as partes que eu lia do jornal também. Aos 10 eu lia a capa, o caderno cultural e a Folhinha, claro. Não muito depois eu já estava lendo o caderno de política e internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse interesse "sofisticado" veio das conversas de casa. Meus pais não exitavam em falar de política e de explicá-la para nós. Além do mais, minha irmã e eu somos boas observadoras e ouvintes. A gente aprendeu também ouvindo e olhando as reações dos nossos pais. E eu, particularmente, como minha irmã tem quase 8 anos a mais que eu, tive influência consciente dela, que aparentemente sentia prazer em me manter informada ou de expor as opiniões dela (coisa de jornalista? ou é de família mesmo?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo, que mais que falta?&lt;br /&gt;Acho que coisas de personalidade. Não vou contar historinhas, isso já está muito grande. Tenha em mente então que eu era uma aluna muito melhor do que eu sou agora, tinha uma considerável memória (que hoje me dá vontade de chorar em pensar o quanto ela deteriorou), gosto de coisas bizarras e abstratas, sou adepta dos "cults", gosto de coisas nas entrelinhas, gosto de metáforas, gosto do simples que significa algo... Mas passei por um processo que começou há quase 3 anos e que nesse ano atingiu um ponto alto: eu detesto o menosprezo pelo o que é divertido e leve, o que simplesmente é e não tem nenhuma pretensão, pelo que é popular, tem sucesso e não está dentro do meio intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, cheguei.&lt;br /&gt;Obviamente que essa explosão da raiva pelo desprezo a essas coisas vem do ambiente que agora eu me encontro. Tem coisa mais hipertônica de intelectuais do que a FFLCH (Faculdade de Filosfia, Letras e Ciências Humanas, na USP)? São mais de 12000 criaturas em, se você dividir as ciências sociais, 7 cursos!&lt;br /&gt;Gente falando complicado algo que é simples; gente tentando politizar algo que não tem nenhuma pretensão de ser politizado; gente quase montando altar para pensadores que são considerados importantes, tentando fazer com que algo só seja válido se a base for neles; gente achando que só usar expressões técnicas tem valor de raciocínio; gente blasé, que  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;diz &lt;/span&gt;gostar de coisas 'subversivas', abstratas, com 'mensagens profundas' e dos clássicos como se só eles fossem arte de verdade ou os únicos que trouxessem algo para nossas vidas.&lt;br /&gt;Sério, meus primeiros meses com esse tipo de gente, essecialmente arrogante, foi irritante. Não são os 12000 que são assim, claro, mas a porcentagem irreal faz bem o seu trabalho. Numa comparação que talvez eu obtenha empatia, e que eu gostaria de dizer que não é uma questão de preconceito, já que não é pessoal, e sim de gosto, o modo de alguns intelectuais, ou projeto de intelectuais, falarem, 'inacessível' (eu acompanhava, mas queimava uns neorônios mesmo assim. Fico imaginando alguém com menos bagagem do que eu, que tive oportunidades e sorte, ouvindo algumas coisas) é tão ou mais irritante do que a moleza da fala e a ignorância do português de alguém da favela.&lt;br /&gt;Fora isso, todos os atos, para eles, tem que ter um significado, uma segunda intenção. De preferência, algo interesseiro e corrupto, porque aparentemente para eles a alma é feita só disso. Estou exagerando, claro. Mas é só para deixar minha raiva enfática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, vamos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pretenciosamente&lt;/span&gt; desmoronar o ideário desses 'intelectuais'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro de tudo, somos humanos. E como humanos, erramos, acertamos, blablabla... Mas, principalmente aqui,  tudo que se sabe, tudo que se interpreta, por ter vindo de humanos, por mais qualificados que eles estejam, está sujeito a uma revisão. E assim como algo que foi dito antes deve ser re-examinado, algo que é dito agora, por alguém inicialmente "insignificante", pode ser genial.&lt;br /&gt;Vou me aproveitar das minhas aulas e dos debates que rodam nelas, se me permitem. Se Marx disse alguma coisa, não é regra. Várias vezes ele já foi contrariado, mas ainda há muito gente que põe um pedestal no cara. Não é uma questão de menosprezar o que ele diz, ninguém deve ser menosprezado quando tem uma opinião interessante (é mais difícil não menosprezar opiniões que não tem novidade nem polêmica nenhuma, não concorda? Em qualquer lugar, não me refiro só aos pomposos debates acadêmicos), é só uma questão de atualizar e de ter mente própria. As coisas que são ditas pelos intelectuais e divididas deviam ser usadas para se refletir e você criar seus argumentos, não para você usar o que eles dizem como argumento, como um fato empírico. Como eu peguei Marx para Judas, vamos usá-lo: ele teve a infeliz, mas de acordo com a sua contemporanidade, idéia de chamar os sistemas coloniais ibéricos de "feudais". Eurocentrismo puro, já que as relações de servo e senhor feudal são bem diferentes das relações do escravo com o senhor de engenho. Há quem diga que elas são meio-feudais, só porque a propriedade da terra é que consiste as relações de poder. Rola debates. Eu penso que quem defende é só para não enfraquecer mais o Marx, porque estamos no século XXI e já passou a época de usar termologias antigas para descrever coisas diferentes, por mais que elas tenham algum tipo de relação. Enfim, sem debates historigráficos...&lt;br /&gt;Aqui nós temos outra temática dos erros das ciências humanas 'ocidentais': enquadrar a humanidade em padrões. Tudo bem que sem "classificações" tudo fica muito complicado e confuso de estudar, mas assumir uma posição de fórmulas que devem encaixar em tudo, e aplicá-las como se realmente encaixassem, é um erro muito comum da intelectualidade. Afinal, cadê a humanidade da bagaça? Cadê o livre-arbítrio? Cadê as sensações diferentes? Elas não precisam ser descritas, senão seria um caos. Mas as considerar é imprescindível na hora de julgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto que levantei lá em cima: a hiper valorização dos clássicos e dos renomados, e dos abstratos, dos cults, dos minoritários, dos politizados, das artes com suposta "mensagem profunda" etc... Quando se fala de clássicos, temos obras que ganharam importância, relevância e possuem qualidade dentro de seus meios. Conhecer clássicos é muito valorizado, te dá status, como se só isso fosse suficiente. A questão não é "não leiam/vejam clássicos" a questão é "por que você leu/viu o clássico e por que é importante para VOCÊ?". Putz, aí que pega. Que valor tem em ler, por exemplo, um clássico se ele não significou nada para você? A culpa não é do clássico e às vezes também não é sua. "Às vezes" porque se um clássico é um clássico, tem um motivo, e saber o motivo e entendê-lo muitas vezes faz com que você acabe gostando. Ou seja, não tenha preguiça. Se você não teve preguiça e foi uma questão de gosto, falta de empatia, o que for... Acontece. Eu não gostei de Utopia, apesar que eu achei &lt;span style="font-style: italic;"&gt;interessante&lt;/span&gt; (não significa que acho certo) a forma governada por filosófos e os grandes sábios da sociedade. Mas em Utopia, como um livro de sua época, posiciona a mulher como objeto, como ser inferior, e tem escravos. Foi o suficiente para eu ficar insatisfeita com a leitura. Fora os inúmeros furos... Enfim.&lt;br /&gt;O que tenho a dizer é que clássicos não são deuses. Eles têm furos, eles não agradam todo mundo, eles não são 100% geniais... Mas parece que é muito mais fácil para um intelectual (ou pseudo-intelectual) não gostar de algo que seja assim e que não é um clássico, do que identificar deslizes ou não achar tão demais um clássico pelo seu motivo de consagração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intelectual tem aversão ao que é popular ou ao que é mais divertido do que qualquer outra pretensão. Não que eles não saibam se divertir a seu jeito (cerveja... rs...), mas quando se trata de arte e/ou entrenimento, sim, é bem assim. O que é popular sempre vira, na cabeça deles, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;apenas&lt;/span&gt; um  apreveitador, um instrumento do 'capitalismo selvagem', louco para comer e agarrar dinheiro. Perde qualquer tipo de valor. Só o lucro que a coisa obteve por ser popular entra na lista de considerações do pseudo-intelectual. Quero dizer, é óbvio que o que fica popular é explorado em sua forma de arrencadador de capital, mas e o resto?&lt;br /&gt;E, também, qual é o problema de algo ser divertido, e apenas isso?&lt;br /&gt;Existem inúmeras artes, muito expressivamente nas plásticas, que algo é feito só para divertir. Algo de cabeça para baixo pode ter o intuito de apenas querer colocar algo para baixo, porque é devertido, não porque "significa a estrutura corrompida, que é a mesma coisa, mas tornasse outra visualmente com um simples gesto". Se o intelectual não despreza o divertido, ele procura dar uma mensagem inexistente a ela.&lt;br /&gt;Já vi muito distorções acontecerem, tentando intelectualizar algo despretencioso. Tem um episódio muito marcante para mim que aconteceu no começo do ano, na minha faculdade.&lt;br /&gt;Grupos estavam apresentando seus trabalhos de vídeo do ano passado. E um desses grupos fez um vídeo sobre a descoberta do nome real do avô de um dos integrantes. A busca passou por entrevistas com os familiares, a descobeta do envolvimento militar do avô etc... Aí veio um desses pesudo intelectuais, no debate sobre os vídeos, falar o quão foi interessante essa tentativa do vídeo de mostrar um "conflito social" envolta do nome, essa mostra do sufocamento militar (detalhe: o envolvimento militar foi abordado por poucos segundos) e umas outras baboseiras ... Aí o "líder" do grupo virou: "Na verdade, eu só quis mostrar as diferentes versões para o nome do meu avô".&lt;br /&gt;Eu ri muito internamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu considero essas auto-restrições de gosto e pensamento da intelectualidade são um dos grandes problemas dela se relacionar com a sociedade. Ao mesmo tempo que ela gostaria que seu conhecimento fosse extendido à sociedade (pelo menos em discurso), ela gosta de se isolar. Ela não tem tato para fazer uma média entre suas reflexões e debates e coisas que interessam à sociedade de massa.&lt;br /&gt;Como ela espera ser levada a sério alimentando esteriótopos?&lt;br /&gt;Por que ela insiste em dar a natureza e ao comum um significado que eles muitas vezes não têm? Por que não simplesmente ser?&lt;br /&gt;Para quê fingir que inteligência é racionalidade, literatura e 'profundidade' (ou o que eles julgam ser cada uma das três)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Yupie*&lt;br /&gt;1. O que está ouvindo? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Like a Prayer - Madonna&lt;/span&gt; =D&lt;br /&gt;2. Último filme no cinema? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nem por cima do meu cadáver&lt;/span&gt;. Muito divertido.&lt;br /&gt;Mas eu devo dizer que nesse meio-tempo eu vi &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ensaio sobre a Cegueira&lt;/span&gt;, que entrou no top dos meus filmes favoritos. Fernando Meirelles é demais! Tem dois filmes dele nessa lista agora (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Jardineiro Fiel&lt;/span&gt; também está).&lt;br /&gt;3. Último filme na TV? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Simplesmente Amor&lt;/span&gt;. Sim, eu nunca tinha visto. Gostei, apesar de não ter visto os primeiros 30 min.&lt;br /&gt;4. Último filme em DVD? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ed Wood&lt;/span&gt;, do Tim Burton. Esperava um pouco mais, mas eu gostei. Esteja preparado para exageros intencionais, numa tentativa inspirada nos próprios filmes do Ed Wood. Fiquei com vontade de vê-los, por sinal. Deve ser ótimo para rir =D&lt;br /&gt;5. Reflexão do Dia: Ponto de vistas mudam! Uau!  ;-D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-1831496993030577921?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/1831496993030577921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=1831496993030577921' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/1831496993030577921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/1831496993030577921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2008/09/farsa-da-intelectualidade.html' title='A farsa da intelectualidade'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-3920939776173455639</id><published>2008-09-09T02:36:00.010-03:00</published><updated>2008-09-11T02:05:05.109-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humanidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Auto-conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Compreensão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diversidade'/><title type='text'>Falando do Óbvio.</title><content type='html'>Hoje eu vou falar de coisas óbvias. E de coisas que dependem tanto da vida de cada um, que a minha simples reflexão se torna nula.&lt;br /&gt;Mas, porém, contudo, no entanto.... receio que tenho vontade de a expressar, porque eu nunca terei um momento para dizê-la sem que ela fique fora de contexto, ou ela não se aprofunde da maneira como eu vejo. Porque, aos que não sabem, o mínimo de eloquência que eu consigo escrevendo, não tem o mesmo nível na minha oratória. Eu me vejo como uma péssima oradora espontânea, sempre me arrependo de ter dito alguma coisa, ou de não ter dito. Escrever, ao menos, permite-me analisar as palavras que eu escolho, e, não tão maquinalmente como possa parecer, escolher o que estou dizendo.&lt;br /&gt;Bom para a minha escrita, que alcança um mínimo de qualidade, péssimo para a minha fala, que, se vista depois da minha escrita, é uma decepção.&lt;br /&gt;Tem horas que eu me sinto patética falando... Não é uma fala errada, fonoaudiologicamente/gramaticalmente, mas é uma expressão medíocre e sem cor daquilo que penso.&lt;br /&gt;Ok. Não era disso que eu ia falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos às "coisas óbvias" das quais me referia. Coisas óbvias, tipo gostos. Coisas óbvias, tipo reações. Coisas óbvias, tipo sentimentos.&lt;br /&gt;Quando falo em aprofundar não falo de ficar citando exemplos, caso contrário esse post ficaria tão grande quanto o anterior, que vejo, foi absurdo.  Nem eu mesma sei exatamente o que quero dizer com "aprofundar", mas deve ter relação com a uma sensação interior minha, creio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma particularidade (que não significa que estou chamando de "única" e sim da algo muito presente na mnha personalidade) minha é observar como meus amigos ( e até quem eu conheço mais-ou-menos) lida com algumas coisas que lido, ou já lidei (que estranho escrever "lidei"...), também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais como nos gostos. A maneira como eu trato algo que eu gosto.&lt;br /&gt;Tenho uma amiga que costuma se viciar em coisas, e depois largá-las de um jeito como se aquilo nunca tivesse sido uma paixão. Ela não deixa, especificamente, de gostar. Mas ela se embebeda loucamente daquilo, quase doentiamente, e quando esse sentimento cessa, ela, numa visão unilateral minha, passa a quase desprezar, no sentido de ignorar, essa paixão. Ela cansa. Ela suga, aproveita, se anima como uma viciada, e então larga, trata como algo simples, sem mostrar muito que um dia aquilo lhe foi muito interessante.&lt;br /&gt;Não sei se posso dizer que nunca fiz isso. Mas me causa grande estranhamento. Eu cultuo aquilo que gostei. Não da maneira como foi antes, nem buscando pelo culto. Mas o reencontro esporádico me dá prazer. Eu não me lembro de ter deixado de gostar daquilo que gostei, a não ser que tenha havido um motivo para isso. O mero fim da "paixão" não destroi minha adoração.&lt;br /&gt;Eu não diria que existe um jeito certo de enxergar o modo como você trata aquilo que se gosta, ou gostou, acho muita prepotência. Mas se eu trato de um jeito constante, é mais do que certo  que essa é a maneira como eu me sinto bem nesse assunto.&lt;br /&gt;O culto ao que eu já gostei me soa como um respeito aquilo que já me chamou a atenção e fez parte da minha vida. Seja música, seja livro, seja pessoa. Eles podem não ser o que já foram para mim antes, e eu posso ver inúmeros defeitos que eu não via antes, mas ainda sim significaram (e significam) algo para mim. Além do mais, ignorar o que eu gostei talvez seja ignorar uma própria parte de mim, que talvez tenha passado, que talvez até eu prefira esquecer, mas que essa simples ignorância, por sua vez, é um obstáculo a um auto-conhecimento.&lt;br /&gt;Eu sou super a favor do auto-conhecimento. Ele é muito doloroso. E talvez ele dependa da pessoa para que ele signifique tornar alguém melhor. E talvez também acabe errôneamente virando uma arma de hipocrisia. Mas ele é o mais poderoso acesso à consciência. E, às mentes perspicazes que já leram outros posts, a minha evidente reposta para a paz é consciência. Portanto, é válida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notei uma coisa com relação ao que acabei de dizer. Uma amostra física de o quanto os pensamentos de alguém se relacionam. A minha preferência por não-sei-o-que e de agir-de-tal-maneira, está sempre, como qualquer humano, intimamente ligada à minha visão de mundo. Acho que quando você analisa uma pessoa (e a si próprio entra aqui), você tem que buscar a visão de mundo dela. Geralmente, as coisas ficam mais fáceis de entender. Bom, ficam fáceis se você se permitir compreender a visão. Mas há um cuidado grande aqui: o livre-árbitrio sempre existe. Portanto, uma pessoa pode muito bem ser "incoerente" consigo mesma.&lt;br /&gt;(momento aleatório: eu constesto Freud em muitas coisas, e não acho que isso significa que eu me ache A boa. Eu posso observar a atitude humana também, e posso achar algo dito por ele desconexo com a realidade. Não sou iconoclasta como grande parte do meio científico, e a própria sociedade. Ele foi humano, eu também, e você também é. Fikadik.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reações e sentimentos estão muito próximos, em referência ao que quero falar hoje. Há uma ligação com gosto também, e a conclusão para todos é a mesma que eu dei para gostos: não há um jeito certo, ao meu ver, mas creio que deve ser feito aquilo que te faz sentir bem (um pouco perigoso afirmar isso se você for pensar em psicopatas, ou em gente que enfiou na mente que ser "malvado" é mais prazeroso, mas você entenderam. Não quero me extender nisso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sensações que algo traz para cada um de nós é diferente. Às vezes são sentimentos diferentes, às vezes são simplesmente intensidades diversas de um mesmo sentimento.&lt;br /&gt;A exemplo, é 'engraçado' o quanto uma desilusão amorosa tem efeitos diferentes nas pessoas. Algumas não desistem até quando tudo parece mais que evidentemente perdido. Outras se sentem rejeitadas. Outras são indiferentes. Outras se chocam e passam então a pisar em cima.&lt;br /&gt;Recentemente eu vi alguém se sentindo rejeitada como eu já me senti, mas de uma maneira diferente.&lt;br /&gt;Eu preferi o silêncio, a falta de atenção, o choro contido, as reações solitárias, a tentiva de sobreposição do assunto com outros assuntos  e a auto-superação sem dependências. A pessoa preferiu o ombro amigo, a repassagem  mil vezes do que aconteceu em voz alta, a demonstração explosiva de descontentamento, a curtição de fossa por alguns dias e a busca da superação através de um "contra-ataque".&lt;br /&gt;Dentro dessas reações, houve um debate mental em mim: Vale tentar ser uma fortaleza ou é melhor, psicologicamente, mostrar a sua fragilidade?&lt;br /&gt;Não 'descobri' a resposta, obviamente. Expor a fragilidade, ao mesmo tempo que é menos doloroso e, provavelmente, menos solitário, eu vejo, dentro de uma personalidade que se formou e já é meio difícil mudar,  é algo ruim para mim. Afetada pelo meu orgulho e a minha aversão à auto-exposição da minha intimidade, eu não gosto de parecer frágil (porque sou paranóica e acho que isso pode se usado contra mim depois) e alimento uma busca para ter a maior independência possível do que quer que seja (Arrogância falar em total independência. A não ser que você viva isolado/a numa floresta praticando a agricultura - e mesmo assim, você depende da água, das sementes... etc - e gerando tudo que você usa, voê é dependente de algo. Para alguém que vive em sociedade, então... A delícia de ter vida social é uma dependência) . Além do mais, eu não gosto de incomodar os outros (apesar de não achar incômodo quando os outros ME buscam. Um incoerência minha que está ligada aos meus sentimentos, então não tenho muito como controlar, embora às vezes eu tente... Pressionada, é verdade... =P ) com as minhas preocupações (na minha mente doentia, os outros já têm problemas, não precisam dos meus. Embora eu nem de longe pense assim quando alguém pede meu socorro), ou com os meus pensamentos que tempos depois vou me arrepender de ter tido (e, nesse caso, por tabela, arrepender de ter dito)... Nessas situações, geralmente, a gente vem com um monte de pensamentos auto-depressiativos, cruéis, hiperbólicos, auto-piedosos, desconexos e, acima de tudo e sempre, tristes.&lt;br /&gt;Tudo besteira. Nos sentimos os seres mais maltratados do universo, e nem temos noção do que estamos falando. Viramos a tristeza em forma humana, e nem sabemos direito o que é a tristeza de verdade. Mas não controlamos isso e temos o direito de nos sentirmos assim, creio. É próprio do ser capaz de pensar e sentir, interagindo as ações. É único. É incrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou uma apaixonada pela diversidade. Gosto que haja diferentes jeitos de se sentir e entender uma mesma coisa. Recuso-me a dizer que existe um ideal. Ideal é aquilo que é próprio de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Moment Heureux*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Música que está ouvindo? O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;canto dos pássaros&lt;/span&gt; nesta madrugada *Julia, a poetisa*&lt;br /&gt;2. Último vídeo visto? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;What What in the butt - Samwell&lt;/span&gt;, no Youtube. Se vc quer rir de trash e do ridículo, pode procurar.&lt;br /&gt;3. Último filme no cinema? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mamma Mia&lt;/span&gt;, musical com músicas do Abba, com Meryl Streep e Julie Walters no elenco! Um arraso! Vejam!&lt;br /&gt;E uma dica: assista clipes do Abba, caso não conheça, para perceber a genialidade do diretor em algumas tomadas.&lt;br /&gt;4. Último filme na tv? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Novo Mundo&lt;/span&gt;, com Colin Farrell e Christian Bale... Uma abordagem artística do diretor BEM diferente do que eu imaginava que ele faria. Mas... Faça um favor aos historiadores: Não assista filmes baseados em fatos históricos e sai achando que aquilo é o que aconteceu!&lt;br /&gt;5. Reflexão do dia: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Certo é aquilo que cabe para si, mas que não semeia o caos nem exacerba em egoísmo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-3920939776173455639?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/3920939776173455639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=3920939776173455639' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/3920939776173455639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/3920939776173455639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2008/09/hoje-eu-vou-falar-de-coisas-bvias.html' title='Falando do Óbvio.'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-4491619177692282772</id><published>2008-08-26T12:15:00.009-03:00</published><updated>2008-08-26T15:58:18.818-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inteligência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humanidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diversidade'/><title type='text'>Inteligência e Ciência - Desconfie.</title><content type='html'>Há uma semana atrás, mais ou menos, estávamos alguns amigos e eu na casa de uma amiga conversando, enquanto ela fazia recortes em revistas para enfeitar sua caixa de lembranças, numa busca puramente estética. Porém, foi inevitável que ela parasse numa página de suas revistas para ler uma reportagem sobre uma análise que dizia que os primogênitos eram mais inteligentes genéticamente.&lt;br /&gt;Só por curiosidade, depois a revista desbancou a análise com outras análises, pois aquela se baseou nos grandes gênios da humanidade (em que 40 e tantos por cento eram primogênitos) e ainda dizia que, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;de acordo com as pesquisas&lt;/span&gt;, o potencial intelectual ia diminuindo para cada filho que nascia. Não que tal afirmação ridícula fosse crível, mas as outras análises deram um ar acadêmico a uma observação óbvia: Primeiro, o percentual dos outros gênios que não eram primogênitos se dividiu entre 2º, 3º, 4º, 10º filho (e, não lembro de isto estar escrito, mas me ocorreu agora: Geralmente os primogênitos tinham prioridade para a Educação formal/hermética). Depois, que, como toda pesquisa, a interpretação de o potencial intelectual ia diminuindo vinha da análise de casos, ou seja: os queridíssimos cientistas observaram famílias numerosas e viram que ali o potencial intelectual, segundo o critério deles para inteligência, não era lá muito extraordinário. Acontece que, como disseram os cientistas da análise que desbancou essa teoria, pessoas mais inteligentes (de novo, segundo o tal critério conveniente) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tendem&lt;/span&gt; a ter menos filhos. Não é uma questão bizarra e pseudo-Lamarckista de genes que vão diminuindo de capacidade (?), mas de propriedades fixas dos genes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, dentro dessa reportagem, tinham dois assuntos que já me custaram algumas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1- O que é inteligência?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2- Se uma análise científica é feita e interpretada por humanos, até que ponto se pode dar créditos a ela?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambas perguntas não tem respostas definidas, ao meu ver. Mesmo porque, digamos que eu sou historicamente uma relativista e, portanto, recuso-me a dizer/achar algo definitivo, como se fosse a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1- O que é inteligência?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma revista, ou numa outra, já nem lembro mais, havia uma pequena reportagem sobre quem era a pessoa mais inteligente do mundo. Pergunta impossível, mas a revista usou-se do teste de Q.I. para dizer que era uma mulher americana com 222 pontos, ou algo assim (Bill Gates teria uns 160, por aí).&lt;br /&gt;No consenso, inteligência é uma suposta capacidade mental de alcançar pensamentos que se sobressaem ao usual. Sejam eles matemáticos, físicos, filosóficos ou qualquer coisa relacionado a ciência (e, consequentemente, análise). Há também um respeito e uma certa pompa a também quem tem memória prodigiosa e consegue se lembrar- e se ultiliza delas em seus argumentos - da produção intelectual de outrem. Seja literária, seja científica. Ah, e também se considera quem consegue interpretar o que os outros dizem (algo muito questionável) e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;faz isso com elequência&lt;/span&gt; (essa parte gera um mar de erros de julgamentos, mas ok).&lt;br /&gt;No teste de Q.I., que eu nunca fiz e não pretendo fazer, se não me engano, as duas últimas partes são as mais exploradas. Não sei bem como eles fazem, mas não creio que fuja muito do questionário com perguntas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;produzidas por humanos&lt;/span&gt;, esperando algum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tipo&lt;/span&gt; de resposta. Não que ser produzido por humanos tire os créditos do teste de Q.I., a questão não é essa. Não espero que venham alienígenas ou coisa assim. Certamente, ele foi produzido por gente muito, muito inteligente (dentro da definição anterior) e tem seu valor. Mas o fato de ser produzido por humanos significa que ele está sujeito a erros e que, muito provavelmente, a abordagem de inteligência é restrita (porque é muito difícil para o humano correlacionar coisas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;demais&lt;/span&gt;, mesmo o melhor dos escritores). Logo, o teste de Q.I., como eu vejo, não é algo que realmente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mede&lt;/span&gt; sua inteligência, mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ajuda&lt;/span&gt; a avaliar um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tipo&lt;/span&gt; de inteligência, o mais valorizado no nosso mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo muito defendido por diversos neurologistas, e que eu defendo também, é a existência de várias inteligências. A inteligência "intelecutal" (Não sei o verdadeiro termo, mas é aquela que eu tentei definir), a inteligência sensorial (apuro dos sentidos), a inteligência sentimental (compreensão dos sentimentos) etc etc...&lt;br /&gt;Uma pessoa que teve poucas oportunidades e faz churrasco na laje da sua casa pode ser mais inteligente que o intelectual que fica debatendo sobre Marx e Webber no que diz respeito às sensações que o homem em geral tem quando algo acontece. Ela pode entender mais das reações humanas do que o ser acostumado a racionalizar e tentar enfiar os humanos em fórmulas de comportamento.&lt;br /&gt;Eu considero isso inteligência. Inteligência pode estar, numa tentativa porca, diretamente interligada à observação e compreensão do objeto observado. Não é uma definição, mas quando eu penso nas inteligências, esses dois fatores estão presentes. Seja por experiência de vida, seja por acúmulo de conhecimento, quem tem percepção excepcional de alguma coisa, seja ela qual for, poderia ser considera inteligente.&lt;br /&gt;Indo longe, é a percepção um dos maiores limites que separam o homem do animal comum. Perceber o que está fazendo, e não seguir só instinto, é um uso de racionalidade. Perceber o que se passa, compreender uma situação (e assim poder tentar contorná-las ou mesmo a usar em seu favor, ou dos outros), é uma característica que todo humano tem (e alguns animais - no sentido, de "o resto" que acabei, talvez indevidamente, tomando aqui - também, embora um pouco menos sofisticadas). As áreas em que elas são mais sofisticadas, mais complexas, as capacidades já variam. E é o que diferencia, no padrão humano, os humanos, e os inteligentes. Mas, sinceramente, eu duvido que haja alguém que não tenha inteligência (aqui já transformada em percepação que se destaca dentro do grupo humano, observe) em algo. É tão diverso!&lt;br /&gt;E mesmo dentro da inteligência existem graus... Enfim: Muitas inteligências + muitos níveis dentro dessas inteligências = diverdidade.&lt;br /&gt;Dentro da própria inteligência "intelectual" há essa diversidade. O nada excepcional em Matemática pode ser genial em Português, usando termos escolares, e vice-versa.&lt;br /&gt;A importância que se dá para essas inteligências é que na verdade, dentro de um contexto, dá o tom do que é considerado inteligência. O matemático que traz avanços tecnológicos, pode ser considerado um imbecil para entender as relações humanas. O escritor de best-seller é uma negação para fazer contas de algo que é óbvio para os matemáticos.&lt;br /&gt;Eu poderia ficar dissecando os tipos de inteligência, mas acho que seria cansativo e ia deixar esse texto maior do que já está. Então, deixemos assim: Cuidado para não substimar inteligências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2- Se uma análise científica é feita e interpretada por humanos, até que ponto se pode dar créditos a ela?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que essa parte vai ser mais curta.&lt;br /&gt;Uma coisa que às vezes a maioria se esquece é que a produção científica não é tão factual. Em muitos casos, a evidência é inconstestável, como o vapor d'água que encontra atmosfera, se condensa, transforma-se em nuvem, e chove. Vêm de provas.&lt;br /&gt;No entanto, nem sempre essas "provas" são boas o suficiente. Como no caso da análise exposta na revista, lá em cima. Eles dependem de como os cientistas a estão enxergando, e como eles trataram o assunto. Eles podem ter esquecido um fator, podem ter esquecido de analisar alguma coisa. Essas variedades que causam muita discussão no meio científico. Teorias e mais teorias, e nenhum acordo.&lt;br /&gt;Como hoje eu li, um jornalista se valendo dos dados de um cientista que não concorda com a existência do Aquecimento Global como culpa humana para também defender essa teoria. Como eu, Julia, acho que tem tudo a ver, fiquei bem irritada com o artigo. Mas os dados que o jornalista utilizou até enganam, porque eles falam de aquecimento no começo do século passado e esfriamento na década de 70 do mesmo. Bom, acontece que o tolo, louco para que não seja culpa do humano que ursos polares morrem, furacões aumentam e calotas polares derretem em ritmo desastroso, não percebeu o recorte de contexto que o tal cientista se valeu. À exemplo, que me valho do meu conhecimento histório-geo-político adquirido na escola, o "esfriamento" da década de 70, na verdade, uma redução do nível que já ia aumentando, se deve a crise do petróleo que rolou no começou daquela década, com os países da Opep pedindo mais grana. Houve uma redução no consumo, e uma busca maior por outras commodities energéticas, ou melhor, outras soluções. Solar, Nuclear, Eólica. Eu não li o livro do tal cientista, mas não duvido que ele tenha se "esquecido" de mencionar isso.&lt;br /&gt;Esse caso, além de ilustrar discussões científicas, também adiciona mais um fator que se agrega na hora de pensar nas pesquisas científicas: o fator interesses. Dizer que algo é de um jeito, cientificamente "comprovado", serve para reforçar idéias e vender. Seja pelo governo, seja por empresas, seja pelo próprio gurpo científico que quer dar uma de messias.&lt;br /&gt;Falando particularmente, na História, quem tenta vender idéia é o governo, com a memória coletiva. O uso de momentos da História para criar a imagem de alguém, ou de algo, às vezes (quase sempre) é manipulado para mostrar só o que interessa. Um historiador não consegue fazer pesquisa do que quiser. Ela tem que ter algum interesse para os seus financiadores, que no caso do Brasil, são as universidades, e, portanto, em geral, os governos. À exemplo, tosco, se eu quisesse fazer uma história do botão (de camisa), eu dependeria do interesse do governo, ou de quem assina a permissão. Se eu desse sorte, e encontrasse um afixionado por custura, quem sabe eu não conseguisse?&lt;br /&gt;É uma relação bizarra. Embora em Universidades em que há mais autonomia, pelos menos as pesquisas não são tão dependentes assim do governo, embora não se livrem da reitoria e dos chefões do departamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a pesquisa está sujeita a muitas coisas. Algumas coisas que a gente aprende em física não são exatamente as mesmas coisas que nossos pais aprenderam, assim (mais ainda, já que, no Brasil, estávamos em ditadura, se você for mais ou menos de 85-95) como História. Está sujeita aos "pensamentos da moda", às interpretções dos cientistas, à variedade de situações na hora de encontrar uma prova científica, como podem não ter sido bem exploradas...&lt;br /&gt;Geralmente, o que se aprende na escola está em dois grupos: aquele que existe prova concreta e sólido e aquele que se trata de um consenso científico.&lt;br /&gt;Consenso científico. Esse é perigoso. Mas é inevitável. Na minha opinião de aspirante a professora, se há um conflito no meio científico ele tem que ser exposto, com o os dois argumentos. Mas eu ainda sou um bolo que não foi pro forno, não sei o que a pedagogia diz. Obviamente, o professor vai defender o que ele acredita, mas a exposição do "outro lado" permite, em termos, que o aluno decida por conta própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse que é o problema. Quando se trata de discussão científica, o que nos resta é pesar os argumentos e ver qual lhe parece mais convincente. Quem chama religião de subjetiva, não devia dizer que ciência é o extremo oposto. É um jeito diferente de escolher o que parece mais correto, mais ainda assim está mais para escolha (e/ou interpretação) do que necessariamente para objetividade.&lt;br /&gt;Isso, porém, tira a credibilidade? Não creio. A credibilidade está no argumento. É só um pouco mais pessoal do que se pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Felix articulus*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O que está ouvindo? Sorry- Madonna (Ouvindo o repertório inteiro... Sabe como é... Tem que estar afinada pro show!)&lt;br /&gt;2. Último filme visto? Feira das Vaidades (para aliviar, depois de um combo denso de Bergman, com Morangos Silvestres e O sétimo selo).&lt;br /&gt;3. Último vídeo visto na net? Charge da Guerra Russia-Geórgia, com o Putin e o Bush, no charges.com.br&lt;br /&gt;4. Aonde vai depois de escrever isso? Tomar sorvete num dia nublado com amiguinhos enquanto devia estar fazendo os resumos da faculdade.&lt;br /&gt;5. Reflexão do Dia: Desconfie de uma análise científica, mas não despreze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Ps:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Destaque para o mês-aniversário do blog (considerando post). Foi coincidência um post bem no dia numérico que eu fiz o primeiro. XD&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-4491619177692282772?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/4491619177692282772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=4491619177692282772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/4491619177692282772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/4491619177692282772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2008/08/h-uma-semana-atrs-mais-ou-menos.html' title='Inteligência e Ciência - Desconfie.'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-7160666665198933548</id><published>2008-08-22T12:07:00.004-03:00</published><updated>2008-08-26T12:15:30.782-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Objetivos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geração'/><title type='text'>Os sentidos das Gerações</title><content type='html'>É muito comum ultimamente ouvir que a minha geração, e para baixo, está perdida. Eu discordo e  concordo com a afirmação.&lt;br /&gt;Eu discordo no sentido que ela se toma, em geral. "Perdida", aqui, quer dizer que ela não se preocupa com nada, que ela é pragmática, está moldada ao capitalismo e suas vontades,  que não tem compromisso com nada.&lt;br /&gt;Bom, se você leu às cegas, provavelmente você concordou com a definição. Mas há um problema grave generalização.&lt;br /&gt;Cada vez mais jovens se engajam em ações pelo meio ambiente. Anda também razoavelmente comum ver estudantes indo às ruas pela melhoria da Educação, ou ao menos se preocupando com o que é feito com ela. No meio estudantil universitário, as pessoas se manifestam e se organizam em protesto por aquilo que acreditam, embora sejam abafadas e marginalizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem duas coisas em especial que causam a sensação de que não há objetivos:&lt;br /&gt;Primeiro, que a ação juvenil está pulverizada. Uns vão proteger os animais, outros a natureza em geral, outros a educação, outros lutam por uma país mais honesto, outros em ONGs para ajudar aqueles que estão a baixo do nível da pobreza...&lt;br /&gt;A segunda razão está um pouco ligada à primeira. Porque quem vê a nossa geração (e nós mesmos) fica a comparando com a geração que lutou contra Ditadura, ou pediu Diretas Já ou mesmo o Impeachment do Collor... Todas unificaram a ação juvenil. Ou pelo menos tinha um bom número de engajados numa coisa só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, uma coisa que não se considera: essa turma de movimento político acabou se destacando pelo considerável número numa luta muito séria e que faz parte da história nacional, digna de efeitos colossais para a sociedade. E pela importância, ganhou muito destaque.&lt;br /&gt;Mas esses jovens de classe média não eram nem 5% da população de jovens na época. À exemplo da ditadura, eram pequenos comitês corajosos dentro, especialmente, das faculdades públicas. Três semi-restrições, salvo raras exceções: coragem, faculdade e classe média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros 95% se divertiam com os realmente divertidos (pra época... XD) programas musicais, especialmente a Jovem Guarda, aos domingos, com suas baladinhas dançantes inspiradas na música estrangeira. Viviam suas vidas, se submetiam às restrições da Ditadura para não se arriscar, alguns até apoiavam os militares em nome da ordem, outros nem tinham noção do que estava acontecendo (e, incrível, uma vez, no orkut, verifiquei que alguns ainda não fazem idéia do que aconteceu), mais alguns (poderia arriscar a maioria, porque a maioria nessa parte era pobre) não tinham interesse em política e não queriam nem saber, desde que tivessem seu pão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão entendendo onde quero chegar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as ações de quem age estão pulverizadas, se não existe uma grande causa latente (a gente poderia discutir o que é latente, mas entendamos aqui que se trata daquilo que afeta toda a sociedade. Toda, inclusive os ricos), se desde sempre a maioria é alienada mesmo, está sob capitalismo, se a praticidade e o individualismo tomaram conta de grande parte da população, que já estavam desde os anos 40 para quem não era comunista, quando a Guerra Fria começou... Que grande injustiça dizer que a nossa geração não tem sentido!&lt;br /&gt;Se é para considerar a maioria, já faz tempo que não tem sentido!&lt;br /&gt;Sinceramente, eu acho uma afirmação dessas coisa de socialista frustrado. Caiu a União Soviética, caiu o comunismo soviético, agora nada faz sentido? Como assim? O sentido de uma geração é lutar contra a direita? O jovem tem que ser de esquerda e socialista para ter valor?&lt;br /&gt;É o discurso político destruindo as vontades e a auto-estima dos jovens.&lt;br /&gt;É verdade, a alienação é irritante. E eu, como um ser de certo engajamento político, fico bem frustada com o pouco caso que fazem para o papel mais cívico da população: prestar atenção na forma como mexem com a sua vida, prestar atenção na política. Mas, Deus, já existe faz tempo! Não 10, 20 anos. Ao menos 60!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se "perdida", da afirmação inicial, significasse que ela está dispersa, eu concordaria. Está mesmo. Quem faz alguma coisa, atua em áreas variadas.&lt;br /&gt;E se vai generalizar os "objetivos" de uma geração, o que é uma grande bobagem, ao menos considere que nem tudo é política. Se eu fosse dar um objetivo para minha geração, eu diria que é meio ambiente. Nós fomos um dos primeiros a  crescer ouvindo sobre El Ninõ, Aquecimento Global/Efeito Estufa, Reciclagem, Preservação, Educação Ambiental... A gente está destinado (ou devia) a dar conta da cagada que nossos pais e avós fizeram. É difícil encontrar alguém da nossa idade que não tenha hábitos ambientais. Separar o lixo (para as cidades quem tem sistema de reciclagem), evitar disperdício de água, usar transporte público, apagar as luzes, tomar cuidado com o disperdício de energia.&lt;br /&gt;Assim como todas os "objetivos" das gerações, não é todo mundo, e a grande parcela de adeptos é da classe média. Mas é um movimento crescente, e que gera resultados a longo prazo. Nós vamos educar nossos filhos da mesma maneira, ou melhor do que nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Momento clean*&lt;br /&gt;1. O que está ouvindo? I go walking after midnight - Patsy Cline (country, na minha fase  estude-gêneros-diferentes. Vale a pena =D)&lt;br /&gt;2. Último filme visto? Janela Indiscreta, de Alfred Hitchcock. Vale cada minuto. Me empolguei tanto que fiz um post no Camaleão de Armário (ver ao lado)&lt;br /&gt;3. Último jogo das Olimpíadas visto? Ontem de madrugada, tentei ver o Márcio e o Fábio Luis no vôlei de praia contra os americanos. Mas o primeiro set foi tão frustrante que não aguentei ver o segundo inteiro... Eles perderam a partida... E ouro. Sem comentários quanto a campanha brasileira de ouros. E nem acho que nós somos os culpados por inteiro.&lt;br /&gt;4. Última burrada americana: Deixar o McCain a frente nas pesquisas.&lt;br /&gt;5. Reflexão do Dia: Cuidado com as afirmações de impacto. Elas estão cheias de sentimentalismos unilaterais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-7160666665198933548?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/7160666665198933548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=7160666665198933548' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/7160666665198933548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/7160666665198933548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2008/08/os-sentidos-das-geraes.html' title='Os sentidos das Gerações'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-4162115868482292697</id><published>2008-07-29T16:34:00.007-03:00</published><updated>2008-08-18T04:09:45.173-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Faculdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escolhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Decisões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Profissão'/><title type='text'>A difícil escolha da Profissão.</title><content type='html'>Eu fiz o começo desse post uns três dias depois do meu último, mas aí eu tive que parar... E, bom, vocês perceberam que demorei pra terminá-lo (hoje é dia 18 de agosto, apesar de aí mostrar o dia do rascunho). Falta de ânimo, sei lá. Na verdade, isso não é muito controlável. Preparem-se para uma frequência mais do que irregular de postagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li o post de uma amiga ( http://brincos-de-diamante.blogspot.com/) e ele me levou a um assunto que dividi com um outro amigo recentemente. Sobre escolha de profissão.&lt;br /&gt;Eu não sou o exemplo mais representativo de escolha de profissão. Nem do caos que isso pode ser, nem da maneira como a maioria lida com isso.&lt;br /&gt;Antes de escrever História nos formulários da USP, da Unicamp e da Unisantos, eu passei por dúvidas também, como todos, mas História sempre esteve presente, e os argumentos para bater o martelo... Foram coisas muito definitivas, segundo a minha visão de vida.&lt;br /&gt;Eu sempre fui uma criança bem bizarra. Eu tinha 9 anos e queria ser paleontóloga. Claro, falei coisas como veterinária, astronauta, cientista (à la Dexter, claro)... Mas a minha resposta predominante era essa. E fiquei com isso até os meus 11, quando eu descobri a magia da Arqueologia, e queria ser aqueles egiptólogos entrando em tumbas e respirando mofo. Cacei, e descobri que não existia, à época, faculdade de Arqueologia no Brasil. Só História com pós-graduação em Arqueologia. Bom, então era História, para virar arqueóloga. Cheguei a oscilar, mais por medo do fracasso do que qualquer outra coisa, e pensar que seria interessante fazer Medicina... Profissão bonita, ajuda as pessoas, e, se você estiver disposto a entrar no serviço público ( o que seria algo óbvio para mim), nunca estará desempregado. Ainda mais com mãe médica.&lt;br /&gt;Porém, lá pela minha oitava série, eu entrei muito em contato com o outro lado da escola além dos alunos, os docentes, porque havia feito amizade com uma professora minha, e de quebra com alguns outros também, porque eu estava sempre na sala dos professores batendo papo. Ouvir o que eles tinham a dizer, como pessoas, especialmente essa professora, foi muito interessante. Abriu a minha mente. Me fez enxergar muitas coisas de outra maneira. Foi uma época de ápice do processo típico adolescente de amadurecimento. Mas, o mais importante pro tema desse post, foi que eu enxerguei a beleza da profissão professor.&lt;br /&gt;Ele não é só aquele que vai te passar um conhecimento que muitos nem querem saber e estão pouco se lixando para a sua vontade de dividir aquilo. A gente nem percebe, mas nesse meio de explicações, ele pode soltar alguma reflexão, ou algum objeto de reflexão, que vai entrar na sua mente. E você vai levar contigo. Muitas vezes, para sempre.&lt;br /&gt;O professor tem uma capacidade de transformação a ser explorada e apreciada. Não vou fazer um dissertação sobre os professores agora, mas já deu pra entender que eu admiro muito esse poder transformador, essa possibilidade de formar gente melhor. Como eu li e observei bastante sobre isso, não me sinto falando como uma iludida, porque eu sei muito bem que no formato que se dá aula e contando com a grade curricular do MEC atual, essa transformação tende a ser muito mínima. Mas certas coisas são só preguiça do próprio professor de mudar. E, no que estiver ao meu alcance, o ânimo para o novo, para oque atrai numa aula, para o que chama atenção de um aluno, para que eles se empolguem com o que aprendem, é interminável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, eu tinha escolhido: vou ser prefessora. Eu cheguei a duvidar de quê. História parecia o mais eclético, o mais divertido... Aquilo que eu gostava sempre, de todas as formas. Mas eu cheguei a pensar em Letras (e Filosofia também, com menos fervor). Na época, em especial, eu estava num estágio (porque humanos digievoluem) - espero que você tenha lido Harry Potter para entender - Hermione advanced.&lt;br /&gt;Eu li uns 46 livros naquele ano, eu não bolava aula nem a pau, eu ia com 39º graus de febre para a escola sem reclamar, eu levantava sozinha sem pestanejar, a minha memória estava no mais alto nível de armazenamento (uma pena que ela tenha decaído bastante, sinto muito falta disso atualmente), eu poderia responder quase qualquer pergunta (Apesar da "nerdice", Matemática e Física ainda não eram muito estimulantes), eu era politizada e um pouco radical demais (sempre fui politizada, mas eu praticamente exalava política, preocupação, sociedade etc etc... E, me orgulho, o radicalismo eu dei um bom tchau, embora às vezes ele me visite). Mas, só para desencargo de consciência (falar isso), eu não tinha pontos para ganhar pela Grinfinória, então eu não eu não era muito adepta do levantar mão para responder pergunta, mesmo que soubesse (insecurity), eu fazia as lições, mas não estudava todo dia... hum... que mais? Ah, claro, eu não recebia Ótimo em todas as minhas matérias, só duas, às vezes (Guess which?).&lt;br /&gt;Enfim, essa enrolação toda para dizer que foi uma época de efervescência mental extrema (apesar de eu sempre ter gostado de escola e conhecimento). E essa efervescência me fez pender para as matérias que, popularmente falando, te trazem "cultura" (quem sabe depois eu não faço um post sobre a minha opinão do que é "cultura"?). Letras era a mais armada contra a História. Especialmente por dois motivos: eu estava disposta a ser uma biblioteca mental ambulante de Literatura e porque a minha professora inspiradora era de Português (Redação e Literatura, na verdade) e ela era demais dando aula, logo,  tudo parecia muito legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu sai desse impasse, eu não lembro direito. Lembro que pesei o tipo de aula que eu daria. As idéias mais que legais que eu tinha para História, só funcionariam em aulas de Literatura. Mesmo que eu gostasse de Gramática, eu não ia conseguir ser muito inovadora. À exemplo, eu não conseguiria fazer muito teatro com Gramática. Existe um elemento da memória que os professores em geral não exploram, que é da memória fotográfica. Na Gramática, diferente do meu chapéu de soldado de jornal para falar de Napoleão, eu ia ter que explorar a imaginção de um jeito que talvez não fosse acompanhada pelos alunos. E uma coisa que eu não podia contar nessa história toda, era que eu poderia escolher, ao fazer Letras, o que eu daria. Como em História também. Eu não poderia escolher se falaria dos povos da História Antiga, da Idade Média ou da Revolução Francesa. Mas, em História, eu amo tudo. Daria e imaginaria tudo para tudo.&lt;br /&gt;Acho que foi isso. Não lembro de outras coisas que tenham sido fortes o suficiente.&lt;br /&gt;Para falar verdade, foi uma grande desculpa. Eu me sentiria bem dando aula dos dois. E os dois eu tenho certeza que faria as coisas que acho certo, e que é o papel do professor. Eu ainda não descarto depois fazer Letras, quem sabe? Eu amo Línguas. Faria todas as Línguas que a USP oferece se tivesse tempo de vida o suficiente. Nada é definitivo. Fazer uma faculdade não significaria que não posso fazer outra. Aliás, eu tenho muito isso em mente.&lt;br /&gt;Nos dias de hoje, no entanto, eu faria Sociologia antes de Letras. Como complemento ao que eu pretendo. Mas isso é outra história... E chega de aumentar mais ainda esse post, porque eu ainda nem cheguei onde eu queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o embate entre História vs. Letras deixado para trás, eu passei o primeiro ano do meu Ensino Médio muito convicta do que iria fazer. Quase uma aberração, já que é só nessa hora que o pessoal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;começa&lt;/span&gt; a pensar sobre isso. Só que, ao contrário do que eu imaginava, as coisas "regrediram".&lt;br /&gt;No primeiro ano, eu tinha entrado pro Coral do colégio e logo depois fui fazer aulas de canto. Nada demais. O máximo que eu faria com o canto era cantar em barzinho e receber um extra. Na mesma época, eu estava muito afixionada por musicais. Vi o Fantasma da Ópera no tearto Abril duas vezes, e veria mais se tivesse dinheiro. Tinha visto Les Miserábles em Londres no ano anterior... Ainda sou afixionada por musicais, mas as coisas estava meio que borbulhando. Eu só ouvia musicais e Sarah Brightman. E, no segundo, veio: o Teatro. Era o grupo de Teatro do colégio, mas o nosso professor/diretor é um dos grandes nomes do circuito santista. Ele faz todas as grandes montagens da prefeitura, e as peças que ele dirige são sempre agradáveis e sinceras, nada desses artistas blasés, sem largar a arte.&lt;br /&gt;Já podem imaginar... Me encantei com o teatro, e o fato de eu cantar... E amar musicais... Tudo se uniu numa grande vontade, num grande pendência, e, mais tarde, numa grande tortura... E se eu fizesse Artes Cênicas?&lt;br /&gt;Eu não me importava de viver uma vida simples como sempre usam como argumento contra o Teatro, que é o acontece com os artistas que não fazem grande sucesso. Eu não era/sou ultra-mega talentosa, mas eu tinha algo que podia ser trabalhado se eu quisesse. E a quantidade de musicais lançados aqui no Brasil só vinha aumentando... quem sabe...?&lt;br /&gt;Certamente, o Teatro seria prazeroso de fazer. Divertido. Não estou ignorando os perrengues, mas quem já fez teatro sabe que na hora de atuar a sensação é especial.&lt;br /&gt;E lá fui eu para minha estratégia de quase tudo: ok, vamos pesar Teatro vs. História. Arte vs. Ciência Humana. Sentimento vs. Razão. Corpo vs. Papel.&lt;br /&gt;Bem difícil. Eram meus dois lados, praticamente, brigando. Eram vidas completamente diferentes, que, a seus modos, me seduziam. O lado que ganhou, foi devido a minha personalidade. Mas não diretamente relacionado, por assim dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lados ruins&lt;/span&gt; (pode pular essas partes se acha que não vão te acrescentar nada. Só aviso que poderia te ajudar na sua própria situação):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o teatro: possíveis perrengues financeiros, um possível limite para o meu "talento", meus escrúpulos não me permitiram fazer certas coisas para ganhar um papel, a minha falta de talento para auto-promoção, uma certa tortura porque, infelizmente, eu tenho um péssimo hábito de querer ser a melhor, ou me equiparar a tal, pelo menos em alguma coisa (que, aqui, teria de estar dentro do teatro): Fosse o estilo, fosse a voz, fosse a expressão... Em nada disso eu me destacaria. Eu poderia ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boa&lt;/span&gt;, mas nunca estaria, em nada, no topo. Sei que é meio arrogante falar isso, mas é uma sensação que eu tenho. Eu poderia lidar com isso, claro. Eu sempre faço isso. Mas eu não poderia me livrar da tristeza. Eu gosto de destaque, sim. Não porque eu sou eu, mas porque eu fiz não-sei-o-que.  Eu sou muito sucetível à críticas que eu concordo. E como eu sou bem auto-crítica, isso não é nem um pouco difícil.&lt;br /&gt;Para História: a falta de respeito dos alunos, a exposição alta da sua própria pessoa, o salário baixo para algo que exige muito (eu não realmente ligo, mas é um ponto negativo, afinal), o alto estresse, as frustações, os alunos imaturos, minhas idéias poderiam ser impedidas, de alguma maneira eu descobrir/acontecer que nada funciona...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lados Bons:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Para Teatro: O prazer de atuar, a vivência de outras vidas, estar em outros mundos por breves horas, o reconhecimento de um público, viver sentimentos diversos, o trabalho para a montagem de personagem, a liberdade excêntrica, um circuito de gente interessante e diferente, intensidade, experiências variadas.&lt;br /&gt;Para História: O prazer de ensinar alguém, ser portadora de conhecimento e trasmití-lo para ao menos 100 pessoas ao ano, estar sempre atualizada com as gerações e o que é novo, a capacidade de transformar diretamente ao menos 5 dessas pessoas, levar os outros à alta reflexão, o contato com mundos diferentes da realidade, ajudar crianças a descobrir o que significa cidadania e espírito crítico, o prazer imenso de ver quem já foi seu aluno se dando bem ou mais, sendo uma pessoa incrível, trazer um visão diferente do que é escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Pode voltar a ler)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cheguei uma conclusão definitiva: Eu poderia ser muito feliz fazendo teatro, mas eu seria só mais uma atriz, não me sentiria completa. Eu poderia ter momentos muito duros sendo professora, mas que seriam esquecidos a todo momento que eu lembrasse, com provas, que eu contribui para formar pessoas melhores. (Além do mais, eu ainda poderia fazer teatro, como hobby. Hehehe)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dessa conclusão, eu pude tirar uma outra conclusão: eu nunca conseguiria me decidir, se eu não soubesse que tipo de sentido eu queria que a minha vida tomasse. Se eu simplesmente queria ser feliz, se eu queria fazer algo que me agradesse, se eu queria ser famosa... Esse tipo de coisa é muito genérico, para mim, pelo menos.&lt;br /&gt;Entre o começo desse texto, que eu fiz há mais de duas semanas, e o agora, eu dividi essa conclusão com uma amiga. E a reação não foi muito animadora. Não é fácil ter 17, 18 anos e encontrar o que você pretende que tenha na sua vida, como conduzí-la. Aliás, falando como se fosse alguém que não tivesse idade, nem todo mundo que tem 45 anos sabe. E isso que me torna um pouco insuficiente para falar do assunto. Porque, ao meu ver, não tem Orientação Vocacional que resolva de verdade.&lt;br /&gt;A maioria das pessoas decide por conveniência. Porque é bom em não-sei-o-que, porque quer ganhar dinheiro, porque acha legal fazer-isso. Elas são úteis, mas nunca vão satisfazer 100%. Na minha visão, ser bom em algo tem que ganhar um sentido. "Sou bom em algo, então, o que quero fazer com isso? Para quê fazer isso?". O mesmo vale quando se acha legal. Tá, é legal, porque é legal? E se eu achar duas ou mais coisas legais, como eu decido?&lt;br /&gt;Tem gente que é adepta do deixar viver. Mas elas sempre acabam entrando numa fase depressiva quando mais velhas, e se arrependem. A não ser que o próprio "deixar viver" tenha um sentido. "Porque eu quero sentir a intensidade da vida" é muito simples. E se for convicto, é muito válido.&lt;br /&gt;A minha decisão foi porque eu decidi que viver e fazer pelos outros é tipo de coisa que, quando eu me deprimo, ou quando eu me auto-avalio apenas, me salva. É única coisa que me faz sentir bem comigo mesma sempre, em qualquer momento. Então, para garantir para sempre essa sensação de bem-estar interno, eu tomei isso como o sentido da minha vida.&lt;br /&gt;Não acho que todo mundo devia seguí-lo, apesar de que o mundo teria características, no mínimo, interessantes. Eu acho que na hora de se orientar, não é racionalidade que vinga, é sentimento. E tem que ser sincero. A única racionalidade que entra é a de reconhecer o sentimento e criar a chance para que ele seja frequente.&lt;br /&gt;"Ah, eu gosto de desenhar... E adoro ver quando as pessoas o apreciam". Por que não tomar essa sensação algo a ser sempre buscado? Vale a pena? Vai de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sinto que minha limitações pro assunto são muito grandes. Mesmo supondo que foi difícil ter certeza, talvez para outros eu fiz muito fácil. Mas eu espero atingir algumas reflexões. Por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Happy Time*&lt;br /&gt;1. Música que estou ouvindo? Nature Boy - David Bowie (Trilha sonora de Moulin Rouge)&lt;br /&gt;2. Último video? Episódio 8 de Salad Fingers, again. (www.fat-pie.com)&lt;br /&gt;3. Último filme? Grandes Esperanças, no Fox Life, do Afonso Cuáron, baseado em Dickens (mas não espere ver Dickens, para variar). Lindo, mas me deixou deprimida.&lt;br /&gt;4. A melhor reflexão que ouviu na USP recentemente:  "O 'Ocidente' tem muito o que aprender com a cultura africana. Veja só  o Aquecimento Global..."  Prof. Dr. Marina, de História da África, a professora mais sensata e incrível que encontrei naquele Departamento, por enquanto.&lt;br /&gt;5. Reflexão do dia:&lt;br /&gt;A - A gente pode partilhar experiência, mas o que os outros podem usar são só cacos. Cada um com sua conjuntura.&lt;br /&gt;B - Mulher dificilmente consegue fugir do conto de fadas. E, quando consegue, é cruel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-4162115868482292697?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/4162115868482292697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=4162115868482292697' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/4162115868482292697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/4162115868482292697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2008/07/eu-fiz-o-comeo-desse-post-uns-dois-dias.html' title='A difícil escolha da Profissão.'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-4732703801429970392</id><published>2008-07-26T14:26:00.005-03:00</published><updated>2008-07-26T16:22:49.718-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maturidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Radicalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humanidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Compreensão'/><title type='text'>Armas contra o radicalismo</title><content type='html'>Radicalismo.&lt;br /&gt;Uma sina que me persegue. Não, não me persegue. Na verdade, ela está em todo o lugar. Mas como eu criei um certo asco por ela, eu a enxergo de longe, eu sempre a vejo muito lúcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou falando própriamente da radicalismo midiático, esse que a mídia explora pela intolerância, especialmente a religiosa. Minha visão de radicalismo é mais amarga, menos simples.&lt;br /&gt;Há uns quatro, cinco anos atrás, o que eram opiniões fortes, idealistas, poéticas, se tornaram uma grande estupidez. Não que elas não fossem bonitinhas, de um certo ponto de vista, mas elas eram incrivelmente bobas, simples, mal refletidas. Mal refletidas, não pouco refletidas. Mas a reflexão ficava ao redor de um campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época em que descobri a magia da ponderação, da balança, do tentar entender MESMO porque o outro lado também tem seus seguidores, achei que tinha dado um passo para a maturidade. Mas com observações da vida, do que dizem os próprios adultos e, especialmente, com o meu ingresso a faculdade, descobri que não era um passo da maturidade, e sim, de humanidade. Existem dois pontos a serem discutidos nessa frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, humanidade. Não quis dizer que é como uma versão 2.0 de humano. Mas certamente é uma atitude que todos deveriam procurar, porque nos torna mais sensíveis à visão do outro, e mais preparados para um compreensão, e a conquista de uma conclusão equilibrada, que visualiza bem os prós e contras e tenta não ignorar a complexidade da situação. Não estou falando de algo 100%, mas a simples busca já muda MUITA coisa.&lt;br /&gt;Segundo ponto, maturidade. Maturidade, a cada dia que passa, se torna algo abstrato. Lá pelos meus 12 anos, eu poderia dizer que maturidade eram decisões dignas de adulto. Mas agora decisões dignas de adulto não existem. Elas são diversificadas, muitas são idiotas, e eu fui descobrindo (não que ignorasse a existência, mas não imaginava desse tamanho GIGANTESCO e constante) que eles também tem muitas dúvidas e uma parte considerável não atravessa complexidades para formar uma opinião. E não dá para dizer que experiência por si só é um elemento de maturidade. Depende do que você faz com ela. Enfim, ficou muito difícil para eu saber o que é maturidade. Afinal, até com uma experiência refletida, ela pode ter sido refletida de maneira unilateral. E a idéia de maturidade para mim estava muito perto de sabedoria... Agora eu já não sei mais o que é maturidade. Porque se for considerar como sabedoria, uma seleta parte dos adultos são maduros. E, socialmente falando, não parece bem essa ser a idéia de maturidade, portanto.&lt;br /&gt;Entenda que, na verdade, eu acho isso mesmo: maturidade é sabedoria. Mas para ser bem entendida, eu não posso considerar isso socialmente. O que nos faz retornar à frase: ela não faz sentido. Não para mim. O que eu "descobri" foi maturidade sim, além de humanidade. Mas o que eu quis dizer, usando o conceito social, foi que não é uma característica adquirida porque estou entrando no mundo adulto, mas porque, como ser humano, sinto-me dando passos à frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que isso tem a ver com radicalismo? TUDO.&lt;br /&gt;Porque esse conflito interno que eu tive devia ter para todo mundo. Nunca ache que, só porque uma opinião sua parece sensacional, ela é perfeita. Ela pode ser a "correta", mas se ela não tiver respeito ou consideração pelas que divergem dela, ela não foi bem refletida. O "correta" também é extremamente questionável, nem preciso dizer.&lt;br /&gt;Portanto, se te parece sensacional dizer, por exemplo, quando você está falando de desigualdade social, que os ricos são escrotos, com seus iates e desperdícios, e que os pobres deveriam ter tudo isso... Pelo amor de Deus, reflita: se você fosse rico, e uma pessoa muito boa, você gostaria de ouvir que você é escroto? Se você tivesse dinheiro, você o gastaria com quê? Mesmo que fossem em coisas como uma fundação caridosa, porque os outros acham divertido gastar em iates? E quando for tentar responder isso, não esteja invenenado pelas as suas idéias simplistas de porque-são-porcos-capitalistas-e-futeis, e procure algo dentro da sensação de diversão também, por mais que você não concorde com ela. E os pobres tendo tudo isso? O problema nem seria na idéia de ter propriamente dito. Seria ótimo todos se divertirem. Mas imagine milhões de pessoas com seus iates. Pobre mãe natureza com todo esse consumismo! "Ah, então os ricos podem, mas os pobres não?". Não é bem isso. Não é um apoio ao muito para poucos, e sim a um consumo menor. O ideal é que os próprios ricos não fizessem todos aqueles disperdícios. Alguns, poucos, até tentam. Mas parece um ímpeto humano gastar. Incontrolável para alguns. Imagine esse número aumentando??? MEU DEUS! Onde está o problema, no número de pessoas ou nas características humanas?&lt;br /&gt;Vê? Mesmo abordando porcamente uma situação, tive que gastar muitas linhas para  explorar um pouco das suas complexidades, para tentar enxergar dois lados (sendo q existem multi lados, mas criar vários ramos aqui vai levar muitas horas). Imagine que o ideal é fazer isso sempre com opiniões sérias. Quer dizer, você até pode questionar se é o ideal mesmo. Mas para mim parece muito sensato, um jeito de encontrar equilíbrio, compreensão. Eu vejo uma sociedade menos estúpida, agressiva, se as pessoas agissem assim. Como me parece o correto, eu vou em busca dele. Pode parecer óbvio o que estou falando, mas nem sempre é.&lt;br /&gt;Meu asco pelo radicalismo e sua origem mais detalhadamente geram outro post. Quem sabe eu não faço? Por enquanto, fica isso mesmo: as armas contra o radicalismo. Difíceis, tortuosas, desgastantes, mas incríveis. Você se sente uma pessoa melhor. Provavelmente porque compreensão é a resposta para tolerância e sensibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Momento jovialidade despojada*&lt;br /&gt;1. O q estou ouvindo? *Vai olhar no midia player* Imogen Heap - Hide and Seek&lt;br /&gt;2. Onde pretendia ir hoje e não foi? Festa do Morango, no horto de São Vicente. Estou mofando em casa.&lt;br /&gt;3. Último vídeo no You tube? Cinderella 3: Prostituída novamente - Parte 1 , as paródias nada elegantes e engraçadíssimas de Caio Loki.&lt;br /&gt;4. Livro q está lendo? Noites Tropicais, de Nelson Motta&lt;br /&gt;5. Reflexão do dia: Será que por que dá muito trabalho, a maioria da pessoas deixa de pensar mais no que faz? Até quando comodidade valerá mais do que um mundo melhor?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-4732703801429970392?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/4732703801429970392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=4732703801429970392' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/4732703801429970392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/4732703801429970392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2008/07/radicalismo.html' title='Armas contra o radicalismo'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1864660047061630925.post-3665000772561684029</id><published>2008-07-26T02:00:00.002-03:00</published><updated>2008-07-26T14:20:48.086-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Abertura'/><title type='text'>O blog perguntou para mim: o que eu sou?</title><content type='html'>Eu criei a página deste blog já faz muuuuuuuuuuuuuuuuuito tempo. Mas eu não queria escrever qualquer coisa, e fui adiando. Bem, aqui estou, escrevendo qualquer coisa. Ao menos com vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Não sei sobre o que escreveria agora. Quando tive a idéia de o fazer, estava voltando de uma prova do vestibular da Unicamp, em janeiro. Parecia genial, eu lembro disso. No entando, eu esqueci qual foi a grande genialidade que eu vi em fazer um blog, e procurei outra. Acredito que era algo relacionado, mas um pouco mais iludido. Minhas idéias supostamente "geniais" sempre parecem ilusões depois de um tempo. Efeitos do meu rigor e, em termos de vovó, da minha juventude.&lt;br /&gt;  Entre trapos e farrapos, eis meus dedos se desgastando no teclado para tentar dizer alguma coisa. Basicamente, continuar com a idéia de um blog nada mais me é do que uma válvula de escape para expressar e comentar o que eu quiser, quando tiver vontade, sobre o que eu tiver vontade. Obviamente, impulsionada por um impulso (gostou? Eloquência é a chave! hehehe) próprio de dividir experiência. Não que meus dezoito anos e precisamente sete meses (como já diria a criança) sejam realmente algo digno do sábio da montanha. Aliás, nem um pouco. Mas, como toda opinião que não é feita sem algum tipo de reflexão ( e da minha parte, costumam ser boas horas) é válida de alguma maneira, por que não dividir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Tentei questionar se era um impulso mesmo ou uma vontade de chamar atenção, como muitas pessoas costumam fazer com os seus blogs. Um questionamento um tanto estranho para mim mesma, mas às vezes é bom perguntar se o óbvio é tão óbvio. Porque o meu óbvio diria que não, de maneira alguma. Afinal, eu não gosto quando o "chamar atenção" é a única razão de um ato, é como se o ato perdesse a dignidade. Além do mais, eu sou reconhecivelmente uma pessoa muito reservada, não gosto de expor algo que me é pessoal, estritamente pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  É claro que meu limite do pessoal é flexível, porém, nunca mesmo a exposição do pessoal seria o tema. A parte pessoal poderia entrar apenas como um bilhete de validade, que, às vezes, é o único que te torna convincente. As pessoas só dão crédito a uma análise de acontecimentos ou sentimentos se você tiver passado por isso. Ou seja, mostrar que sabe do que está falando. Não que elas estejam erradas, é difícil confiar no que outros dizem, porque realmente muita gente fala bastante bobagem. Porém, não creio que seja descartável a opinião de quem pondera. E outra: as vezes a opinião do ponderado vale muito mais do que a de uma pessoa de limitada capacidade de relexão e aprendizagem que já tenha passado pela situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ops, estou me extendendo no que não é o tema.&lt;br /&gt;  Normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Voltando à questão tragicamente existencialista do blog (no tiopês: -q), o "chamar atenção" poderia se extender menos aos clichês. Por que não? Mesmo que eu quisesse, existe um fato a se considerar: minha falta de talento para auto-publicidades provavelmente fará com que este blog não seja mais do que visitado por amigos (SE alguém tiver paciência), ou por esporádicos curiosos que me verão falando coisas que talvez não façam sentido. Para eles, óbvio. Para mim, sempre fará sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Porém, contudo, no entanto... Cheguei a uma conclusão de que, sim, "chamar atenção" fazia parte dos meus intentos ocultos daquela subconsciência que só Freud explica. Mas de uma maneira, digamos, menos relacionada a popstars. Quero chamar atenção, mas para as coisas que eu digo. Eu posso ser a fulana, se você quiser. Talvez eu até prefira. Mas, se estou escrevendo algo e divulgando, a própria idéia de divulgar é um pedido de atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Eu lembro que a idéia central naquela quarta ensolarada quando saí do vestibular era escrever sobre as minhas idéias para Educação. Essa história rende um outro post, mas basicamente eu faço História na USP porque quero dar aulas para ensino fundamental e médio, para decepção do meu pai. Era meio que um misto de dizer algo que eu ainda não tive oportunidade de dizer, sem ter quem ou momento para tal, e, quem sabe, encontrar gente para dividir. Mas esse assunto é MUITO amplo. Ninguém venha me dizer que existe orkut. Num blog, quem comanda o assunto sou eu. Eu falo todas as minhas bobagens, e não me exponho enormemento a ouvir MAIS bobagens. Um pouco "autoritário", eu sei. Mas prefiro algo mais intimista. Eu tenho orkut, claro. Já tentei conversas sérias nele. Porém, encontrei gente tão arrogante quanto as que eu encontro no meio acadêmico. Socorro! Prefiro falar bobagens no orkut. E volta-e-meia, entrar num assunto cabeça, mas que não gera discussão agressiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Novamente me extendi. Vou parar de mostrar que eu percebo quando me extendo. Já deu pra entender, né? hehehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Em síntese, se é que eu consigo sintetizar, a idéia de blog vem de um impulso de expor minha opinião sobre certos assuntos que às vezes eu reflito sobre, mas não tenho muita oportunidade de dividir. Ou até tenho, só que acho pouco, insuficiente. É minha vontade de chamar atenção, querendo que mais gente tenha acesso ao que eu penso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Sinto-me até um pouco estúpida falando estas coisas, porque toda essa enrolação que estou deixando racional dentro do meu contexto nada mais é do que o objetivo em si de um blog. A publicação pessoal. Um veículo de comunicação personalizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Fico pensando se não seria presunçoso achar que a minha opinião tem algum tipo de importância para ser exposta. Certamente que é. É BEM presunçoso. Como a de qualquer um. Nós vivemos de presunçosos. E as pessoas ouvem os presunçosos. Portanto, serei humildemente presunçosa, achando que minha opinião pode ter valor para alguém, em algum lugar. Vai saber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Coisas bobas que as pessoas põem no final de seus blogs ou flogs e há horas q acho... 'cool' (nunca acabou pegando uma música q vc não conhecia pq alguém estava ouvindo?) *&lt;br /&gt;1. O q estou ouvindo? Nada! Mas a esta hora certamente seria Enya.&lt;br /&gt;2. Último filme no cinema? A ilha da Imaginação, há dois dias atrás, com os priminhos.&lt;br /&gt;3. Último filme em casa? Kill Bill, hoje mesmo, emprestado de um amigo. Primeira vez q vi.&lt;br /&gt;4. Último vídeo no Youtube? Old Ladies in the museum, da série de ótimas paródias de French and Saunders.&lt;br /&gt;5. Reflexão do dia: Já se perguntou como as pessoas conseguem informação? Quem falou? Quem viu? Por que foi dito daquela maneira? Estamos sujeitos a opiniões, de todos os lado. Porque, queira ou não, tudo o que você sabe, veio de alguém(ens), de humanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1864660047061630925-3665000772561684029?l=seruavitae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seruavitae.blogspot.com/feeds/3665000772561684029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1864660047061630925&amp;postID=3665000772561684029' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/3665000772561684029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1864660047061630925/posts/default/3665000772561684029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seruavitae.blogspot.com/2008/07/o-blog-perguntou-para-mim-o-que-eu-sou.html' title='O blog perguntou para mim: o que eu sou?'/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09112101259778843368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
