Eu fiz o começo desse post uns três dias depois do meu último, mas aí eu tive que parar... E, bom, vocês perceberam que demorei pra terminá-lo (hoje é dia 18 de agosto, apesar de aí mostrar o dia do rascunho). Falta de ânimo, sei lá. Na verdade, isso não é muito controlável. Preparem-se para uma frequência mais do que irregular de postagens.
Li o post de uma amiga ( http://brincos-de-diamante.blogspot.com/) e ele me levou a um assunto que dividi com um outro amigo recentemente. Sobre escolha de profissão.
Eu não sou o exemplo mais representativo de escolha de profissão. Nem do caos que isso pode ser, nem da maneira como a maioria lida com isso.
Antes de escrever História nos formulários da USP, da Unicamp e da Unisantos, eu passei por dúvidas também, como todos, mas História sempre esteve presente, e os argumentos para bater o martelo... Foram coisas muito definitivas, segundo a minha visão de vida.
Eu sempre fui uma criança bem bizarra. Eu tinha 9 anos e queria ser paleontóloga. Claro, falei coisas como veterinária, astronauta, cientista (à la Dexter, claro)... Mas a minha resposta predominante era essa. E fiquei com isso até os meus 11, quando eu descobri a magia da Arqueologia, e queria ser aqueles egiptólogos entrando em tumbas e respirando mofo. Cacei, e descobri que não existia, à época, faculdade de Arqueologia no Brasil. Só História com pós-graduação em Arqueologia. Bom, então era História, para virar arqueóloga. Cheguei a oscilar, mais por medo do fracasso do que qualquer outra coisa, e pensar que seria interessante fazer Medicina... Profissão bonita, ajuda as pessoas, e, se você estiver disposto a entrar no serviço público ( o que seria algo óbvio para mim), nunca estará desempregado. Ainda mais com mãe médica.
Porém, lá pela minha oitava série, eu entrei muito em contato com o outro lado da escola além dos alunos, os docentes, porque havia feito amizade com uma professora minha, e de quebra com alguns outros também, porque eu estava sempre na sala dos professores batendo papo. Ouvir o que eles tinham a dizer, como pessoas, especialmente essa professora, foi muito interessante. Abriu a minha mente. Me fez enxergar muitas coisas de outra maneira. Foi uma época de ápice do processo típico adolescente de amadurecimento. Mas, o mais importante pro tema desse post, foi que eu enxerguei a beleza da profissão professor.
Ele não é só aquele que vai te passar um conhecimento que muitos nem querem saber e estão pouco se lixando para a sua vontade de dividir aquilo. A gente nem percebe, mas nesse meio de explicações, ele pode soltar alguma reflexão, ou algum objeto de reflexão, que vai entrar na sua mente. E você vai levar contigo. Muitas vezes, para sempre.
O professor tem uma capacidade de transformação a ser explorada e apreciada. Não vou fazer um dissertação sobre os professores agora, mas já deu pra entender que eu admiro muito esse poder transformador, essa possibilidade de formar gente melhor. Como eu li e observei bastante sobre isso, não me sinto falando como uma iludida, porque eu sei muito bem que no formato que se dá aula e contando com a grade curricular do MEC atual, essa transformação tende a ser muito mínima. Mas certas coisas são só preguiça do próprio professor de mudar. E, no que estiver ao meu alcance, o ânimo para o novo, para oque atrai numa aula, para o que chama atenção de um aluno, para que eles se empolguem com o que aprendem, é interminável.
Enfim, eu tinha escolhido: vou ser prefessora. Eu cheguei a duvidar de quê. História parecia o mais eclético, o mais divertido... Aquilo que eu gostava sempre, de todas as formas. Mas eu cheguei a pensar em Letras (e Filosofia também, com menos fervor). Na época, em especial, eu estava num estágio (porque humanos digievoluem) - espero que você tenha lido Harry Potter para entender - Hermione advanced.
Eu li uns 46 livros naquele ano, eu não bolava aula nem a pau, eu ia com 39º graus de febre para a escola sem reclamar, eu levantava sozinha sem pestanejar, a minha memória estava no mais alto nível de armazenamento (uma pena que ela tenha decaído bastante, sinto muito falta disso atualmente), eu poderia responder quase qualquer pergunta (Apesar da "nerdice", Matemática e Física ainda não eram muito estimulantes), eu era politizada e um pouco radical demais (sempre fui politizada, mas eu praticamente exalava política, preocupação, sociedade etc etc... E, me orgulho, o radicalismo eu dei um bom tchau, embora às vezes ele me visite). Mas, só para desencargo de consciência (falar isso), eu não tinha pontos para ganhar pela Grinfinória, então eu não eu não era muito adepta do levantar mão para responder pergunta, mesmo que soubesse (insecurity), eu fazia as lições, mas não estudava todo dia... hum... que mais? Ah, claro, eu não recebia Ótimo em todas as minhas matérias, só duas, às vezes (Guess which?).
Enfim, essa enrolação toda para dizer que foi uma época de efervescência mental extrema (apesar de eu sempre ter gostado de escola e conhecimento). E essa efervescência me fez pender para as matérias que, popularmente falando, te trazem "cultura" (quem sabe depois eu não faço um post sobre a minha opinão do que é "cultura"?). Letras era a mais armada contra a História. Especialmente por dois motivos: eu estava disposta a ser uma biblioteca mental ambulante de Literatura e porque a minha professora inspiradora era de Português (Redação e Literatura, na verdade) e ela era demais dando aula, logo, tudo parecia muito legal.
Como eu sai desse impasse, eu não lembro direito. Lembro que pesei o tipo de aula que eu daria. As idéias mais que legais que eu tinha para História, só funcionariam em aulas de Literatura. Mesmo que eu gostasse de Gramática, eu não ia conseguir ser muito inovadora. À exemplo, eu não conseguiria fazer muito teatro com Gramática. Existe um elemento da memória que os professores em geral não exploram, que é da memória fotográfica. Na Gramática, diferente do meu chapéu de soldado de jornal para falar de Napoleão, eu ia ter que explorar a imaginção de um jeito que talvez não fosse acompanhada pelos alunos. E uma coisa que eu não podia contar nessa história toda, era que eu poderia escolher, ao fazer Letras, o que eu daria. Como em História também. Eu não poderia escolher se falaria dos povos da História Antiga, da Idade Média ou da Revolução Francesa. Mas, em História, eu amo tudo. Daria e imaginaria tudo para tudo.
Acho que foi isso. Não lembro de outras coisas que tenham sido fortes o suficiente.
Para falar verdade, foi uma grande desculpa. Eu me sentiria bem dando aula dos dois. E os dois eu tenho certeza que faria as coisas que acho certo, e que é o papel do professor. Eu ainda não descarto depois fazer Letras, quem sabe? Eu amo Línguas. Faria todas as Línguas que a USP oferece se tivesse tempo de vida o suficiente. Nada é definitivo. Fazer uma faculdade não significaria que não posso fazer outra. Aliás, eu tenho muito isso em mente.
Nos dias de hoje, no entanto, eu faria Sociologia antes de Letras. Como complemento ao que eu pretendo. Mas isso é outra história... E chega de aumentar mais ainda esse post, porque eu ainda nem cheguei onde eu queria.
Com o embate entre História vs. Letras deixado para trás, eu passei o primeiro ano do meu Ensino Médio muito convicta do que iria fazer. Quase uma aberração, já que é só nessa hora que o pessoal começa a pensar sobre isso. Só que, ao contrário do que eu imaginava, as coisas "regrediram".
No primeiro ano, eu tinha entrado pro Coral do colégio e logo depois fui fazer aulas de canto. Nada demais. O máximo que eu faria com o canto era cantar em barzinho e receber um extra. Na mesma época, eu estava muito afixionada por musicais. Vi o Fantasma da Ópera no tearto Abril duas vezes, e veria mais se tivesse dinheiro. Tinha visto Les Miserábles em Londres no ano anterior... Ainda sou afixionada por musicais, mas as coisas estava meio que borbulhando. Eu só ouvia musicais e Sarah Brightman. E, no segundo, veio: o Teatro. Era o grupo de Teatro do colégio, mas o nosso professor/diretor é um dos grandes nomes do circuito santista. Ele faz todas as grandes montagens da prefeitura, e as peças que ele dirige são sempre agradáveis e sinceras, nada desses artistas blasés, sem largar a arte.
Já podem imaginar... Me encantei com o teatro, e o fato de eu cantar... E amar musicais... Tudo se uniu numa grande vontade, num grande pendência, e, mais tarde, numa grande tortura... E se eu fizesse Artes Cênicas?
Eu não me importava de viver uma vida simples como sempre usam como argumento contra o Teatro, que é o acontece com os artistas que não fazem grande sucesso. Eu não era/sou ultra-mega talentosa, mas eu tinha algo que podia ser trabalhado se eu quisesse. E a quantidade de musicais lançados aqui no Brasil só vinha aumentando... quem sabe...?
Certamente, o Teatro seria prazeroso de fazer. Divertido. Não estou ignorando os perrengues, mas quem já fez teatro sabe que na hora de atuar a sensação é especial.
E lá fui eu para minha estratégia de quase tudo: ok, vamos pesar Teatro vs. História. Arte vs. Ciência Humana. Sentimento vs. Razão. Corpo vs. Papel.
Bem difícil. Eram meus dois lados, praticamente, brigando. Eram vidas completamente diferentes, que, a seus modos, me seduziam. O lado que ganhou, foi devido a minha personalidade. Mas não diretamente relacionado, por assim dizer.
Lados ruins (pode pular essas partes se acha que não vão te acrescentar nada. Só aviso que poderia te ajudar na sua própria situação):
Para o teatro: possíveis perrengues financeiros, um possível limite para o meu "talento", meus escrúpulos não me permitiram fazer certas coisas para ganhar um papel, a minha falta de talento para auto-promoção, uma certa tortura porque, infelizmente, eu tenho um péssimo hábito de querer ser a melhor, ou me equiparar a tal, pelo menos em alguma coisa (que, aqui, teria de estar dentro do teatro): Fosse o estilo, fosse a voz, fosse a expressão... Em nada disso eu me destacaria. Eu poderia ser boa, mas nunca estaria, em nada, no topo. Sei que é meio arrogante falar isso, mas é uma sensação que eu tenho. Eu poderia lidar com isso, claro. Eu sempre faço isso. Mas eu não poderia me livrar da tristeza. Eu gosto de destaque, sim. Não porque eu sou eu, mas porque eu fiz não-sei-o-que. Eu sou muito sucetível à críticas que eu concordo. E como eu sou bem auto-crítica, isso não é nem um pouco difícil.
Para História: a falta de respeito dos alunos, a exposição alta da sua própria pessoa, o salário baixo para algo que exige muito (eu não realmente ligo, mas é um ponto negativo, afinal), o alto estresse, as frustações, os alunos imaturos, minhas idéias poderiam ser impedidas, de alguma maneira eu descobrir/acontecer que nada funciona...
Lados Bons:
Para Teatro: O prazer de atuar, a vivência de outras vidas, estar em outros mundos por breves horas, o reconhecimento de um público, viver sentimentos diversos, o trabalho para a montagem de personagem, a liberdade excêntrica, um circuito de gente interessante e diferente, intensidade, experiências variadas.
Para História: O prazer de ensinar alguém, ser portadora de conhecimento e trasmití-lo para ao menos 100 pessoas ao ano, estar sempre atualizada com as gerações e o que é novo, a capacidade de transformar diretamente ao menos 5 dessas pessoas, levar os outros à alta reflexão, o contato com mundos diferentes da realidade, ajudar crianças a descobrir o que significa cidadania e espírito crítico, o prazer imenso de ver quem já foi seu aluno se dando bem ou mais, sendo uma pessoa incrível, trazer um visão diferente do que é escola.
(Pode voltar a ler)
Eu cheguei uma conclusão definitiva: Eu poderia ser muito feliz fazendo teatro, mas eu seria só mais uma atriz, não me sentiria completa. Eu poderia ter momentos muito duros sendo professora, mas que seriam esquecidos a todo momento que eu lembrasse, com provas, que eu contribui para formar pessoas melhores. (Além do mais, eu ainda poderia fazer teatro, como hobby. Hehehe)
E dessa conclusão, eu pude tirar uma outra conclusão: eu nunca conseguiria me decidir, se eu não soubesse que tipo de sentido eu queria que a minha vida tomasse. Se eu simplesmente queria ser feliz, se eu queria fazer algo que me agradesse, se eu queria ser famosa... Esse tipo de coisa é muito genérico, para mim, pelo menos.
Entre o começo desse texto, que eu fiz há mais de duas semanas, e o agora, eu dividi essa conclusão com uma amiga. E a reação não foi muito animadora. Não é fácil ter 17, 18 anos e encontrar o que você pretende que tenha na sua vida, como conduzí-la. Aliás, falando como se fosse alguém que não tivesse idade, nem todo mundo que tem 45 anos sabe. E isso que me torna um pouco insuficiente para falar do assunto. Porque, ao meu ver, não tem Orientação Vocacional que resolva de verdade.
A maioria das pessoas decide por conveniência. Porque é bom em não-sei-o-que, porque quer ganhar dinheiro, porque acha legal fazer-isso. Elas são úteis, mas nunca vão satisfazer 100%. Na minha visão, ser bom em algo tem que ganhar um sentido. "Sou bom em algo, então, o que quero fazer com isso? Para quê fazer isso?". O mesmo vale quando se acha legal. Tá, é legal, porque é legal? E se eu achar duas ou mais coisas legais, como eu decido?
Tem gente que é adepta do deixar viver. Mas elas sempre acabam entrando numa fase depressiva quando mais velhas, e se arrependem. A não ser que o próprio "deixar viver" tenha um sentido. "Porque eu quero sentir a intensidade da vida" é muito simples. E se for convicto, é muito válido.
A minha decisão foi porque eu decidi que viver e fazer pelos outros é tipo de coisa que, quando eu me deprimo, ou quando eu me auto-avalio apenas, me salva. É única coisa que me faz sentir bem comigo mesma sempre, em qualquer momento. Então, para garantir para sempre essa sensação de bem-estar interno, eu tomei isso como o sentido da minha vida.
Não acho que todo mundo devia seguí-lo, apesar de que o mundo teria características, no mínimo, interessantes. Eu acho que na hora de se orientar, não é racionalidade que vinga, é sentimento. E tem que ser sincero. A única racionalidade que entra é a de reconhecer o sentimento e criar a chance para que ele seja frequente.
"Ah, eu gosto de desenhar... E adoro ver quando as pessoas o apreciam". Por que não tomar essa sensação algo a ser sempre buscado? Vale a pena? Vai de cada um.
Eu sinto que minha limitações pro assunto são muito grandes. Mesmo supondo que foi difícil ter certeza, talvez para outros eu fiz muito fácil. Mas eu espero atingir algumas reflexões. Por que não?
*Happy Time*
1. Música que estou ouvindo? Nature Boy - David Bowie (Trilha sonora de Moulin Rouge)
2. Último video? Episódio 8 de Salad Fingers, again. (www.fat-pie.com)
3. Último filme? Grandes Esperanças, no Fox Life, do Afonso Cuáron, baseado em Dickens (mas não espere ver Dickens, para variar). Lindo, mas me deixou deprimida.
4. A melhor reflexão que ouviu na USP recentemente: "O 'Ocidente' tem muito o que aprender com a cultura africana. Veja só o Aquecimento Global..." Prof. Dr. Marina, de História da África, a professora mais sensata e incrível que encontrei naquele Departamento, por enquanto.
5. Reflexão do dia:
A - A gente pode partilhar experiência, mas o que os outros podem usar são só cacos. Cada um com sua conjuntura.
B - Mulher dificilmente consegue fugir do conto de fadas. E, quando consegue, é cruel.
terça-feira, 29 de julho de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
Armas contra o radicalismo
Radicalismo.
Uma sina que me persegue. Não, não me persegue. Na verdade, ela está em todo o lugar. Mas como eu criei um certo asco por ela, eu a enxergo de longe, eu sempre a vejo muito lúcida.
Não estou falando própriamente da radicalismo midiático, esse que a mídia explora pela intolerância, especialmente a religiosa. Minha visão de radicalismo é mais amarga, menos simples.
Há uns quatro, cinco anos atrás, o que eram opiniões fortes, idealistas, poéticas, se tornaram uma grande estupidez. Não que elas não fossem bonitinhas, de um certo ponto de vista, mas elas eram incrivelmente bobas, simples, mal refletidas. Mal refletidas, não pouco refletidas. Mas a reflexão ficava ao redor de um campo.
Na época em que descobri a magia da ponderação, da balança, do tentar entender MESMO porque o outro lado também tem seus seguidores, achei que tinha dado um passo para a maturidade. Mas com observações da vida, do que dizem os próprios adultos e, especialmente, com o meu ingresso a faculdade, descobri que não era um passo da maturidade, e sim, de humanidade. Existem dois pontos a serem discutidos nessa frase.
Primeiro, humanidade. Não quis dizer que é como uma versão 2.0 de humano. Mas certamente é uma atitude que todos deveriam procurar, porque nos torna mais sensíveis à visão do outro, e mais preparados para um compreensão, e a conquista de uma conclusão equilibrada, que visualiza bem os prós e contras e tenta não ignorar a complexidade da situação. Não estou falando de algo 100%, mas a simples busca já muda MUITA coisa.
Segundo ponto, maturidade. Maturidade, a cada dia que passa, se torna algo abstrato. Lá pelos meus 12 anos, eu poderia dizer que maturidade eram decisões dignas de adulto. Mas agora decisões dignas de adulto não existem. Elas são diversificadas, muitas são idiotas, e eu fui descobrindo (não que ignorasse a existência, mas não imaginava desse tamanho GIGANTESCO e constante) que eles também tem muitas dúvidas e uma parte considerável não atravessa complexidades para formar uma opinião. E não dá para dizer que experiência por si só é um elemento de maturidade. Depende do que você faz com ela. Enfim, ficou muito difícil para eu saber o que é maturidade. Afinal, até com uma experiência refletida, ela pode ter sido refletida de maneira unilateral. E a idéia de maturidade para mim estava muito perto de sabedoria... Agora eu já não sei mais o que é maturidade. Porque se for considerar como sabedoria, uma seleta parte dos adultos são maduros. E, socialmente falando, não parece bem essa ser a idéia de maturidade, portanto.
Entenda que, na verdade, eu acho isso mesmo: maturidade é sabedoria. Mas para ser bem entendida, eu não posso considerar isso socialmente. O que nos faz retornar à frase: ela não faz sentido. Não para mim. O que eu "descobri" foi maturidade sim, além de humanidade. Mas o que eu quis dizer, usando o conceito social, foi que não é uma característica adquirida porque estou entrando no mundo adulto, mas porque, como ser humano, sinto-me dando passos à frente.
E o que isso tem a ver com radicalismo? TUDO.
Porque esse conflito interno que eu tive devia ter para todo mundo. Nunca ache que, só porque uma opinião sua parece sensacional, ela é perfeita. Ela pode ser a "correta", mas se ela não tiver respeito ou consideração pelas que divergem dela, ela não foi bem refletida. O "correta" também é extremamente questionável, nem preciso dizer.
Portanto, se te parece sensacional dizer, por exemplo, quando você está falando de desigualdade social, que os ricos são escrotos, com seus iates e desperdícios, e que os pobres deveriam ter tudo isso... Pelo amor de Deus, reflita: se você fosse rico, e uma pessoa muito boa, você gostaria de ouvir que você é escroto? Se você tivesse dinheiro, você o gastaria com quê? Mesmo que fossem em coisas como uma fundação caridosa, porque os outros acham divertido gastar em iates? E quando for tentar responder isso, não esteja invenenado pelas as suas idéias simplistas de porque-são-porcos-capitalistas-e-futeis, e procure algo dentro da sensação de diversão também, por mais que você não concorde com ela. E os pobres tendo tudo isso? O problema nem seria na idéia de ter propriamente dito. Seria ótimo todos se divertirem. Mas imagine milhões de pessoas com seus iates. Pobre mãe natureza com todo esse consumismo! "Ah, então os ricos podem, mas os pobres não?". Não é bem isso. Não é um apoio ao muito para poucos, e sim a um consumo menor. O ideal é que os próprios ricos não fizessem todos aqueles disperdícios. Alguns, poucos, até tentam. Mas parece um ímpeto humano gastar. Incontrolável para alguns. Imagine esse número aumentando??? MEU DEUS! Onde está o problema, no número de pessoas ou nas características humanas?
Vê? Mesmo abordando porcamente uma situação, tive que gastar muitas linhas para explorar um pouco das suas complexidades, para tentar enxergar dois lados (sendo q existem multi lados, mas criar vários ramos aqui vai levar muitas horas). Imagine que o ideal é fazer isso sempre com opiniões sérias. Quer dizer, você até pode questionar se é o ideal mesmo. Mas para mim parece muito sensato, um jeito de encontrar equilíbrio, compreensão. Eu vejo uma sociedade menos estúpida, agressiva, se as pessoas agissem assim. Como me parece o correto, eu vou em busca dele. Pode parecer óbvio o que estou falando, mas nem sempre é.
Meu asco pelo radicalismo e sua origem mais detalhadamente geram outro post. Quem sabe eu não faço? Por enquanto, fica isso mesmo: as armas contra o radicalismo. Difíceis, tortuosas, desgastantes, mas incríveis. Você se sente uma pessoa melhor. Provavelmente porque compreensão é a resposta para tolerância e sensibilidade.
*Momento jovialidade despojada*
1. O q estou ouvindo? *Vai olhar no midia player* Imogen Heap - Hide and Seek
2. Onde pretendia ir hoje e não foi? Festa do Morango, no horto de São Vicente. Estou mofando em casa.
3. Último vídeo no You tube? Cinderella 3: Prostituída novamente - Parte 1 , as paródias nada elegantes e engraçadíssimas de Caio Loki.
4. Livro q está lendo? Noites Tropicais, de Nelson Motta
5. Reflexão do dia: Será que por que dá muito trabalho, a maioria da pessoas deixa de pensar mais no que faz? Até quando comodidade valerá mais do que um mundo melhor?
Uma sina que me persegue. Não, não me persegue. Na verdade, ela está em todo o lugar. Mas como eu criei um certo asco por ela, eu a enxergo de longe, eu sempre a vejo muito lúcida.
Não estou falando própriamente da radicalismo midiático, esse que a mídia explora pela intolerância, especialmente a religiosa. Minha visão de radicalismo é mais amarga, menos simples.
Há uns quatro, cinco anos atrás, o que eram opiniões fortes, idealistas, poéticas, se tornaram uma grande estupidez. Não que elas não fossem bonitinhas, de um certo ponto de vista, mas elas eram incrivelmente bobas, simples, mal refletidas. Mal refletidas, não pouco refletidas. Mas a reflexão ficava ao redor de um campo.
Na época em que descobri a magia da ponderação, da balança, do tentar entender MESMO porque o outro lado também tem seus seguidores, achei que tinha dado um passo para a maturidade. Mas com observações da vida, do que dizem os próprios adultos e, especialmente, com o meu ingresso a faculdade, descobri que não era um passo da maturidade, e sim, de humanidade. Existem dois pontos a serem discutidos nessa frase.
Primeiro, humanidade. Não quis dizer que é como uma versão 2.0 de humano. Mas certamente é uma atitude que todos deveriam procurar, porque nos torna mais sensíveis à visão do outro, e mais preparados para um compreensão, e a conquista de uma conclusão equilibrada, que visualiza bem os prós e contras e tenta não ignorar a complexidade da situação. Não estou falando de algo 100%, mas a simples busca já muda MUITA coisa.
Segundo ponto, maturidade. Maturidade, a cada dia que passa, se torna algo abstrato. Lá pelos meus 12 anos, eu poderia dizer que maturidade eram decisões dignas de adulto. Mas agora decisões dignas de adulto não existem. Elas são diversificadas, muitas são idiotas, e eu fui descobrindo (não que ignorasse a existência, mas não imaginava desse tamanho GIGANTESCO e constante) que eles também tem muitas dúvidas e uma parte considerável não atravessa complexidades para formar uma opinião. E não dá para dizer que experiência por si só é um elemento de maturidade. Depende do que você faz com ela. Enfim, ficou muito difícil para eu saber o que é maturidade. Afinal, até com uma experiência refletida, ela pode ter sido refletida de maneira unilateral. E a idéia de maturidade para mim estava muito perto de sabedoria... Agora eu já não sei mais o que é maturidade. Porque se for considerar como sabedoria, uma seleta parte dos adultos são maduros. E, socialmente falando, não parece bem essa ser a idéia de maturidade, portanto.
Entenda que, na verdade, eu acho isso mesmo: maturidade é sabedoria. Mas para ser bem entendida, eu não posso considerar isso socialmente. O que nos faz retornar à frase: ela não faz sentido. Não para mim. O que eu "descobri" foi maturidade sim, além de humanidade. Mas o que eu quis dizer, usando o conceito social, foi que não é uma característica adquirida porque estou entrando no mundo adulto, mas porque, como ser humano, sinto-me dando passos à frente.
E o que isso tem a ver com radicalismo? TUDO.
Porque esse conflito interno que eu tive devia ter para todo mundo. Nunca ache que, só porque uma opinião sua parece sensacional, ela é perfeita. Ela pode ser a "correta", mas se ela não tiver respeito ou consideração pelas que divergem dela, ela não foi bem refletida. O "correta" também é extremamente questionável, nem preciso dizer.
Portanto, se te parece sensacional dizer, por exemplo, quando você está falando de desigualdade social, que os ricos são escrotos, com seus iates e desperdícios, e que os pobres deveriam ter tudo isso... Pelo amor de Deus, reflita: se você fosse rico, e uma pessoa muito boa, você gostaria de ouvir que você é escroto? Se você tivesse dinheiro, você o gastaria com quê? Mesmo que fossem em coisas como uma fundação caridosa, porque os outros acham divertido gastar em iates? E quando for tentar responder isso, não esteja invenenado pelas as suas idéias simplistas de porque-são-porcos-capitalistas-e-futeis, e procure algo dentro da sensação de diversão também, por mais que você não concorde com ela. E os pobres tendo tudo isso? O problema nem seria na idéia de ter propriamente dito. Seria ótimo todos se divertirem. Mas imagine milhões de pessoas com seus iates. Pobre mãe natureza com todo esse consumismo! "Ah, então os ricos podem, mas os pobres não?". Não é bem isso. Não é um apoio ao muito para poucos, e sim a um consumo menor. O ideal é que os próprios ricos não fizessem todos aqueles disperdícios. Alguns, poucos, até tentam. Mas parece um ímpeto humano gastar. Incontrolável para alguns. Imagine esse número aumentando??? MEU DEUS! Onde está o problema, no número de pessoas ou nas características humanas?
Vê? Mesmo abordando porcamente uma situação, tive que gastar muitas linhas para explorar um pouco das suas complexidades, para tentar enxergar dois lados (sendo q existem multi lados, mas criar vários ramos aqui vai levar muitas horas). Imagine que o ideal é fazer isso sempre com opiniões sérias. Quer dizer, você até pode questionar se é o ideal mesmo. Mas para mim parece muito sensato, um jeito de encontrar equilíbrio, compreensão. Eu vejo uma sociedade menos estúpida, agressiva, se as pessoas agissem assim. Como me parece o correto, eu vou em busca dele. Pode parecer óbvio o que estou falando, mas nem sempre é.
Meu asco pelo radicalismo e sua origem mais detalhadamente geram outro post. Quem sabe eu não faço? Por enquanto, fica isso mesmo: as armas contra o radicalismo. Difíceis, tortuosas, desgastantes, mas incríveis. Você se sente uma pessoa melhor. Provavelmente porque compreensão é a resposta para tolerância e sensibilidade.
*Momento jovialidade despojada*
1. O q estou ouvindo? *Vai olhar no midia player* Imogen Heap - Hide and Seek
2. Onde pretendia ir hoje e não foi? Festa do Morango, no horto de São Vicente. Estou mofando em casa.
3. Último vídeo no You tube? Cinderella 3: Prostituída novamente - Parte 1 , as paródias nada elegantes e engraçadíssimas de Caio Loki.
4. Livro q está lendo? Noites Tropicais, de Nelson Motta
5. Reflexão do dia: Será que por que dá muito trabalho, a maioria da pessoas deixa de pensar mais no que faz? Até quando comodidade valerá mais do que um mundo melhor?
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O blog perguntou para mim: o que eu sou?
Eu criei a página deste blog já faz muuuuuuuuuuuuuuuuuito tempo. Mas eu não queria escrever qualquer coisa, e fui adiando. Bem, aqui estou, escrevendo qualquer coisa. Ao menos com vontade.
Não sei sobre o que escreveria agora. Quando tive a idéia de o fazer, estava voltando de uma prova do vestibular da Unicamp, em janeiro. Parecia genial, eu lembro disso. No entando, eu esqueci qual foi a grande genialidade que eu vi em fazer um blog, e procurei outra. Acredito que era algo relacionado, mas um pouco mais iludido. Minhas idéias supostamente "geniais" sempre parecem ilusões depois de um tempo. Efeitos do meu rigor e, em termos de vovó, da minha juventude.
Entre trapos e farrapos, eis meus dedos se desgastando no teclado para tentar dizer alguma coisa. Basicamente, continuar com a idéia de um blog nada mais me é do que uma válvula de escape para expressar e comentar o que eu quiser, quando tiver vontade, sobre o que eu tiver vontade. Obviamente, impulsionada por um impulso (gostou? Eloquência é a chave! hehehe) próprio de dividir experiência. Não que meus dezoito anos e precisamente sete meses (como já diria a criança) sejam realmente algo digno do sábio da montanha. Aliás, nem um pouco. Mas, como toda opinião que não é feita sem algum tipo de reflexão ( e da minha parte, costumam ser boas horas) é válida de alguma maneira, por que não dividir?
Tentei questionar se era um impulso mesmo ou uma vontade de chamar atenção, como muitas pessoas costumam fazer com os seus blogs. Um questionamento um tanto estranho para mim mesma, mas às vezes é bom perguntar se o óbvio é tão óbvio. Porque o meu óbvio diria que não, de maneira alguma. Afinal, eu não gosto quando o "chamar atenção" é a única razão de um ato, é como se o ato perdesse a dignidade. Além do mais, eu sou reconhecivelmente uma pessoa muito reservada, não gosto de expor algo que me é pessoal, estritamente pessoal.
É claro que meu limite do pessoal é flexível, porém, nunca mesmo a exposição do pessoal seria o tema. A parte pessoal poderia entrar apenas como um bilhete de validade, que, às vezes, é o único que te torna convincente. As pessoas só dão crédito a uma análise de acontecimentos ou sentimentos se você tiver passado por isso. Ou seja, mostrar que sabe do que está falando. Não que elas estejam erradas, é difícil confiar no que outros dizem, porque realmente muita gente fala bastante bobagem. Porém, não creio que seja descartável a opinião de quem pondera. E outra: as vezes a opinião do ponderado vale muito mais do que a de uma pessoa de limitada capacidade de relexão e aprendizagem que já tenha passado pela situação.
Ops, estou me extendendo no que não é o tema.
Normal.
Voltando à questão tragicamente existencialista do blog (no tiopês: -q), o "chamar atenção" poderia se extender menos aos clichês. Por que não? Mesmo que eu quisesse, existe um fato a se considerar: minha falta de talento para auto-publicidades provavelmente fará com que este blog não seja mais do que visitado por amigos (SE alguém tiver paciência), ou por esporádicos curiosos que me verão falando coisas que talvez não façam sentido. Para eles, óbvio. Para mim, sempre fará sentido.
Porém, contudo, no entanto... Cheguei a uma conclusão de que, sim, "chamar atenção" fazia parte dos meus intentos ocultos daquela subconsciência que só Freud explica. Mas de uma maneira, digamos, menos relacionada a popstars. Quero chamar atenção, mas para as coisas que eu digo. Eu posso ser a fulana, se você quiser. Talvez eu até prefira. Mas, se estou escrevendo algo e divulgando, a própria idéia de divulgar é um pedido de atenção.
Eu lembro que a idéia central naquela quarta ensolarada quando saí do vestibular era escrever sobre as minhas idéias para Educação. Essa história rende um outro post, mas basicamente eu faço História na USP porque quero dar aulas para ensino fundamental e médio, para decepção do meu pai. Era meio que um misto de dizer algo que eu ainda não tive oportunidade de dizer, sem ter quem ou momento para tal, e, quem sabe, encontrar gente para dividir. Mas esse assunto é MUITO amplo. Ninguém venha me dizer que existe orkut. Num blog, quem comanda o assunto sou eu. Eu falo todas as minhas bobagens, e não me exponho enormemento a ouvir MAIS bobagens. Um pouco "autoritário", eu sei. Mas prefiro algo mais intimista. Eu tenho orkut, claro. Já tentei conversas sérias nele. Porém, encontrei gente tão arrogante quanto as que eu encontro no meio acadêmico. Socorro! Prefiro falar bobagens no orkut. E volta-e-meia, entrar num assunto cabeça, mas que não gera discussão agressiva.
Novamente me extendi. Vou parar de mostrar que eu percebo quando me extendo. Já deu pra entender, né? hehehe.
Em síntese, se é que eu consigo sintetizar, a idéia de blog vem de um impulso de expor minha opinião sobre certos assuntos que às vezes eu reflito sobre, mas não tenho muita oportunidade de dividir. Ou até tenho, só que acho pouco, insuficiente. É minha vontade de chamar atenção, querendo que mais gente tenha acesso ao que eu penso.
Sinto-me até um pouco estúpida falando estas coisas, porque toda essa enrolação que estou deixando racional dentro do meu contexto nada mais é do que o objetivo em si de um blog. A publicação pessoal. Um veículo de comunicação personalizado.
Fico pensando se não seria presunçoso achar que a minha opinião tem algum tipo de importância para ser exposta. Certamente que é. É BEM presunçoso. Como a de qualquer um. Nós vivemos de presunçosos. E as pessoas ouvem os presunçosos. Portanto, serei humildemente presunçosa, achando que minha opinião pode ter valor para alguém, em algum lugar. Vai saber?
*Coisas bobas que as pessoas põem no final de seus blogs ou flogs e há horas q acho... 'cool' (nunca acabou pegando uma música q vc não conhecia pq alguém estava ouvindo?) *
1. O q estou ouvindo? Nada! Mas a esta hora certamente seria Enya.
2. Último filme no cinema? A ilha da Imaginação, há dois dias atrás, com os priminhos.
3. Último filme em casa? Kill Bill, hoje mesmo, emprestado de um amigo. Primeira vez q vi.
4. Último vídeo no Youtube? Old Ladies in the museum, da série de ótimas paródias de French and Saunders.
5. Reflexão do dia: Já se perguntou como as pessoas conseguem informação? Quem falou? Quem viu? Por que foi dito daquela maneira? Estamos sujeitos a opiniões, de todos os lado. Porque, queira ou não, tudo o que você sabe, veio de alguém(ens), de humanos.
Não sei sobre o que escreveria agora. Quando tive a idéia de o fazer, estava voltando de uma prova do vestibular da Unicamp, em janeiro. Parecia genial, eu lembro disso. No entando, eu esqueci qual foi a grande genialidade que eu vi em fazer um blog, e procurei outra. Acredito que era algo relacionado, mas um pouco mais iludido. Minhas idéias supostamente "geniais" sempre parecem ilusões depois de um tempo. Efeitos do meu rigor e, em termos de vovó, da minha juventude.
Entre trapos e farrapos, eis meus dedos se desgastando no teclado para tentar dizer alguma coisa. Basicamente, continuar com a idéia de um blog nada mais me é do que uma válvula de escape para expressar e comentar o que eu quiser, quando tiver vontade, sobre o que eu tiver vontade. Obviamente, impulsionada por um impulso (gostou? Eloquência é a chave! hehehe) próprio de dividir experiência. Não que meus dezoito anos e precisamente sete meses (como já diria a criança) sejam realmente algo digno do sábio da montanha. Aliás, nem um pouco. Mas, como toda opinião que não é feita sem algum tipo de reflexão ( e da minha parte, costumam ser boas horas) é válida de alguma maneira, por que não dividir?
Tentei questionar se era um impulso mesmo ou uma vontade de chamar atenção, como muitas pessoas costumam fazer com os seus blogs. Um questionamento um tanto estranho para mim mesma, mas às vezes é bom perguntar se o óbvio é tão óbvio. Porque o meu óbvio diria que não, de maneira alguma. Afinal, eu não gosto quando o "chamar atenção" é a única razão de um ato, é como se o ato perdesse a dignidade. Além do mais, eu sou reconhecivelmente uma pessoa muito reservada, não gosto de expor algo que me é pessoal, estritamente pessoal.
É claro que meu limite do pessoal é flexível, porém, nunca mesmo a exposição do pessoal seria o tema. A parte pessoal poderia entrar apenas como um bilhete de validade, que, às vezes, é o único que te torna convincente. As pessoas só dão crédito a uma análise de acontecimentos ou sentimentos se você tiver passado por isso. Ou seja, mostrar que sabe do que está falando. Não que elas estejam erradas, é difícil confiar no que outros dizem, porque realmente muita gente fala bastante bobagem. Porém, não creio que seja descartável a opinião de quem pondera. E outra: as vezes a opinião do ponderado vale muito mais do que a de uma pessoa de limitada capacidade de relexão e aprendizagem que já tenha passado pela situação.
Ops, estou me extendendo no que não é o tema.
Normal.
Voltando à questão tragicamente existencialista do blog (no tiopês: -q), o "chamar atenção" poderia se extender menos aos clichês. Por que não? Mesmo que eu quisesse, existe um fato a se considerar: minha falta de talento para auto-publicidades provavelmente fará com que este blog não seja mais do que visitado por amigos (SE alguém tiver paciência), ou por esporádicos curiosos que me verão falando coisas que talvez não façam sentido. Para eles, óbvio. Para mim, sempre fará sentido.
Porém, contudo, no entanto... Cheguei a uma conclusão de que, sim, "chamar atenção" fazia parte dos meus intentos ocultos daquela subconsciência que só Freud explica. Mas de uma maneira, digamos, menos relacionada a popstars. Quero chamar atenção, mas para as coisas que eu digo. Eu posso ser a fulana, se você quiser. Talvez eu até prefira. Mas, se estou escrevendo algo e divulgando, a própria idéia de divulgar é um pedido de atenção.
Eu lembro que a idéia central naquela quarta ensolarada quando saí do vestibular era escrever sobre as minhas idéias para Educação. Essa história rende um outro post, mas basicamente eu faço História na USP porque quero dar aulas para ensino fundamental e médio, para decepção do meu pai. Era meio que um misto de dizer algo que eu ainda não tive oportunidade de dizer, sem ter quem ou momento para tal, e, quem sabe, encontrar gente para dividir. Mas esse assunto é MUITO amplo. Ninguém venha me dizer que existe orkut. Num blog, quem comanda o assunto sou eu. Eu falo todas as minhas bobagens, e não me exponho enormemento a ouvir MAIS bobagens. Um pouco "autoritário", eu sei. Mas prefiro algo mais intimista. Eu tenho orkut, claro. Já tentei conversas sérias nele. Porém, encontrei gente tão arrogante quanto as que eu encontro no meio acadêmico. Socorro! Prefiro falar bobagens no orkut. E volta-e-meia, entrar num assunto cabeça, mas que não gera discussão agressiva.
Novamente me extendi. Vou parar de mostrar que eu percebo quando me extendo. Já deu pra entender, né? hehehe.
Em síntese, se é que eu consigo sintetizar, a idéia de blog vem de um impulso de expor minha opinião sobre certos assuntos que às vezes eu reflito sobre, mas não tenho muita oportunidade de dividir. Ou até tenho, só que acho pouco, insuficiente. É minha vontade de chamar atenção, querendo que mais gente tenha acesso ao que eu penso.
Sinto-me até um pouco estúpida falando estas coisas, porque toda essa enrolação que estou deixando racional dentro do meu contexto nada mais é do que o objetivo em si de um blog. A publicação pessoal. Um veículo de comunicação personalizado.
Fico pensando se não seria presunçoso achar que a minha opinião tem algum tipo de importância para ser exposta. Certamente que é. É BEM presunçoso. Como a de qualquer um. Nós vivemos de presunçosos. E as pessoas ouvem os presunçosos. Portanto, serei humildemente presunçosa, achando que minha opinião pode ter valor para alguém, em algum lugar. Vai saber?
*Coisas bobas que as pessoas põem no final de seus blogs ou flogs e há horas q acho... 'cool' (nunca acabou pegando uma música q vc não conhecia pq alguém estava ouvindo?) *
1. O q estou ouvindo? Nada! Mas a esta hora certamente seria Enya.
2. Último filme no cinema? A ilha da Imaginação, há dois dias atrás, com os priminhos.
3. Último filme em casa? Kill Bill, hoje mesmo, emprestado de um amigo. Primeira vez q vi.
4. Último vídeo no Youtube? Old Ladies in the museum, da série de ótimas paródias de French and Saunders.
5. Reflexão do dia: Já se perguntou como as pessoas conseguem informação? Quem falou? Quem viu? Por que foi dito daquela maneira? Estamos sujeitos a opiniões, de todos os lado. Porque, queira ou não, tudo o que você sabe, veio de alguém(ens), de humanos.
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