sábado, 26 de julho de 2008

O blog perguntou para mim: o que eu sou?

Eu criei a página deste blog já faz muuuuuuuuuuuuuuuuuito tempo. Mas eu não queria escrever qualquer coisa, e fui adiando. Bem, aqui estou, escrevendo qualquer coisa. Ao menos com vontade.

Não sei sobre o que escreveria agora. Quando tive a idéia de o fazer, estava voltando de uma prova do vestibular da Unicamp, em janeiro. Parecia genial, eu lembro disso. No entando, eu esqueci qual foi a grande genialidade que eu vi em fazer um blog, e procurei outra. Acredito que era algo relacionado, mas um pouco mais iludido. Minhas idéias supostamente "geniais" sempre parecem ilusões depois de um tempo. Efeitos do meu rigor e, em termos de vovó, da minha juventude.
Entre trapos e farrapos, eis meus dedos se desgastando no teclado para tentar dizer alguma coisa. Basicamente, continuar com a idéia de um blog nada mais me é do que uma válvula de escape para expressar e comentar o que eu quiser, quando tiver vontade, sobre o que eu tiver vontade. Obviamente, impulsionada por um impulso (gostou? Eloquência é a chave! hehehe) próprio de dividir experiência. Não que meus dezoito anos e precisamente sete meses (como já diria a criança) sejam realmente algo digno do sábio da montanha. Aliás, nem um pouco. Mas, como toda opinião que não é feita sem algum tipo de reflexão ( e da minha parte, costumam ser boas horas) é válida de alguma maneira, por que não dividir?

Tentei questionar se era um impulso mesmo ou uma vontade de chamar atenção, como muitas pessoas costumam fazer com os seus blogs. Um questionamento um tanto estranho para mim mesma, mas às vezes é bom perguntar se o óbvio é tão óbvio. Porque o meu óbvio diria que não, de maneira alguma. Afinal, eu não gosto quando o "chamar atenção" é a única razão de um ato, é como se o ato perdesse a dignidade. Além do mais, eu sou reconhecivelmente uma pessoa muito reservada, não gosto de expor algo que me é pessoal, estritamente pessoal.

É claro que meu limite do pessoal é flexível, porém, nunca mesmo a exposição do pessoal seria o tema. A parte pessoal poderia entrar apenas como um bilhete de validade, que, às vezes, é o único que te torna convincente. As pessoas só dão crédito a uma análise de acontecimentos ou sentimentos se você tiver passado por isso. Ou seja, mostrar que sabe do que está falando. Não que elas estejam erradas, é difícil confiar no que outros dizem, porque realmente muita gente fala bastante bobagem. Porém, não creio que seja descartável a opinião de quem pondera. E outra: as vezes a opinião do ponderado vale muito mais do que a de uma pessoa de limitada capacidade de relexão e aprendizagem que já tenha passado pela situação.

Ops, estou me extendendo no que não é o tema.
Normal.

Voltando à questão tragicamente existencialista do blog (no tiopês: -q), o "chamar atenção" poderia se extender menos aos clichês. Por que não? Mesmo que eu quisesse, existe um fato a se considerar: minha falta de talento para auto-publicidades provavelmente fará com que este blog não seja mais do que visitado por amigos (SE alguém tiver paciência), ou por esporádicos curiosos que me verão falando coisas que talvez não façam sentido. Para eles, óbvio. Para mim, sempre fará sentido.

Porém, contudo, no entanto... Cheguei a uma conclusão de que, sim, "chamar atenção" fazia parte dos meus intentos ocultos daquela subconsciência que só Freud explica. Mas de uma maneira, digamos, menos relacionada a popstars. Quero chamar atenção, mas para as coisas que eu digo. Eu posso ser a fulana, se você quiser. Talvez eu até prefira. Mas, se estou escrevendo algo e divulgando, a própria idéia de divulgar é um pedido de atenção.

Eu lembro que a idéia central naquela quarta ensolarada quando saí do vestibular era escrever sobre as minhas idéias para Educação. Essa história rende um outro post, mas basicamente eu faço História na USP porque quero dar aulas para ensino fundamental e médio, para decepção do meu pai. Era meio que um misto de dizer algo que eu ainda não tive oportunidade de dizer, sem ter quem ou momento para tal, e, quem sabe, encontrar gente para dividir. Mas esse assunto é MUITO amplo. Ninguém venha me dizer que existe orkut. Num blog, quem comanda o assunto sou eu. Eu falo todas as minhas bobagens, e não me exponho enormemento a ouvir MAIS bobagens. Um pouco "autoritário", eu sei. Mas prefiro algo mais intimista. Eu tenho orkut, claro. Já tentei conversas sérias nele. Porém, encontrei gente tão arrogante quanto as que eu encontro no meio acadêmico. Socorro! Prefiro falar bobagens no orkut. E volta-e-meia, entrar num assunto cabeça, mas que não gera discussão agressiva.

Novamente me extendi. Vou parar de mostrar que eu percebo quando me extendo. Já deu pra entender, né? hehehe.

Em síntese, se é que eu consigo sintetizar, a idéia de blog vem de um impulso de expor minha opinião sobre certos assuntos que às vezes eu reflito sobre, mas não tenho muita oportunidade de dividir. Ou até tenho, só que acho pouco, insuficiente. É minha vontade de chamar atenção, querendo que mais gente tenha acesso ao que eu penso.

Sinto-me até um pouco estúpida falando estas coisas, porque toda essa enrolação que estou deixando racional dentro do meu contexto nada mais é do que o objetivo em si de um blog. A publicação pessoal. Um veículo de comunicação personalizado.

Fico pensando se não seria presunçoso achar que a minha opinião tem algum tipo de importância para ser exposta. Certamente que é. É BEM presunçoso. Como a de qualquer um. Nós vivemos de presunçosos. E as pessoas ouvem os presunçosos. Portanto, serei humildemente presunçosa, achando que minha opinião pode ter valor para alguém, em algum lugar. Vai saber?



*Coisas bobas que as pessoas põem no final de seus blogs ou flogs e há horas q acho... 'cool' (nunca acabou pegando uma música q vc não conhecia pq alguém estava ouvindo?) *
1. O q estou ouvindo? Nada! Mas a esta hora certamente seria Enya.
2. Último filme no cinema? A ilha da Imaginação, há dois dias atrás, com os priminhos.
3. Último filme em casa? Kill Bill, hoje mesmo, emprestado de um amigo. Primeira vez q vi.
4. Último vídeo no Youtube? Old Ladies in the museum, da série de ótimas paródias de French and Saunders.
5. Reflexão do dia: Já se perguntou como as pessoas conseguem informação? Quem falou? Quem viu? Por que foi dito daquela maneira? Estamos sujeitos a opiniões, de todos os lado. Porque, queira ou não, tudo o que você sabe, veio de alguém(ens), de humanos.

2 comentários:

Alb disse...

"Reflexão do dia: Já se perguntou como as pessoas conseguem informação? Quem falou? Quem viu? Por que foi dito daquela maneira? Estamos sujeitos a opiniões, de todos os lado. Porque, queira ou não, tudo o que você sabe, veio de alguém(ens), de humanos"

digno!

sobre blog, voce vai ter ímpetos de postar sem parar, e passar semanas sem postar. Isso acontece muito com o meu!

Paula disse...

divulgar esse espaço peraltinha, talvez fosse interessante... já pensou em fazer um template mais Julia A.F.Silva ?

se quiser ?;D eu fui da época aurea do começo dos blogs de coisinhas fofinhas e brilhos... não q sejam a sua cara..
aliás, são, vc é fofa e brilhante !
mais n nesse sentido... vaporoso ;D

ah vc entendeu... idéias e reflexões interessantes, inteligentes, e devidamente analisadas, são uma carência no mundo internético atual... e elas precisam ser realmente espalhadas... precisam atingir os outros seres humanos *paula momento tentar revolucionar*
bom, já sacou né?

acho digna sua iniciativa...
realmente bem válida.